A Universidade

A Unicamp responde por 8% da pesquisa acadêmica no Brasil, 12% da pós-graduação nacional e mantém a liderança entre as universidades brasileiras no que diz respeito a patentes e ao número de artigos per capita publicados anualmente em revistas indexadas na base de dados ISI/WoS. A Universidade conta com aproximadamente 34 mil alunos matriculados em 66 cursos de graduação e 153 programas de pós-graduação.

A média anual de teses e dissertações defendidas é de 2,1 mil e 99% de seus professores possuem título de doutor. Esse batalhão do ensino e pesquisa lidera o ranking nacional per capita de publicações científicas nas revistas internacionais catalogadas.Se a produção acadêmica for calculada pelo desempenho de cada pesquisador, a Unicamp é, atualmente, a mais produtiva universidade brasileira.

Todos os anos, cerca de 800 doutores são formados, uma marca capaz de despertar admiração até mesmo em líderes de algumas universidades americanas e européias. E em cinco décadas, a Unicamp formou mais de 65 mil jovens profissionais em seus cursos de graduação. Além disso, milhares de profissionais formados na universidade atuam em empresas, governo e organizações sociais, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do país. Como pólo científico e cultural, a Universidade reuniu grandes nomes no meio acadêmico. Entre eles, Cesar Lattes, André Tosello, Gleb Wataghin, Vital Brasil, Giuseppe Cilento, Octávio Ianni, Almeida Prado e Bernardo Caro, entre muitos outros.

Localizada no Estado de São Paulo, a Unicamp tem três campi — em Campinas, Piracicaba e Limeira — e compreende 24 unidades de ensino e pesquisa. Possui também um vasto complexo de saúde (com duas grandes unidades hospitalares no campus de Campinas), além de 23 núcleos e centros interdisciplinares, dois colégios técnicos e uma série de unidades de apoio num universo onde convivem cerca de 50 mil pessoas e se desenvolvem milhares de projetos de pesquisa.

A Unicamp é uma autarquia, autônoma em política educacional, mas subordinada ao Governo Estadual no que se refere a subsídios para a sua operação. Assim, os recursos financeiros são obtidos principalmente do Governo do Estado de São Paulo e de instituições nacionais e internacionais de fomento.

O campus tem o nome do seu fundador, Zeferino Vaz, que foi quem a idealizou. A Cidade Universitária "Zeferino Vaz" se localiza no distrito de Barão Geraldo, região noroeste de Campinas. Fica a 12km do centro da cidade.

A Unicamp foi oficialmente fundada em 5 de outubro de 1966, dia do lançamento de sua pedra fundamental. Mesmo num contexto universitário recente, a Unicamp pode ser considerada uma instituição jovem que já conquistou forte tradição no ensino, na pesquisa e nas relações com a sociedade.

O projeto de instalação da Unicamp veio responder à crescente demanda por pessoal qualificado numa região do País que já na década de 60 detinha 40% da capacidade industrial brasileira e 24% de sua população economicamente ativa. 

Uma característica da Unicamp foi ter escapado à tradição brasileira da criação de universidades pela simples acumulação de cursos e unidades. Ao contrário da maioria das instituições, ela foi criada a partir de uma ideia que englobava todo o seu conjunto atual. Basta dizer que, antes mesmo de instalada, a Unicamp já havia atraído para seus quadros mais de 200 professores estrangeiros das diferentes áreas do conhecimento e cerca de 180 vindos das melhores universidades brasileiras.

 

Ensino conjugado à pesquisa
 

A Unicamp tem uma graduação forte com um grande leque de cursos nas áreas de ciências exatas, tecnológicas, biomédicas, humanidades e artes. Por outro lado, é a Universidade brasileira com maior índice de alunos na pós-graduação – 48% de seu corpo discente – e responde por aproximadamente 12% da totalidade de teses de mestrado e doutorado em desenvolvimento no País.

Isso faz com que os docentes que ministram as aulas sejam os mesmos que, em seus laboratórios, desenvolvem as pesquisas que tornaram a Unicamp conhecida e respeitada. E permite que o conhecimento novo gerado a partir das pesquisas seja repassado aos alunos, muitos dos quais frequentemente delas participam — como é o caso dos estudantes de pós-graduação —, de um grande número de bolsas de iniciação científica para os alunos de graduação ou das atividades extracurriculares propiciadas pelas empresas juniores existentes em praticamente todas as unidades.

