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Congresso de Ciência do Desporto amplia debate sobre formação e desempenho

Nona edição do evento realizado pela Faculdade de Educação Física (FEF) reúne 330 participantes e 161 trabalhos

Ao reunir diferentes gerações, áreas de conhecimento e perspectivas sobre o esporte, a nona edição do Congresso de Ciência do Desporto (CCD), que começou nesta quarta-feira (30), em paralelo ao oitavo Simpósio Internacional de Ciência do Desporto, na Unicamp, abre espaço para novas conexões e possibilidades de pesquisa e atuação profissional. Realizado pela Faculdade de Educação Física (FEF), o congresso reúne 330 participantes e 161 trabalhos, entre apresentações orais e pôsteres. O número de inscritos representa crescimento em relação à edição anterior, que teve 131 participantes.

Do desenvolvimento de atletas ao longo da vida à saúde mental no alto rendimento, passando pela biomecânica, o esporte paralímpico e a a realização de grandes eventos, como a Copa do Mundo de Futebol Feminino no Brasil, em 2027, e os Jogos Olímpicos de Los Angeles (EUA), em 2028, o evento, que segue até sexta-feira (2), apresenta diferentes dimensões da ciência do desporto e reúne pesquisadores e profissionais de instituições brasileiras e estrangeiras.

Na sessão de abertura, no Centro de Convenções, o reitor Paulo Cesar Montagner, que é professor da FEF e foi diretor da unidade de 2006 a 2010, ressaltou que o congresso tem um papel que vai além da apresentação de resultados científicos. “São encontros como esse que ajudam a construir trajetórias acadêmicas e profissionais. É onde um jovem pesquisador apresenta seu primeiro trabalho, recebe críticas e também elogios, conhece um novo grupo de pesquisa, encontra um possível orientador ou simplesmente descobre uma nova linha de investigação ou área na qual possa se interessar”, comentou.

Montagner também chamou a atenção para o desafio de levar o conhecimento gerado na Universidade a outros espaços da sociedade. “Temos a responsabilidade de fazer com que a ciência que produzimos aqui dentro e que está nesse congresso chegue às escolas, aos clubes, aos serviços de saúde, aos espaços esportivos, às políticas públicas e, de maneira mais ampla, ao cotidiano das pessoas. Isso é um enorme desafio”, afirmou.

O reitor destacou ainda as possibilidades abertas pelo avanço tecnológico no esporte. “A ciência de dados e a inteligência artificial, as novas tecnologias de monitoramento e avaliação do desempenho e os avanços na compreensão do funcionamento do organismo escancaram janelas de oportunidades e perspectivas importantes para a pesquisa e para a prática profissional”, completou.

Para o diretor da FEF, João Paulo Borin, o congresso reflete a ampliação do olhar sobre o esporte. Ele observa que grandes eventos esportivos, como a próxima Copa do Mundo de Futebol Feminino, contribuem para aproximar a sociedade desse universo. “São eventos que fazem com que a nossa comunidade externa entenda qual é o papel da universidade e da ciência do desporto”, afirmou.

Borin destaca ainda a missão da FEF de formar profissionais e pesquisadores e, ao mesmo tempo, estabelecer relações para além dos espaços acadêmicos. Para ele, o crescimento no número de participantes e de trabalhos científicos apresentados é um dos indicadores dessa trajetória.

Diálogo e homenagens

A programação aproxima os três departamentos da FEF: Ciências do Esporte, Humanidades e Atividade Física Adaptada. Para o presidente do congresso, professor Evandro Lázari, a proposta desta edição foi ampliar o diálogo entre as diferentes áreas. “Planejamos discutir ciência do esporte, independentemente de se é alto rendimento, se é formação ou de aspecto social”, ressaltou Lázari, que fez graduação, mestrado e doutorado na Unicamp e participou, como aluno, da primeira edição do evento, em 2005.

Para a diretora associada da FEF, Laurita Marconi Schiavon, a variedade de temas foi uma escolha da organização para contemplar diferentes públicos e momentos da trajetória esportiva. “A programação reúne discussões que vão desde a infância e o desenvolvimento de jovens atletas até o alto rendimento, passando pelo planejamento de longo prazo da preparação esportiva, pela biomecânica e pelo paradesporto. É realmente uma diversidade que dá conta de um público bem diverso”, afirmou. A própria trajetória de Schiavon ajuda a traduzir essa continuidade: aluna de graduação e de pós-graduação da Unicamp, ela também participou da primeira edição do congresso e hoje integra sua organização.

A relação com a história do congresso também esteve presente na abertura. A organização homenageou docentes que lideraram as edições anteriores do evento. “Estou muito contente que conseguimos trazer todos os presidentes das edições anteriores”, afirma Lázari. A homenagem, segundo ele, reconhece a contribuição de quem participou da construção e da consolidação do congresso.

Foto de capa:

Auditório com centenas de pessoas sentadas em cadeiras de madeira dispostas em fileiras, observando um palco elevado com estrutura de madeira clara, painel azul ao fundo, tela de projeção, bandeiras e mesa com toalha branca onde se encontram pessoas em pé; iluminação fluorescente no teto, piso cinzento, e público composto por indivíduos de diversas idades usando roupas variadas em cores como branco, preto, azul, rosa e tons neutros.
Evento abre espaço para novas conexões e possibilidades de pesquisa e atuação profissional

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