imagem da campanha Viver a Unicamp
Arte Rafaela Repasch

O que é assédio?

Selo Assédio arte Rafaela Repasch
É um comportamento impertinente, insistente e invasivo, podendo ser desagradável, constrangedor, humilhante e/ou intimidador. Geralmente, ocorre dentro de relações de hierarquia e/ou poder, podendo prejudicar a saúde física e emocional da vítima.

O que é assédio moral?

Selo assédio moral arte Rafaela Repasch
O assédio moral ocorre por meio de palavras, gestos e/ou comportamentos que ferem a integridade de uma pessoa no ambiente de trabalho e/ou acadêmico. Ele se caracteriza pela prática repetitiva, sistematizada e direcionada a uma pessoa ou a um grupo.

Exemplos de comportamentos que podem ser caracterizados como assédio moral:
– insinuações ou questionamentos em relação à competência da pessoa;
– piadas constrangedoras e humilhantes;
– críticas infundadas ou que ridicularizem o trabalho desenvolvido;
– atribuição de trabalhos excessivos ou em prazos inviáveis;
– isolamento e/ou hostilidade contra funcionários, subordinados e/ou orientandos;
– ameaças que se aproveitam de uma posição hierárquica superior.

O que é assédio sexual, importunação sexual e estupro?

Selo assédio sexual arte Rafaela Repasch
O assédio sexual é qualquer abordagem ou conduta de cunho sexual não consentida que cause constrangimento, humilhação ou intimidação. Pode ocorrer de forma verbal (comentários), não verbal (gestos, olhares) ou física (toques ou aproximação forçada). Pressupõe uma relação de poder, hierarquia ou ascendência profissional (por exemplo, no trabalho, entre chefes e subordinados, ou entre docentes e estudantes), diferente da importunação sexual, que pode ocorrer entre pares ou até mesmo entre estranhos.

A importunação sexual é um comportamento de cunho sexual indesejado e ofensivo, como “cantadas”, gestos obscenos ou toques não consentidos. Ocorre quando alguém pratica um ato libidinoso com o objetivo de satisfazer a própria lascívia ou a de terceiro(s) sem a concordância da vítima. Um comportamento só se configura como importunação sexual quando não há violência ou grave ameaça.

Já o estupro é qualquer ato sexual praticado com violência ou grave ameaça, sem o consentimento da pessoa envolvida, podendo variar de toque de cunho sexual até a relação sexual forçada. O estupro também se configura quando o ato sexual ocorre sem consentimento válido, inclusive em situações em que a vítima não pode expressar sua vontade — como nos casos de uso de álcool e outras substâncias, de inconsciência, de vulnerabilidade psicológica ou de medo intenso. O estupro pode ocorrer independentemente de vínculo entre autor e vítima, entre pessoas conhecidas ou entre estranhos, em qualquer ambiente.

O que é consentimento?

Selo consentimento arte Rafaela Repasch
O consentimento é a concordância em se engajar em uma atividade de natureza sexual, dada de forma clara, consciente e voluntária. O silêncio e a ausência de protesto ou de resistência não constituem consentimento. Se a pessoa se encontra em um estado que a impeça de tomar uma decisão consciente, o consentimento não pode ser dado (por exemplo, se estiver sob efeito do uso de álcool ou de outras substâncias, se estiver inconsciente, ou se а atividade de natureza sexual foi induzida por uma conduta que abusa de uma relação de confiança, poder ou autoridade).

É importante lembrar: cabe a cada pessoa envolvida em uma relação de cunho sexual garantir que obteve consentimento da outra. O consentimento pode ser revogado a qualquer momento. Caso o consentimento não esteja claro, não avance! Depois do não, toda atividade de caráter sexual pode ser interpretada como violência sexual.

O que é violência baseada em gênero e/ou sexualidade?

Selo de gênero arte Rafaela Repasch
É qualquer ação, omissão, conduta ou prática que viole direitos, cause dano, exclusão, constrangimento, humilhação ou sofrimento, dirigida a uma pessoa em razão de seu gênero, identidade de gênero, expressão de gênero ou orientação sexual, incluindo situações de misoginia, LGBTfobia e transfobia.

Essa violência pode se manifestar de forma verbal, psicológica, institucional, física ou sexual, e ocorrer em diferentes contextos, como relações acadêmicas, de trabalho, convivência e até mesmo entre desconhecidos.

O que é racismo?

Selo racismo arte Rafaela Repasch
O racismo é uma forma de discriminação baseada na raça, consistindo num sistema de crenças, valores e práticas sustentado pela falsa ideia de que existem hierarquias entre grupos étnico-raciais, em que uns são vistos como superiores a outros. Embora se manifeste de diferentes maneiras, o racismo é, sobretudo, uma forma de violência dirigida às populações negras e indígenas, pois promove sua inferiorização, sua exclusão e a produção de desigualdades sociais. O racismo caracteriza-se pelo tratamento de pessoas ou grupos de forma injusta ou desrespeitosa em razão de sua raça, etnia, religião ou origem; já a  injúria racial ocorre quando é dirigida a uma pessoa, causando humilhação, constrangimento, medo ou vergonha.

No Brasil, o racismo está profundamente enraizado na história do colonialismo e da escravidão, processos que sujeitaram as populações negras e indígenas à dominação do homem branco. Com essa herança histórica, o racismo segue sendo reproduzido na estrutura e na organização da sociedade brasileira contemporânea.

Refletir criticamente sobre o racismo e sobre como ele atravessa as experiências sociais de cada pessoa é um passo fundamental para enfrentá-lo e combatê-lo.

O que é xenofobia?