Ao dar ênfase à investigação científica, a Unicamp parte do princípio de que a pesquisa, servindo prioritariamente à qualidade do ensino, pode ser também uma atividade econômica. Daí a naturalidade de suas relações com a indústria, seu fácil diálogo com as agências de fomento e sua rápida inserção no processo produtivo.

Tal inserção começou já na década de 70, com o desenvolvimento de pesquisas de alta aplicabilidade social, muitas das quais logo foram difundidas e incorporadas à rotina da população. Exemplos: a digitalização da telefonia, o desenvolvimento da fibra óptica e suas aplicações nas comunicações e na medicina, os vários tipos de lasers hoje existentes no Brasil e os diversos programas de controle biológico de pragas agrícolas, entre outros.

Deve-se acrescentar a estas e às centenas de outras pesquisas em andamento um número notável de estudos e projetos no campo das ciências sociais e políticas, da economia, da educação, da história, das letras e das artes. A maioria dessas pesquisas não somente está voltada para o exame da realidade brasileira como, muitas vezes, tem-se convertido em benefício social imediato.

Atuando como uma autêntica “usina de pesquisas” e como um centro de formação de profissionais de alta qualificação, a Unicamp atraiu para suas imediações todo um polo de indústrias de alta tecnologia, quando não gerou ela própria empresas a partir de seus nichos tecnológicos, através da iniciativa de seus ex-alunos ou de seus professores. A existência desse polo, aliada à continuidade do esforço da Unicamp, tem produzido grandes e benéficas alterações no perfil econômico da região. 

 

Fortes relações com a sociedade

 

 A tradição da Unicamp na pesquisa científica e no desenvolvimento de tecnologias deu-lhe a condição de Universidade brasileira que maiores vínculos mantêm com os setores de produção de bens e serviços. A instituição mantém várias centenas de contratos para repasse de tecnologia ou prestação de serviços tecnológicos a indústrias da região de Campinas, cidade onde fica seu campus central. Localizada a 90 quilômetros de São Paulo e com uma população de 1 milhão de habitantes, Campinas é um dos principais centros econômicos e tecnológicos do país.  

Para facilitar essa interação, a Unicamp conta, desde 2003, com uma Agência de Inovação, serviço que é hoje a porta de entrada para os empresários que necessitam modernizar seus processos industriais, atualizar seus recursos humanos ou incorporar a suas linhas de produção os frutos da pesquisa da Universidade.

Nas últimas décadas, o papel da Unicamp, como instituição geradora de conhecimento científico e formadora de mão-de-obra qualificada, atraiu para seu entorno um complexo de outros centros de pesquisa vinculados ao Governo Federal ou Estadual, além de um importante parque empresarial nas áreas de telecomunicações, de tecnologia da informação e de biotecnologia. Muitas dessas empresas — quase uma centena somente na região de Campinas — nasceram da própria Unicamp e da capacidade empreendedora de seus ex-alunos e professores. São as chamadas “filhas da Unicamp”, quase todas atuando nas áreas de tecnologia de ponta.

Além disso, a Unicamp tem se caracterizado por manter fortes ligações com a sociedade através de suas atividades de extensão e, em particular, de sua vasta área de saúde. Quatro grandes unidades hospitalares, situadas em seu campus de Campinas e fora dele, fazem da Unicamp o maior centro de atendimento médico e hospitalar do interior do Estado de São Paulo, cobrindo uma população de cinco milhões de pessoas numa região de quase uma centena de municípios.

 

Zeferino Vaz, o fundador

 

Fruto de um projeto concebido e implantado pelo médico Zeferino Vaz, desde cedo a instituição caracterizou-se por um modelo inovador, que faz da intensidade da pesquisa um elemento de qualificação do ensino em todos os níveis, e das relações com a sociedade um componente intrínseco da atividade acadêmica com nível de excelência.

