O Simpósio dos Profissionais da Unicamp (Simtec) chega à sua 10ª edição como espaço de apresentação e discussão de trabalhos desenvolvidos pelos servidores técnico-administrativos da Universidade. Realizado entre os dias 17 e 23 deste mês, o evento reúne apresentações e atividades voltadas à integração da comunidade universitária e à valorização da contribuição desses profissionais para o funcionamento e o desenvolvimento da vida acadêmica. (Acesse a matéria das atividades do Simtec na Faculdade de Odontologia de Piracicaba)



A edição deste ano integra a programação comemorativa dos 60 anos da Unicamp. O reitor Paulo Cesar Montagner participou da atividade nesta terça-feira (22), no Auditório 5 da Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Para Montagner, a iniciativa contribui para aproximar diferentes segmentos da comunidade universitária e evidencia que a produção de conhecimento não está restrita a professores e estudantes.
“Os avanços já produzidos são históricos. A Unicamp, quando realiza esse tipo de atividade, demonstra que o conhecimento também está entre os servidores”, reforçou o reitor. “A integração entre os diferentes campi ainda contribui para fortalecer a Universidade e criar maior sinergia entre as pessoas que nela trabalham”, acrescentou.
Já o coordenador-geral, Fernando Coelho, lembrou que o Simtec se consolidou como um momento de encontro e de reconhecimento da participação dos servidores técnico-administrativos na construção da Universidade. “É um momento em que uma parte muito importante da comunidade se reúne sobretudo para discutir sua intensa participação no processo de consolidação da universidade”, disse.


Para Coelho, os trabalhos apresentados no simpósio também permitem incorporar experiências desenvolvidas no cotidiano da Unicamp às formas de trabalho da instituição. “Muitos dos processos e dos trabalhos que são apresentados aqui são coisas que acontecem na prática e que, ao longo do tempo, vamos incorporando”, afirmou.
Realizações
Presidente da Comissão Organizadora da 10ª edição do Simtec e diretor da Escola de Educação Corporativa da Unicamp (Educorp), Edison Cardoso Lins ressaltou que o evento representa a fundamental participação dos profissionais técnico-administrativos na produção de conhecimento e nas realizações da Universidade.
Lins observou algumas inovações desta edição, como a substituição dos pôsteres impressos em lona por versões digitais, medida que contribui para a sustentabilidade do evento. A organização estima que cerca de 400 trabalhos sejam apresentados em formato digital este ano. É esperada a participação de, aproximadamente, 2 mil pessoas ao longo da programação. Os trabalhos abrangem diferentes áreas, distribuídas em cinco eixos temáticos, entre eles administração e gestão, sustentabilidade, ensino e pesquisa. É importante salientar ainda que, nesta edição, a abertura do Simtec ocorreu na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), justamente para fortalecer o aspecto de integração da atividade. No próximo ano, o campus de Limeira receberá parte do evento.

Palestra
A programação do Simtec ainda contou com a palestra “De Geração em Geração: O Desafio de Conectar Passado, Presente e Futuro na Gestão Pública”, ministrada pelo antropólogo e escritor Michel Alcoforado.
Pouco antes de sua participação, Alcoforado abordou a relação entre universidade pública e sociedade. O antropólogo defendeu a importância da manutenção das políticas de inclusão e do investimento público na ciência. Para ele, o papel da universidade ultrapassa a formação acadêmica, envolvendo a produção de conhecimento e a posição do Brasil no cenário internacional.
Alcoforado relatou sua própria trajetória acadêmica em instituições públicas, destacando a importância de políticas de fomento à pesquisa para sua formação. “Fiz graduação, mestrado e doutorado na universidade pública. Isso é fruto das políticas de fomento”, contou. “Precisamos pensar cada vez mais em extensão, em como essa universidade pública brasileira assume um papel importante na divulgação científica e na sociedade como um todo, entendendo que a universidade se faz justamente nessa troca”, apontou.
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