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..............Campinas, 22 a 29 de abril de 2002

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SAÚDE

 

O que o SUS tem a comemorar ?

Antonio Roaberto Fava

O Sistema Único de Saúde (SUS) está completando doze anos. O Departamento de Medicina Preventiva e Social da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, não com o mero propósito de comemorar a data, realizou na última sexta-feira, dia 19, em seu auditório, o Seminário 12 Anos do SUS, com o objetivo de discutir e avaliar os avanços e problemas de eficiência do sistema.

Para a professora Ana Maria Segal, coordenadora do Departamento de Medicina Preventiva e Social, havia importantes razões para que o evento fosse realizado na Unicamp. “Historicamente, a Universidade sempre apoiou a consolidação de um processo para formulação de políticas de saúde do país”. O seminário permitiu não só um balanço do que aconteceu desde a Constituição de 88, quando foram estabelecidas as diretrizes básicas de uma política nacional que culminou com a ampliação do SUS: pretendeu buscar respostas para tornar o sistema ainda mais eficaz e abrangente.

Participaram do encontro os professores Mário Saad, diretor da FCM, Roberto Teixeira Mendes, pró-reitor de Extensão, Nelson Rodrigues dos Santos, do Departamento de Medicina Preventiva e Social, Gastão Wagner de Souza Santos, secretário municipal de Saúde, Antonio Ivo, diretor da Escola de Governo da Escola Nacional de Saúde Pública, José Carlos Silva, da Secretaria de Saúde de Campinas, Sigisfredo Brenelli, coordenador da Comissão de Ensino da FCM, Aloísio Mercadante, deputado federal, e Cláudio Duarte, do Ministério da Saúde.

A implementação do SUS, de acordo com Ana Maria, significou um aumento considerável na cobertura das ações de saúde em todos os níveis, desde a atenção primária, dos centros e postos de saúde, até o acesso da população ao atendimento hospitalar – com importante crescimento do número de leitos e melhor organização da assistência.
Uma evolução que permitiu contemplar os chamados óbitos evitáveis. Por exemplo, a redução da mortalidade infantil verificada nas últimas décadas. No início dos anos 80, o Brasil registrou em torno de 80 óbitos por mil crianças nascidas vivas. “Hoje esse índice está reduzido a 30 óbitos por mil crianças”, observa Ana Maria. No entanto, trata-se de um índice ainda considerado elevado, seis vezes maior que a mortalidade no Japão e Estados Unidos.

Além dos recursos provindos do SUS, outro fato que contribuiu para a melhora do foi a urbanização acelerada na década de 70, que acabou colocando a população mais próxima dos recursos de saúde, melhorando-se o atendimento em hospitais, centros e postos de saúde. “Mas pode-se verificar que há países da América Latina muito mais pobres do que o Brasil, cujo índice de mortalidade infantil curiosamente é menor, como na Argentina, Venezuela, Colômbia e Uruguai”, informa a professora. A causa é a desigualdade social no País. Em Campinas, a média é de 12 óbitos para cada mil crianças nascidas vivas, ao passo que em outras regiões brasileiras o índice é de 80 para cada mil nascidos vivos.

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INAUGURAÇÃO

 

Prédio vai abrigar unidade de transplante

Uma prece de ação de graças ministrada pelo capelão do
Hospital das Clínicas da Unicamp, padre Norberto, deu início à solenidade de inauguração do bloco D da unidade, dia 15 de abril: “Que o novo espaço seja fonte de vida e de saúde”. Originalmente pensado para ampliação de leitos do Pronto-Socorro e para abrigar uma unidade de atendimento a queimados, o prédio será destinado à Unidade de Transplantes do HC e brevemente a uma Unidade de Terapia Semi-Intensiva, segundo o superintendente Paulo Eduardo Moreira Rodrigues da Silva. A idéia é centralizar o serviço de transplante em um só local.

As obras foram viabilizadas com recursos do Ministério da Saúde: exatos R$ 2.352.616,00. O investimento faz parte de um programa do Ministério de apoio a obras para complexos hospitalares. A iniciativa visa ao fortalecimento do Sistema Único de Saúde.

Segundo o superintendente, a nova área, abrigando 44 leitos (15 para transplante e 29 para tratamento semi-intensivo), amplia em 7% a capacidade de leitos do HC, que hoje atende um total de 403 pacientes. A proposta é oferecer tratamento pós-operatório não só a transplantados, mas também a doadores, que são pacientes viáveis. Para Silva, a finalização das obras do bloco D, que há muitos anos já fazia parte do projeto arquitetônico do hospital, contribui para a organização da procura de órgãos. Para ele, além de ampliar a área física, o investimento em uma unidade específica qualifica o atendimento.

A entrada em funcionamento da unidade só depende agora da licitação para a compra de equipamentos e de remanejamento e contratação de profissionais. De acordo com o coordenador Luiz Sérgio Leonardi, a proposta é montar a Unidade de Transplantes com equipamentos da mais alta qualidade. Para ele, o investimento nesta área qualifica melhor a assistência médica, o ensino, a pesquisa e permite dar um bom atendimento “à população que tanto carece disso”. (M.A.C)