Zeferino Vaz nasceu em São Paulo, Capital, no dia  27 de maio de 1908 e atuou como reitor no período de  21 de dezembro de1966 a 15 de abril de1978. Cursou o primário e o secundário no Liceu Salesiano Coração de Jesus e no Ginásio Osvaldo Cruz. Graduou-se e doutorou-se em Medicina pela USP, respectivamente em 1931 e 1932. Especializou-se em Parasitologia e Doenças Parasitárias, Biologia Geral e Genética e Zoologia Geral. Zeferino foi nomeado por concurso para o cargo de professor catedrático de Zoologia Médica e Parasitologia na Faculdade de Medicina Veterinária da USP, onde exerceu o cargo de diretor (1936-1947). Foi também secretário de Estado da Saúde Pública e Assistência Social (1963), diretor-fundador da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (1951-1964), primeiro presidente do Conselho Estadual de Educação do Estado de São Paulo (1964-1965) e reitor da Universidade de Brasília (1964-1965). Em 1965 foi designado presidente da Comissão Organizadora da Unicamp, tendo assumido em 21 de dezembro de 1966 sua Reitoria, posto no qual permaneceu até 1978, quando se aposentou compulsoriamente aos 70 anos. Continuou, entretanto, na presidência da Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp) até 1981, quando morreu vítima de problemas coronarianos.  

O período de 12 anos em que esteve à frente da universidade foi considerado como o de sua instalação. Seguindo a sua ideologia de que para funcionar uma universidade precisava primeiro de homens, segundo de homens, terceiro de homens, depois bibliotecas, depois equipamento e finalmente edifícios, o professor Zeferino preocupou-se primeiramente com a contratação de pessoas capazes intelectualmente e com impulso de transmitirem conhecimento. Convidou cientistas brasileiros que atuavam nos Estados Unidos e na Europa e trouxe também professores estrangeiros.  

Não descuidou, porém, dos outros itens, pois dedicou-se a construir o campus universitário em meio ao canavial que constituía o terreno a ele dedicado e, em 1968, inaugurou nele o primeiro edifício.  

Ao final de sua gestão a Unicamp contava com sete institutos, seis faculdades, dois colégios técnicos e dez unidades de serviço; cursos de graduação, de pós-graduação, de especialização e aperfeiçoamento e de extensão. 

Na vida acadêmica participou de vários congressos científicos, destacando-se como convidado da Quarta Conferência Internacional de Educação em Washington. Publicou 65 trabalhos de investigação científica, no campo da Parasitologia (Helmintologia), em revistas americanas, inglesas, francesas e brasileiras.

 

Ex-reitores

As nomeações dos três primeiros reitores da Unicamp foram feitas diretamente pelos respectivos governadores do Estado de São Paulo daquela época. A partir do Decreto nº 52.255/69, de 30 de julho de 1969, que baixou os Estatutos da Unicamp, o processo de nomeação dos reitores da Universidade passou a ser realizado da forma como se conhece hoje, ou seja, atualmente o reitor da Unicamp é sempre um professor titular nomeado pelo governador do Estado e escolhido de uma lista tríplice de nomes eleitos pelo Conselho Universitário (Consu). Os nomes que compõem esta lista são escolhidos por maioria absoluta de votos, numa consulta à comunidade universitária. A duração de seu mandato é de quatro anos, sendo vedada a reeleição para outro mandato imediato. (Fonte - Arquivo Central)

 

FERNANDO FERREIRA COSTA

Gestão 19-4-2009/19-4-20013

Fernando Ferreira Costa foi reitor (2009-2013), coordenador-geral da Universidade e pró-reitor de Pesquisa da Unicamp. Graduou-se pela Faculdade de Medicina da USP em Ribeirão Preto (1974), onde, após fazer residência médica, mestrado (1979) e doutorado (1981), atuou como docente de 1985 a 1989. Entre 1987 e 1989 cumpriu estágio de pós-doutorado na Yale School of Medicine, Yale University, EUA. Em 1990, ingressou na Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp (FCM), no Departamento de Clínica Médica, onde em 1996 foi aprovado em concurso público para professor titular em Hematologia e Hemoterapia. Foi diretor da FCM no período de 1994-1998. Tem cerca de 200 trabalhos publicados em periódicos de circulação internacional e recebeu vários prêmios pela produção científica, entre os quais se destaca o prêmio de Mérito Científico e Tecnológico do Governo do Estado de São Paulo, em 2000. É pesquisador I-A do CNPq desde 1990.

