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Unicamp se mantém entre as melhores universidades do mundo, mostra ranking

Levantamento do CWUR mapeou 21 mil instituições de ensino superior de todas as regiões do mundo

Entrada da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), com placa institucional à esquerda e um painel arqueado à direita com a inscrição "Somos a primeira colocada na avaliação da Pós-Graduação do Brasil, entre as maiores universidades", ladeados por vegetação e uma via com veículos ao fundo.
Uma das entradas do campus Campinas da Unicamp

A Unicamp ocupa a 379ª posição entre 21.291 universidades avaliadas na edição 2026 do ranking Global 2000, divulgada nesta segunda-feira (1) pelo Centro Mundial de Rankings Universitários (CWUR, na sigla em inglês). O resultado coloca a Universidade no grupo das 1,8% melhores instituições de ensino superior do mundo mapeadas pelo levantamento. No contexto brasileiro, a Universidade se encontra na 3ª posição, atrás da USP, classificada na 119ª posição mundial, e da UFRJ, classificada na 346ª posição mundial. Na edição anterior do CWUR, a Unicamp estava na posição de número 369. Veja a íntegra do levantamento.

De acordo com a Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU), o CWUR é um ranking internacional que se diferencia de outros rankings, como QS e THE, por não utilizar dados fornecidos diretamente pelas universidades nem pesquisas de reputação acadêmica ou de empregadores. Sua metodologia se baseia em indicadores externos e quantificáveis, associados à trajetória de ex-alunos, prêmios acadêmicos, empregabilidade e desempenho científico.

Criado em 2012 e elaborado por uma organização internacional de consultoria em políticas educacionais – com sede nos Emirados Árabes Unidos –, o CWUR avalia instituições de ensino superior de todo o mundo a partir de quatro grandes dimensões: Qualidade da educação (25%), Empregabilidade dos ex-alunos (25%), Qualidade do corpo docente (10%) e Desempenho em pesquisa (40%). 

Na edição de 2026, o CWUR classificou as 2 mil melhores universidades a partir de um universo de mais de 21 mil instituições analisadas. 

“O ranking da CWUR é bastante voltado para a avaliação de atividades de ensino e pesquisa com elevado impacto global. Nesse quesito, os excelentes indicadores de pesquisa da Unicamp sustentam uma classificação privilegiada, mesmo em um cenário de crescimento do impacto de universidades internacionais, principalmente da China”, avalia o professor Renato Garcia, assessor docente na PRDU.

Pesquisa

A pró-reitora de Pesquisa da Unicamp, Ana Frattini, lembra que a utilização dos rankings universitários simplifica a comparação das instituições ao redor do mundo e serve como um ponto de partida para avaliar as suas reputações. Segundo ela, os rankings atribuem notas fáceis de comparar, valorizam os diplomas e abrem portas para o mercado de trabalho. Por outro lado, avalia, esses índices apresentam desvantagens ao priorizarem uma produção científica com viés eurocêntrico, o que muitas vezes desvaloriza pesquisas fora da língua inglesa, em especial nas artes e nas ciências humanas.

“A Unicamp é uma das principais instituições de ensino e pesquisa da América Latina, com forte tradição na geração de conhecimento, inovação e impacto social. Publicamos cerca de seis mil artigos por ano, o que corresponde a 6% de toda a produção científica nacional”, afirma.

Para Frattini, para além das citações, as pesquisas produzidas na Unicamp contribuem de forma concreta para a resolução de desafios globais e locais. “Nos últimos anos, nossas publicações foram citadas em 703 documentos que influenciaram a formulação de políticas públicas, tanto no Brasil quanto no exterior. Além disso, nossa capacidade de transformar ciência em inovações para o mercado está em plena expansão, tanto do número de depósitos de patentes, quanto dos contratos de transferência de tecnologia”, afirma.

A pró-reitora diz que esse avanço é reflexo de uma estratégia institucional liderada pela Agência de Inovação Inova Unicamp, voltada para a proteção de tecnologias com alto potencial de aplicação. De acordo com Frattini, os resultados mais recentes comprovam esse direcionamento. “Em 2025, registramos 78 novos pedidos de patentes no Brasil e mantivemos um portfólio de 1.374 patentes vigentes, reforçando o papel da Universidade na transformação da pesquisa acadêmica em benefícios reais e diretos para a população”, informa.

“Tudo isso evidencia que o alcance da nossa pesquisa gera um impacto duplo e transformador: de um lado, orienta decisões e políticas públicas fundamentais; de outro, impulsiona o avanço tecnológico que melhora o dia a dia das pessoas. Nossa atuação resulta na formação de recursos humanos de excelência, permite que a ciência básica e a aplicada avancem de forma complementar e contribui positivamente para a superação dos desafios contemporâneos da sociedade”, finaliza.

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