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Cecom celebra 40 anos de atenção à saúde com série de homenagens

Evento contou com a presença do reitor Paulo Cesar Montagner, que destacou trajetória do centro, criado em 1986

O Centro de Saúde da Comunidade (Cecom) da Unicamp comemorou, nesta quarta-feira (15), quatro décadas de cuidado e acolhimento em uma cerimônia marcada por homenagens à equipe, reconhecimento às gestões anteriores e celebração de uma trajetória que se consolidou como referência no cuidado à saúde dentro da Universidade, relembrada em um vídeo institucional na abertura.

O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, destacou o papel singular do Cecom na estrutura universitária e o caráter pioneiro do serviço, criado em 1986. Para o reitor, o centro representa uma das marcas mais importantes da Universidade: “Celebrar esses 40 anos é celebrar, sobretudo, um aspecto muito importante que a Unicamp precisa preservar, que é o cuidado com as pessoas”, afirmou.

Montagner ressaltou que o Cecom ultrapassa a função de apoio à saúde, e sua relevância está ligada à capacidade de sustentar, de forma contínua e humanizada, as condições necessárias para que a comunidade universitária ensine, pesquise, aprenda e crie. “O Cecom nos lembra diariamente que uma grande instituição não se mede apenas por seus resultados, mas pela forma como cuida daqueles que a constroem.”

Evento realizado nesta quarta-feira (14) marcou os 40 anos do Cecom
Evento realizado nesta quarta-feira (14) marcou os 40 anos do Cecom

O reitor relembrou, ainda, sua própria trajetória como usuário do serviço e destacou a confiança construída pelo centro ao longo do tempo. “Os alunos falam do Cecom com carinho. Isso tem um valor imenso. Saúde, no fundo, é confiança. Precisamos acreditar naquilo que nos é orientado.”

O coordenador-geral da Unicamp, Fernando Coelho, enfatizou o papel estratégico do Cecom e sua relevância tanto para o atendimento cotidiano da comunidade quanto para ações institucionais mais amplas. Coelho lembrou experiências de parceria com o órgão em diferentes momentos de sua atuação na gestão, incluindo projetos ligados à segurança em laboratórios e ações extensionistas realizadas fora do campus. “O Cecom é uma estrutura muito particular da Universidade, uma referência entre as instituições públicas. O que sempre me marcou foi a dedicação, o carinho e o profissionalismo no atendimento, sem distinção de quem é a pessoa que precisa de assistência”, afirmou.

O atual coordenador do Cecom, o cirurgião-dentista Rogério Terra do Espírito Santo, destacou que a celebração dos 40 anos representa, antes de tudo, um momento de reconhecimento coletivo. “É com grande alegria e profundo senso de pertencimento que participo desta celebração, que nos convida não apenas a comemorar as conquistas, mas também a refletir sobre nossa trajetória. Cada servidor, em sua atuação, ajudou a construir uma trajetória sólida, marcada pelo compromisso, pela competência técnica e pela dedicação”, disse. Já a coordenadora de divisão do Cecom, Luciane da Silva Antunes, enfermeira da Unicamp há 25 anos, sendo 14 deles no centro, reforçou o caráter coletivo do trabalho oferecido. “É realmente especial e muito significativo estar aqui. O Cecom é, acima de tudo, um lugar de cuidado, convivência e muitas trajetórias, onde nosso trabalho toca e transforma a vida das pessoas”, afirmou.

Representando a Diretoria Executiva da Área da Saúde (Deas), o professor Maurício Etchebehere destacou o papel do Cecom durante a pandemia de covid-19, quando o órgão assumiu protagonismo nas estratégias de vacinação e no acolhimento da comunidade universitária. “A pandemia tornou ainda mais evidente como é importante ter o Cecom na Universidade”, afirmou.

Da esquerda para a direita: o coordenador atual do Cecom, Rodrigo Terra, Rôse Clélia, Patrícia Leme, Roberto Teixeira Mendes e Edson Bueno: homenageados
Da esquerda para a direita: o coordenador atual do Cecom, Rogério Terra, Rôse Clélia, Patrícia Leme, Roberto Teixeira Mendes e Edison Bueno: homenageados

Lugar na história

A cerimônia foi marcada por homenagens a ex-coordenadores que estiveram à frente do Cecom ao longo dessas quatro décadas, como a enfermeira Rôse Clélia Grion Trevisane, que comandou o centro entre 2021 e 2025; a médica Patrícia Asfora Falabella Leme, coordenadora de 2014 a 2021; e os professores Roberto Teixeira Mendes, pediatra, no posto entre 2009 e 2013, e Edison Bueno, médico sanitarista, entre 2000 e 2009.

