A Faculdade de Educação Física (FEF) da Unicamp inaugurou nesta quinta-feira (26) um espaço exclusivo para o Centro de Pesquisa e Inovação em Equidade, Educação Física e Esporte Paralímpico (CPIE²EP). Selecionado em programa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), o Centro vai reunir 36 pesquisadores de várias regiões do país, além de quatro pesquisadores internacionais. Ele já firmou acordo com 12 instituições parceiras e está preparando convênios com prefeituras.

A coordenadora do Centro, professora Maria Luiza Tanure, disse que o CPIE²EP foi criado para ser uma referência nacional para o esporte inclusivo e paralímpico. “Nosso Centro assume o compromisso não apenas com a realidade da pessoa com deficiência no Estado de São Paulo, mas com a realidade nacional e com a justiça social. Assim, a atividade física deixa de ser um privilégio e passa a ser um direito. Esse é praticamente um lema que a gente leva para todas as nossas propostas.”
Tanure afirma que o Centro terá duas linhas básicas de pesquisa. A primeira delas voltada para a Educação Física Escolar Inclusiva, com a ideia de trabalhar no desenvolvimento de políticas públicas para o paradesporto; a outra será voltada ao esporte paralímpico, com ênfase no monitoramento de paratletas da iniciação ao alto rendimento.
O Centro tem como objetivo promover a inserção do paradesporto no currículo escolar e a formação de professores para atuação inclusiva. Deverá também, focar em estratégias para ampliar o acesso, permanência e desempenho de jovens com deficiência no esporte paralímpico.

No projeto, há convênios com escolas municipais de Campinas, Valinhos, Vinhedo, Itatiba e Leme, além de parcerias com as confederações de diversas modalidades paralímpicas.
O diretor da FEF, professor Odilon Roble disse que, com a criação do CPIE²EP, “a Unicamp continua com sua vocação para a inovação. Nossa missão é inovar”
O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, lembrou a história da FEF. Disse que, ao longo dos anos, a escola construiu uma trajetória ligada ao esporte inclusivo, e que a entrada em operação do Centro é mais uma evidência da importância que a Universidade confere à área. “Trata-se de um sinal de maturidade da nossa escola”, disse o reitor.
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