Relatório de gestão 

JOSÉ TADEU JORGE

Gestão 19-4-2005/17-4-2009

José Tadeu Jorge é professor titular na Faculdade de Engenharia Agrícola. Graduou-se em Engenharia de Alimentos na Unicamp (1975), onde também realizou mestrado em Tecnologia de Alimentos (1977) e doutorado em Ciências de Alimentos (1981) concentrando suas pesquisas na área de tecnologia pós-colheita, na qual estuda produtos minimamente processados, armazenamento de produtos agrícolas e propriedades físicas de materiais biológicos. Em 1992 titulou-se professor livre-docente, professor adjunto em 1995 e professor titular em 1996. Foi diretor da Feagri de 1987 a 1991, diretor-executivo da Funcamp de 1990 a 1992, chefe de gabinete da Reitoria de 1992 a 1994, pró-reitor de Desenvolvimento Universitário de 1994 a 1998. De 1999 a 2002 foi diretor da Feagri e de 2002 a 2005 ocupou o cargo de vice-reitor da Unicamp, à frente da Coordenadoria Geral da Universidade.

Relatório de gestão

CARLOS HENRIQUE DE BRITO CRUZ

Gestão 19-4-2002/19-4-2005

Professor MS-6 do Instituto de Física da Unicamp. Graduou-se em Engenharia de Eletrônica no ITA (1978) e obteve mestrado em Física (1980) e doutorado em Física na Unicamp (1983). Sua área de pesquisa é a Física Experimental, na qual estuda fenômenos ultrarrápidos usando lasers de pulsos ultracurtos. Foi segundo vice-presidente da Adunicamp no período 1984-85, diretor do IFGW de 1991 a 1994, pró-reitor de Pesquisa da Unicamp de 1994 a 1998 e diretor do IFGW entre 1998 e 2002. Desde 1995 é membro do Conselho Superior da Fapesp. De 1996 a 2002 foi presidente da Fapesp, exercendo três mandatos. É membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, da Academia Brasileira de Ciências e da Ordem do Mérito Científico.

HERMANO DE MEDEIROS FERREIRA TAVARES

Gestão 22-03-1998/19-04-2002

Nasceu na cidade de Patos, PB, no dia 13 de julho de 1941. Graduou-se em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em São José dos Campos, em 1964. Trabalhou nas Universidades Federais da Paraíba e de Pernambuco, no ITA e na Escola de Engenharia de São Carlos (USP). Sua produção acadêmica inclui participação em várias publicações didáticas e científicas em revistas nacionais e internacionais, livros, trabalhos de engenharia, orientações de teses, além de participação em conferências e congressos. Em 1998, após ter vencido a consulta feita à comunidade universitária com 70% dos votos, foi indicado na lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário e enviada ao Governador Mário Covas, que o nomeou reitor da Unicamp.

JOSÉ MARTINS FILHO

Gestão 19-4-1994/19-4-1998

Nascido na cidade de Santos-SP, no dia 11 de setembro de 1943, graduou-se em Medicina pela USP, em Ribeirão Preto, especializando-se em pediatria e doutorou-se pela Unicamp em 1972. Tornou-se professor livre docente em 1976. Dez anos depois, foi aprovado como professor titular na Faculdade de Ciências Médicas, onde assumiu sucessivas responsabilidades administrativas: chefe de Departamento, presidente da Comissão de Pós-Graduação em Pediatria, presidente do Conselho de Administração do Hospital das Clínicas, vice-diretor e depois diretor da faculdade. Em 1990, tornou-se vice-reitor e coordenador-geral da Universidade na gestão Carlos Vogt. Em 1994, após ter vencido a consulta feita à comunidade universitária com 60,45% dos votos, foi o indicado na lista tríplice elaborada pelo Conselho Universitário e enviada ao governador do Estado, Luiz Antônio Fleury Filho, que o nomeou reitor da Unicamp através de decreto publicado em 15 de abril de 1994 no Diário Oficial do Estado. 