Em suas falas, os ex-gestores destacaram a evolução do centro e o papel decisivo da equipe na consolidação do órgão como referência nacional. Trevisane, que acompanhou a trajetória do Cecom desde sua criação, destacou o simbolismo da comemoração. “Vi o Cecom nascer e crescer. Se o centro é hoje referência nacional, isso se deve ao apoio institucional e, especialmente, à dedicação de cada profissional”, afirmou.

Leme também mencionou a atuação do centro durante a pandemia de covid-19. “O momento mais emocionante da minha vida dentro do Cecom foi quando chegou o caminhão das vacinas. Aquilo representava esperança em meio à pandemia”, contou. Mendes destacou a capacidade técnica e o acolhimento construídos ao longo das décadas. “Dos lugares em que trabalhei na Universidade, o Cecom foi o mais capacitado e com mais resultados na área de cuidado.”

Já Bueno ressaltou o papel do órgão na garantia da saúde como direito e na consolidação de uma política de atenção integral e humanizada à comunidade universitária. “O Cecom contém, de fato, essa universalidade que desejamos.”

A médica Tereza Panetta (terceira da esquerda para a direita) e a técnica de Enfermagem Elisabete Paranhos (quarta da esquerda para a direita) receberam homenagem como profissionais mais antigas do Cecom
A médica Tereza Panetta (terceira da esquerda para a direita) e a técnica de Enfermagem Elisabete Paranhos (quarta da esquerda para a direita) receberam homenagem como profissionais mais antigas do Cecom

A médica dermatologista Tereza Cristina Gansauskas Panetta e a técnica em enfermagem Elizabete Bernadete Oliveira, que atuam no Cecom desde 1986, também foram homenageadas.

A memória da criação do Cecom foi recontada por meio de uma mensagem em vídeo do médico René Mendes, idealizador e primeiro coordenador do órgão. Convidado à época pelo então reitor José Aristodemo Pinotti para desenvolver a proposta do centro, Mendes definiu o projeto como “pioneiro, inovador e grande desde a sua concepção” e destacou a permanência de seu conceito original. “Vejo hoje que ele está robusto, vivo e mais atuante”, afirmou.

Ao encerrar a solenidade, a equipe do Cecom reforçou que a celebração dos 40 anos não se resume à memória institucional, mas projeta o futuro do órgão. A mensagem final foi marcada pelo reconhecimento às equipes, aos usuários e aos parceiros institucionais, reafirmando o compromisso do centro com a promoção da saúde e a qualidade de vida da comunidade universitária. “São 40 anos construídos a muitas mãos. Seguimos cuidando de quem faz a Unicamp”, completou o atual coordenador.

No encerramento, o Coral Zíper na Boca realizou uma apresentação.

Referência na atenção integral ao cuidado

Quando criado, em 1986, o Cecom contava com 85 profissionais. Hoje, são 162 servidores ativos, que atuam nas áreas de medicina, enfermagem, odontologia, fisioterapia, nutrição, serviço social, educação física e outras especialidades em atendimentos assistenciais, procedimentos e ações de promoção e prevenção em saúde. No ano passado, foram registrados mais de 89 mil atendimentos, 44 mil procedimentos e 43 mil ações de prevenção e promoção da saúde, números que reforçam uma das características históricas do órgão: a atenção integral ao cuidado.

A trajetória do Cecom começou antes mesmo de sua criação formal, quando, em abril de 1985, uma portaria instituiu a Coordenadoria de Serviços Sociais (CSS), com o objetivo de assegurar a execução integrada dos programas e atividades de assistência aos servidores da Unicamp. Um ano depois, foi oficializada a criação do centro, cuja missão foi planejar e executar programas de saúde voltados à comunidade universitária, incluindo servidores docentes e não docentes, além dos estudantes.

Nos primeiros anos, o atendimento era concentrado nas áreas médica, odontológica, de fisioterapia e enfermagem, mas, com o passar do tempo, o centro incorporou gradualmente outros atendimentos. O modelo inicialmente centrado na assistência biomédica e curativa foi sendo ampliado para uma perspectiva voltada à promoção da saúde e à prevenção de doenças, com ações coletivas e atuação integrada de equipes multidisciplinares e multiprofissionais. Atualmente, o centro é subordinado à Diretoria Executiva da Área da Saúde (DEAS).

Foto de capa:

São quatro décadas de cuidado e acolhimento em uma cerimônia marcada por homenagens à equipe, reconhecimento às gestões anteriores e celebração de uma trajetória
São quatro décadas de cuidado e acolhimento em uma cerimônia marcada por homenagens à equipe, reconhecimento às gestões anteriores e celebração de uma trajetória
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