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Atualidades Manchete

Unicamp inaugura nova sede do CP2b e amplia pesquisas relacionadas à transição energética

Centro Paulista de Estudos em Biogás e Bioprodutos garante formação, desenvolvimento científico e articulação com setor produtivo e órgãos públicos na área de bioenergia

inauguração do laboratório de energia
O reitor Paulo Cesar Montagner (dir.) durante o descerramento da placa de inauguração da nova sede do CP2b

A inauguração da nova sede do Centro Paulista de Estudos em Biogás e Bioprodutos (CP2b), vinculado ao Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe), da Unicamp, ocorrida nesta sexta-feira (29), significou mais um passo no fortalecimento de pesquisas voltadas à transição energética e à economia de baixo carbono. O local amplia a capacidade de desenvolvimento científico, formação de pesquisadores e articulação com o setor produtivo e órgãos públicos na área de bioenergia.

A cerimônia contou com as presenças do reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, do diretor administrativo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Antonio José de Almeida Meirelles, ex-reitor da Universidade, da  diretora do CP2b, Bruna Moraes, do coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe), Marcelo Pereira da Cunha, e de Raluca Savu, responsável pela Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (Cocen).

Dedicado à cadeia de produção de biogás, biometano e bioprodutos, o CP2b atua na valorização energética e ambiental de resíduos orgânicos, com foco em soluções sustentáveis e na economia circular. A nova infraestrutura permitirá a expansão de pesquisas integradas e parcerias nacionais e internacionais.

Durante a cerimônia, Montagner destacou o papel estratégico da universidade pública diante dos desafios ambientais contemporâneos. Segundo ele, a transição energética deixou de ser apenas uma tendência para se tornar uma necessidade global. “Vivemos um momento histórico em que a busca por soluções ambientalmente responsáveis passou a representar uma necessidade estratégica para as nações”, apontou o reitor.

Ele ressaltou que o aproveitamento energético de resíduos agroindustriais, urbanos e industriais cria oportunidades para transformar “passivos ambientais em ativos econômicos”. Montagner também associou a inauguração do CP2b ao compromisso da Unicamp de se consolidar como referência em sustentabilidade. “Nosso objetivo é transformar a Universidade em um modelo sustentável, exemplo para a América Latina e o mundo”, disse.

mesa de cerimônia do laboratório
Bruna Moraes (esq.), Antonio Meirelles, Paulo Cesar Montagner, Raluca Savu e Marcelo Cunha: expansão

Na esteira de multiplicar modelos de pesquisa e inovação que estejam em sintonia com as demandas da sociedade, o diretor administrativo da Fapesp, por sua vez, lembrou que a Fundação lançou recentemente um plano de linhas estratégicas voltado ao fortalecimento de iniciativas de pesquisa articuladas entre diferentes áreas científicas e tecnológicas. O objetivo, afirmou Antonio José Meirelles, é estimular ações coordenadas capazes de gerar impactos socioeconômicos e políticas públicas. “O desenvolvimento atual das inovações está fortemente associado à convergência de tecnologias. São diferentes áreas se integrando e permitindo avanços cada vez mais rápidos”, detalhou.

Impacto

A coordenadora do CP2b, Bruna de Souza Moraes, reconheceu o esforço conjunto de diversos colegas e áreas da Unicamp que contribuíram para que um projeto iniciado em 2009 fosse concretizado. “Este prédio não representa o fim de uma jornada, mas o começo de uma nova etapa marcada por novos projetos, parcerias, descobertas e contribuições para a construção de uma sociedade mais sustentável. Que esta sede seja um espaço de criatividade, colaboração, excelência científica e impacto para São Paulo, o Brasil e o mundo”, celebrou ela.

Já o coordenador do Nipe, também mencionou que a entrega da nova estrutura foi resultado de diferentes gestões e do trabalho coletivo desenvolvido ao longo de mais de uma década. De acordo com Cunha, iniciativas como o CP2b reforçam a vocação brasileira para a bioenergia e contribuem para aproximar Universidade, setor produtivo e poder público. “O Brasil possui uma das maiores participações de energia renovável em sua matriz energética entre as nações industrializadas. Mas potencial sozinho não faz as coisas acontecerem”, alertou.

Por este motivo, Cunha afirmou que o centro recém-inaugurado ocupará um papel importante na articulação de políticas públicas, pesquisa aplicada e desenvolvimento tecnológico voltado à redução das emissões de gases de efeito estufa e à promoção de uma transição energética justa.

A coordenadora do Cocen, Raluca Savu, ressaltou que a inauguração marca uma nova etapa de um projeto estratégico e apresenta um novo agente motivador para todos na Unicamp.

“Assim, o ecossistema de pesquisas se mantém conectado com as demandas concretas da sociedade. Não por acaso, um centro dedicado ao biogás encontra no Nipe um ambiente qualificado para se desenvolver. A transição energértica deixou de ser uma agenda do futuro e passou a ser exigência do presente. A crise climática, a necessidade de reduzir emissões, o melhor aproveitamento dos resíduos urbanos e agroindustriais, além da busca por modelos produtivos mais sustentáveis, são questões que exigem integração entre governos, universidades, empresas e a sociedade como um todo”, afirmou ela.

plantio de árvores simbolo da preservação
Plantio de árvores na proximidades do laboratório: símbolo da importância da preservação ambiental

China

A cerimônia contou ainda com a presença de pesquisadores, docentes, estudantes e representantes de instituições parceiras nacionais e internacionais, incluindo integrantes da Academia de Ciências de Shandong, da China. “Gostaríamos de parabenizar pela inauguração deste prédio. Temos desenvolvido muitos projetos de colaboração com a Unicamp e vamos continuar trabalhando em questões envolvendo biogás, biomassa e bioenergia. Também temos incentivado intercâmbios entre estudantes de graduação e pós-graduação”, comentou Si Hongyu, vice-diretor do Instituto de Pesquisa em Energia da Academia chinesa.

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