CARLOS ALBERTO VOGT

Gestão 19-4-1990/18-4-1994

Carlos Alberto Vogt nasceu em Sales Oliveira (SP) no dia 6 de fevereiro de 1943. Graduou-se em Letras pela USP e fez mestrado em Letras Modernas pela Universidade de Besançon, França. Doutorou-se em Ciências no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Em 1986, foi aprovado como professor titular no Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Sua vida acadêmica inclui ainda passagens por universidades como a Mcgill (Canadá), South Florida (EUA) e Nacional de Tucumán (Argentina). Como pesquisador, um de seus trabalhos mais conhecidos relaciona-se com a comunidade negra do Cafundó (SP), onde desenvolveu pesquisa no âmbito da linguagem e da antropologia. 

PAULO RENATO COSTA SOUZA

Gestão 18-4-1986/18-4-1990

Nasceu na cidade de Porto Alegre, no dia 10 de setembro de 1945. Graduou-se em Ciências Econômicas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul em 1967. Realizou o mestrado também em Ciências Econômicas pela Universidade do Chile de 1969 a 1970 e doutorou-se pela Unicamp em 1980. Suas atividades didáticas iniciaram-se em 1969 no Instituto de Planificação Econômica e Social (Ilpes), no Chile, passando depois por muitas outras instituições de ensino nacionais e internacionais. Em 1979, foi contratado pela Unicamp como professor do Instituto de Economia. Nessa função, além do desenvolvimento de atividades didáticas, exerceu também atividades de assessoria junto a outras instituições, das quais destaca-se a de consultor da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal) da ONU (1981-1982).

JOSÉ ARISTODEMO PINOTTI

Gestão 19-4-1982/18-4-1986

Nasceu na cidade de São Paulo (SP), no dia 20 de dezembro de 1934. Graduou-se em Medicina pela Universidade de São Paulo, em 1958, onde fez sua formação em ginecológia e obstétricia até 1964. Especializou-se em cancer ginecológico e mamário na Universidade de Firenze, Instituto Nazionale dei Tumori di Milano e Institute Gustave Roussy de Paris, em 1965 e 1966. Pinotti ingressou na Unicamp em 1966, contratado como instrutor da cadeira de Tocoginecologia da Faculdade de Ciências Médicas, onde obteve os títulos de doutor (1968), livre docente (1970), professor adjunto (1975) e professor titular (1980). Nessa faculdade foi chefe do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia (1972-1982) e diretor (1970-1971 e 1976-1980). Foi também diretor-executivo do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp (1985-1986). 

PLÍNIO ALVES DE MORAES

Gestão 17-4-1978/16-4-1982

Nasceu em Piracicaba (SP) no dia 12 de janeiro de 1916. Realizou os estudos básicos na cidade e graduou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais, Belo Horizonte, em 1941. Em 1962, recebeu o título de especialista pela Associação Médica Brasileira e, em 1966, obteve os títulos de professor livre docente em Microbiologia e doutor em Ciências. Em 1957, foi admitido como professor titular pela então Faculdade de Farmácia e Odontologia de Piracicaba, que funcionou como Instituto de Ensino Isolado até ser incorporada pela Unicamp em 1967. No ano seguinte, assumiu a diretoria daquela faculdade e ficou no cargo até 1973, quando foi designado pelo reitor Zeferino Vaz para substituir o coordenador-geral da Universidade. Permaneceu nesse cargo até abril de 1978 (a partir de 1975 como titular), quando foi nomeado reitor pelo governador Paulo Egydio Martins. Aposentou-se em 1986, mas permaneceu como assessor técnico-científico junto à Coordenadoria Geral da Universidade até 1988. A gestão do professor Plínio Alves de Moraes ocorreu numa época de crise econômica em que a Unicamp sofreu suas conseqüências tendo o Governo de São Paulo decretado intervenção na Universidade em 1981. Porém, foi nessa mesma gestão que a comunidade universitária passou a manifestar sua opinião nas escolhas para a diretoria dos Institutos e Faculdades. Na gestão anterior, estes cargos eram nomeados pelo reitor. Plínio Alves de Moraes morreu aos 86 anos em Piracicaba, no dia 14 de março de 2002.