Selo xenofobia arte RafaelaRepasch
A xenofobia, também associada ao racismo na Lei 9.459/1997, é o medo, a rejeição ou a aversão a pessoas percebidas como estrangeiras ou pertencentes a outras culturas. Em geral, está associada a uma visão distorcida da própria cultura como sendo superior às demais, o que resulta na desvalorização, na estigmatização e na discriminação de outras formas de viver, crer e se expressar. Pode tomar a forma de comentários, piadas e apelidos depreciativos ou de práticas mais graves, como difamação, exclusão social, restrição de direitos e atos de violência verbal e física.

Além de ocorrer entre pessoas de diferentes nacionalidades, a xenofobia também pode se manifestar entre pessoas nascidas no mesmo país, mas oriundas de regiões diferentes, cujos sotaques, costumes ou condições sociais sejam percebidos como “estranhos” ou “inferiores”.

Frequentemente, a xenofobia se articula a outras formas de discriminação, como o racismo, o elitismo e a intolerância religiosa — no caso do Brasil, especialmente no preconceito dirigido às religiões de matriz africana e afro-brasileira —, reforçando sistemas de desigualdade e exclusão social.

O que é capacitismo?

Selo capacitismo arte Rafaela Repasch
O capacitismo é a discriminação de pessoas com deficiência. Pode se manifestar em piadas ou comentários envolvendo características físicas e/ou intelectuais de pessoas com deficiência, ou, de modo mais grave, na exclusão dessas pessoas de tarefas cotidianas ou do convívio no ambiente acadêmico e de trabalho.

Outra expressão do capacitismo é a atribuição de certo grau de “heroísmo” a pessoas com deficiência pela realização de tarefas básicas do cotidiano, como se elas fossem incapazes de desempenhar as mesmas atividades que pessoas sem deficiência.

Não garantir recursos de acessibilidade a pessoas com deficiência também é uma forma de capacitismo.

O que é etarismo?

Selo etarismo arte Rafaela RepaschEtarismo é a discriminação relacionada à idade. Pode ocorrer por meio da exclusão, em razão da idade de uma pessoa, das atividades do trabalho e/ou do convívio no cotidiano. Subestimar as capacidades de pessoas com mais idade ou dificultar sua ascensão na carreira também são formas de etarismo.

O etarismo ainda é conhecido pelos termos idadismo ou ageísmo.

Saiba que você não está sozinha/o. A Unicamp conta com espaços e serviços dedicados à escuta e ao acolhimento de queixas e denúncias de violência e assédio. Conheça a seguir os serviços oferecidos:

Imagem que ilustra a lei com uma balança

Integrantes do Grupo de Trabalho (GT)

Paulo Cesar Montagner
Reitor

Fernando Antonio Santos Coelho
Coordenador Geral da Universidade

Fernando Sarti
Pró-Reitor de Desenvolvimento Universitário

Ana Maria Frattini Fileti
Pró-Reitora de Pesquisa

Mônica Alonso Cotta
Pró-Reitora de Graduação

Sylvia Helena Furegatti
Pró-Reitora de Extensão, Esporte e Cultura

Cláudia Vianna Maurer Morelli
Pró-Reitora de Pós-Graduação

Osvaldir Pereira Taranto
Chefe de Gabinete

Zigomar Menezes de Souza
Chefe de Gabinete Adjunto

Marcio Antônio Cataia (Coordenação)
Secretaria Executiva de Comunicação (SEC)


Adilton Dorival Leite
Ouvidoria

Álvaro Kassab
Secretaria Executiva de Comunicação (SEC)

Carla Cristina Barbosa Pereira
Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DeDH)

Carmenlucia Campos G. Penteado
Faculdade de Tecnologia (FT)

Diogo José Lacerda
Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH)

Elisdete Maria Santos de Jesus
Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DeDH)

Flavia Zanini Ribeiro dos Santos
Hospital da Mulher Prof. Dr. José
Aristodemo Pinotti (Caism)

Flávio Henrique Baggio Aguiar 
Diretoria Executiva de Administração (DEA)

Iara Dela Coleta
Secretaria de Vivência nos Campi (SVC)

Irene Rabelo Moreira Rodrigues
Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp (STU)

Isabel Cristina Araújo Floriano
Coordenadoria Geral da Universidade (CGU)

Juliano Henrique Davoli Finelli
Prefeitura do Campus

Luiz Seabra Junior
Colégio Técnico de Campinas (Cotuca)

Maria Augusta Pretti Ramalho
Gabinete do Reitor (GR)

Maria das Graças Freitas de Aquino Veredas
Prefeitura do Campus

Maria Silvia Viccari Gatti
Associação de Docentes da Unicamp (ADunicamp)

Mariana Castrillon Morais Pereira
Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP)

Mônica Alonso Cotta 
Pró-Reitoria de Graduação (PRG)

Priscila Rampazzo
Coordenadoria Geral da Universidade (CGU)

Regina Facchini
Serviço de Atenção à Violência Sexual (SAVS)

Sheila A. Mandaio Nascimento
Coletivo Mulheres da Unicamp – Instituto de Matemática, Estatística e Computação Científica (Imecc)

Terezinha Lima Faria
Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH)

Tricia Cristina Pontes Thomé
Hospital de Clínicas (HC)

Vanilda Soares Santos
Diretoria Executiva de Apoio e Permanência Estudantil (Deape)

 

Expediente

Coordenação-geral Marcio Cataia

Coordenação editorial Álvaro Kassab, Marcio Cataia

Edição Álvaro Kassab, Felipe Mateus

Textos Felipe Mateus

Edição de arte Luis Paulo Silva

Coordenação de TI Laura de Carvalho Freitas Rodrigues

Arte Alex Calixto, Luis Paulo Silva, Paulo Cavalheri

Ilustrações Rafaela Repasch

Web designer Renan Barreto

Revisão Júlia Mota Silva Costa