Até a próxima sexta-feira (8), a Unicamp realiza a segunda edição do Executive International Academic Leadership Program (Programa de Liderança e Colaboração Acadêmica), uma parceria com a Delft University of Technology, dos Países Baixos. A atividade, realizada primeiramente na Europa e agora no Brasil, tem o objetivo de fortalecer o exercício da comunicação e da liderança acadêmica em um contexto global, promover a internacionalização e solidificar uma rede de cooperação entre universidades para o desenvolvimento de projetos e pesquisas. Durante a semana, equipes das duas instituições desenvolvem atividades focadas na formação de líderes sejam multiplicadores de boas práticas no setor.
Desde 1999, a Unicamp e a TU Delft – fundada em 1842 – mantêm um trabalho conjunto nas áreas das engenharias química, mecânica, civil, agrícola e de alimentos.
O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, destacou a importância de iniciativas voltadas à formação de novas lideranças acadêmicas. “O programa representa uma estratégia para consolidar a internacionalização da Unicamp, não apenas por meio da criação de novas parcerias, mas também pela manutenção de colaborações já estabelecidas. Basta ver a relevância da nossa parceria com a Delft, uma das mais duradouras da Universidade, com registros que remontam ao início dos anos 2000. Isso também fortalece a pesquisa científica”, afirmou. “Nossa expectativa é que esse conhecimento seja disseminado para todas as unidades da universidade, ampliando o alcance das parcerias e fortalecendo a inserção da instituição em redes internacionais”, acrescenta o reitor.


O coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho, destacou que a renovação dos laços de parceria potencializa desdobramentos relevantes no ensino, na pesquisa e na inovação. “O intercâmbio de experiências pode resultar na criação de novas frentes de colaboração em áreas estratégicas. Entre os exemplos está o modelo de uma ‘vila verde’ desenvolvida pela universidade europeia, voltada à criação de tecnologias aplicáveis a cidades sustentáveis. A proposta pode inspirar projetos semelhantes no HIDS (Hub Internacional de Desenvolvimento Sustentável) da Unicamp”, aponta.
Laços institucionais
De acordo com o diretor executivo de Relações Internacionais (Deri) da Unicamp, Rafael Dias, a iniciativa desenvolve competências que permitem aos professores incorporar uma perspectiva internacional em suas atividades de ensino, pesquisa e extensão. “Além da formação individual, o programa também tem como objetivo fortalecer os laços institucionais entre as duas universidades. É fundamental formar novas turmas para manter essas conexões ativas e avançar ainda mais nessa colaboração”, destaca.
Com foco em jovens docentes, o programa transmite uma visão mais sólida sobre internacionalização desde o início de suas trajetórias acadêmicas, repercutindo diretamente na graduação, na pós-graduação e na extensão, avalia Cláudia Morelli, pró-reitora de Pós-Graduação (PRPG) da Unicamp.
Impacto
O professor Gustavo Valença, um dos promotores e organizadores da atividade, lembra que, embora a parceria com a TU Delft seja longeva e central, o programa adota um modelo aberto, estimulando conexões com instituições de todo o mundo. “Nesta edição, ao menos três dos 12 participantes já iniciaram colaborações com a TU Delft em áreas como políticas públicas e hidrologia. A expectativa é que novas parcerias surjam a partir das conexões estabelecidas, reforçando o papel da Unicamp na produção de conhecimento com impacto nacional e internacional”, diz.
A professora Luana Mattos de Oliveira Cruz, assessora de Relações Internacionais da Unicamp, lembra que o programa teve início em novembro do ano passado com atividades presenciais na Europa, seguida por encontros online. Na etapa final, marcada para sexta-feira (8), em Campinas, os participantes vão apresentar projetos desenvolvidos ao longo da formação. Para Mattos, uma palavra resume todo o trabalho: integração.
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