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Em aula magna, presidente da Capes defende expansão da pós-graduação

Denise Pires de Carvalho ressalta que ciência, tecnologia e inovação são pilares para reduzir desigualdades e promover o crescimento

A presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho, ministrou a aula magna “Pós-graduação e o desenvolvimento nacional”, na manhã desta quarta-feira (5), no Auditório do Instituto de Geociências (IG). Durante a apresentação, a médica e professora defendeu que “não há possibilidade de crescimento sem ciência, tecnologia e inovação” e afirmou que ampliar o acesso à graduação e à pós-graduação, mantendo a qualidade da formação, é condição indispensável para o desenvolvimento do Brasil.

Recebida pelo reitor Paulo Cesar Montagner, pelo coordenador-geral Fernando Coelho, e pela pró-reitora de Pós-Graduação Cláudia Morelli, a presidente da Capes destacou o desempenho da Unicamp, que alcançou o primeiro lugar entre as universidades brasileiras com mais de 50 programas de pós-graduação na Avaliação Quadrienal 2021-2024, com 81% dos seus programas com notas 5, 6 ou 7, os conceitos mais elevados do sistema nacional de avaliação da pós-graduação.

“Vocês são um exemplo de instituição de educação superior, tanto na graduação quanto na pós-graduação e nas atividades de extensão, aproximando a universidade da sociedade. A Unicamp é um foco de luz para o nosso país”, afirmou Carvalho.

Pessoa usando óculos de armação escura e blazer branco sobre camiseta branca, segurando microfone prateado com a mão direita enquanto gesticula com a mão esquerda, em pé diante de um painel de apresentação com logo azul-claro, com cadeira preta e garrafa de água ao fundo, em ambiente de sala de conferência com parede bege.
A presidente da Capes Denise Carvalho proferiu aula magna para a comunidade acadêmica

O reitor da Unicamp destacou que manter a excelência exige inovação permanente. Segundo Montagner, o desempenho da Universidade resulta do trabalho cotidiano de sua comunidade acadêmica e do compromisso contínuo com a qualidade da formação e da pesquisa. “A excelência não é um ato isolado. É a expressão daquilo que fazemos todos os dias. E, quando fazemos bem, no dia seguinte queremos fazer melhor.”

Coelho ressaltou que a excelência acadêmica da Universidade a credencia a colaborar com o aperfeiçoamento das políticas públicas voltadas à pós-graduação. “A excelência da pós-graduação brasileira foi construída por universidades públicas como a Unicamp, em permanente diálogo com a Capes. Esse é um patrimônio nacional que precisa continuar sendo fortalecido”, completou o coordenador-geral. 

Morelli enfatizou a importância do diálogo entre a Universidade e a Capes para o fortalecimento do sistema nacional de pós-graduação e afirmou que os resultados da Universidade refletem um trabalho coletivo. “A construção de uma pós-graduação cada vez mais forte depende desse contato próximo, em que possamos ouvir a Capes, compreender seus desafios e diretrizes e também compartilhar nossas experiências”, afirmou a pró-reitora.

Unicamp como referência

Ao longo da aula magna, Carvalho ressaltou que ampliar o acesso ao ensino superior e à pós-graduação representa uma das principais formas de promover a mobilidade social. Ao mesmo tempo, apontou que a expansão do sistema precisa preservar a qualidade dos cursos, característica que, segundo ela, distingue a pós-graduação brasileira. “O grande desafio é ampliar o acesso mantendo a qualidade. E isso nós conseguimos fazer graças ao sistema de avaliação da Capes.”

Durante a apresentação, a presidente afirmou que a experiência da Unicamp serviu de referência para mudanças recentes na política de distribuição das bolsas do Programa de Excelência Acadêmica (Proex). Segundo ela, a agência passou a considerar o percentual de programas de excelência das instituições para ampliar a autonomia das pró-reitorias na gestão das bolsas. “A Unicamp foi o nosso norte”, afirmou.

Outro tema abordado foi a internacionalização da pesquisa. Carvalho apresentou o Capes Global, novo programa estruturado em redes de cooperação entre instituições brasileiras e estrangeiras, criado para ampliar as oportunidades de mobilidade acadêmica. Segundo ela, a proposta rompe com o modelo tradicional, concentrado em poucas universidades, e permite que pesquisadores de diferentes regiões do país participem das redes internacionais de pesquisa.

Carvalho também apresentou iniciativas voltadas ao fortalecimento da ciência aberta, ao financiamento de publicações científicas e à construção de uma Agenda Nacional para a Formação de Recursos Humanos, elaborada em parceria com as fundações estaduais de amparo à pesquisa para orientar a criação de novos programas de pós-graduação em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país.

Ao encerrar a aula magna, Carvalho reforçou que o avanço científico depende da cooperação entre instituições e países. “A ciência do pesquisador brasileiro é brasileira porque nós temos pátria. Mas a ciência não tem pátria.”

Carvalho ainda participou de uma reunião na Pró-reitoria de Pós-Graduação (PRPG) na tarde desta quarta-feira e, amanhã, fará a palestra “Reflexões sobre um projeto para a universidade do futuro” após encontro com docentes e membros da Rede Mulheres Acadêmicas da Unicamp.

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Foto de capa:

Pessoa em pé no centro de um auditório, usando blazer branco e calça preta, segurando um microfone com a mão direita, posicionada diante de uma tela de projeção que exibe texto em português sobre CAPES e desenvolvimento nacional, com fileiras de assentos vazios ao fundo e painel de madeira horizontal na parede lateral.
A médica e professora Denise Pires de Carvalho defendeu que “não há possibilidade de crescimento sem ciência, tecnologia e inovação”
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