ZEFERINO VAZ

Gestão 21-12-1966/15-4-1978

O período de 12 anos em que esteve à frente da universidade foi considerado como o de sua instalação. Seguindo a sua ideologia de que para funcionar uma universidade precisava primeiro de homens, segundo de homens, terceiro de homens, depois bibliotecas, depois equipamento e finalmente edifícios, o professor Zeferino preocupou-se primeiramente com a contratação de pessoas capazes intelectualmente e com impulso de transmitirem conhecimento. Convidou cientistas brasileiros que atuavam nos Estados Unidos e na Europa e trouxe também professores estrangeiros.  Não descuidou, porém, dos outros itens, pois dedicou-se a construir o campus universitário em meio ao canavial que constituía o terreno a ele dedicado e, em 1968, inaugurou nele o primeiro edifício.  Ao final de sua gestão a Unicamp contava com sete institutos, seis faculdades, dois colégios técnicos e dez unidades de serviço; cursos de graduação, de pós-graduação, de especialização e aperfeiçoamento e de extensão. Na vida acadêmica participou de vários congressos científicos, destacando-se como convidado da Quarta Conferência Internacional de Educação em Washington. Publicou 65 trabalhos de investigação científica, no campo da Parasitologia (Helmintologia), em revistas americanas, inglesas, francesas e brasileiras.

MÁRIO DEGNI

Gestão 10-10-1963/10-9-1965

Nasceu em Santo André (SP) no dia 5 de dezembro de 1911. Doutorou-se pela Faculdade de Medicina da USP em 1937, onde realizou sua livre-docência em técnica cirúrgica e cirurgia experimental. Foi membro da Comissão Científica da Associação Paulista de Medicina no período de 1953 a 1954, presidente do II Congresso Latino-Americano de Angiologia em 1954, vice-presidente da Sociedade Internacional Cardiovascular em 1957 e membro do Conselho Consultivo do Instituto Brasileiro em Desenvolvimento e de Pesquisas Hospitalares em 1959, entre outras funções. Em 29 de agosto de 1963 foi nomeado reitor da Unicamp pelo governador Adhemar de Barros, tendo permanecido no cargo até setembro de 1965. Nesse período foi instalada a Faculdade de Medicina e iniciaram-se os estudos para a instalação das novas unidades universitárias.

CANTÍDIO DE MOURA CAMPOS

Gestão 16-1-1963/23-8-1963

Nasceu em Botucatu (SP) no dia 21 de outubro de 1889. Realizou seus primeiros estudos em São Manuel e em Jacareí, completando o curso ginasial no Ginásio do Estado. Formou-se em 1912 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, tendo fixado-se em São Paulo, onde passou a exercer funções docentes na Faculdade de Medicina. Nessa escola foi preparador, professor substituto e catedrático de Fisiologia até 1929, quando passou para a Cátedra de Terapêutica Clínica. Entre outros cargos que ocupou, destacaram-se os de diretor da Faculdade de Medicina da USP (1932-1935), secretário da educação de São Paulo (1935-1937), reeleito chefe do corpo clínico do Hospital de Clínicas da FMUSP (1946-1959), vice-reitor e reitor em exercício da USP, membro da Academia de Medicina de São Paulo e da Academia Nacional de Medicina. Sua ligação com a Unicamp originou-se na USP que estava envolvida, juntamente com o Governo de São Paulo, na instalação da Faculdade de Medicina de Campinas, criada em 1958. O professor Cantídio foi nomeado para instalar a faculdade, tendo sido seu diretor pro tempore. Entretanto, nesse período não foram providos os recursos necessários para tal instalação. Em 1961 o professor integrou o Grupo de Trabalho, constituído pelo reitor da USP, Antonio Barros de Ulhôa Cintra, para estudar e propor um núcleo universitário em Campinas. O projeto elaborado pelo grupo resultou na lei 7.655 de 1962, que criou a Unicamp e integrou a Faculdade de Medicina de Campinas, que ainda não havia sido instalada. Durante o período em que permaneceu como reitor tomou as primeiras medidas para a instalação da Universidade e de sua primeira unidade, a Faculdade de Medicina de Campinas, constituindo os quadros de docentes e de funcionários e realizando o primeiro concurso vestibular. Faleceu no dia 29 de abril de 1972 em São Paulo, aos 82 anos, sendo até então professor emérito da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Sociedade Franco-Brasileira de Medicina de São Paulo.
 

 

LEGISLAÇÃO

Legislação específica que rege o funcionamento da universidade

 

Deliberações, Portarias, Resoluções (Procuradoria Geral)


Constituições