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Unicamp e universidades argentinas firmam parceria na pós-graduação

Programa de cooperação internacional
abrange todas as áreas de conhecimento da Universidade


MANUEL ALVES FILHO



O professor Daniel Hogan, pró-reitor de Pós-Graduação: reforçando a posição da Unicamp no mapa internacionalA Unicamp vem empreendendo um grande esforço nos últimos anos no sentido de intensificar a sua relação com algumas das principais instituições de ensino e pesquisa do mundo. Dentro desse trabalho de cooperação internacional, um programa que tende a proporcionar bons resultados é o denominado Centros Associados, desenvolvido em parceria com universidades argentinas, no âmbito da pós-graduação. Graças a este modelo de intercâmbio, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), docentes e estudantes têm tido a oportunidade de compartilhar conhecimentos e experiências, aprimorando assim o ensino nos dois países.


Projeto tem a duração de dois anos

A maior aproximação da Unicamp das escolas de ensino superior latino-americanas faz parte do projeto institucional da Universidade, como conta o pró-reitor de Pós-Graduação, professor Daniel Hogan. Nos últimos dois anos, duas comitivas formadas por dirigentes da Unicamp estiveram na Argentina e no Chile para pavimentar o caminho visando ao desenvolvimento de novas parcerias. Num primeiro momento, explica Hogan, foi possível constituir acordos na esfera da pós-graduação com instituições argentinas, graças ao programa Centros Associados, oferecido pela Capes. Por este modelo de estímulo à cooperação acadêmica, alunos e docentes dos dois países recebem passagens áreas e diárias para as missões de trabalho e passagens aéreas e bolsas para as missões de estudo.

Cada projeto tem a duração de dois anos, prorrogáveis por mais dois. No primeiro ano de vigência do programa, informa o pró-reitor de Pós-Graduação, foram apresentados nove projetos à Capes, que aprovou todos. Alguns, porém, foram juntados a outros, o que resultou no número final de seis planos de trabalho. "É importante destacar que esses projetos abrangem todas as áreas de conhecimento. Assim, nós temos parcerias firmadas com instituições argentinas envolvendo a Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA), o Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), o Instituto de Geociências (IG), o Instituto de Biologia (IB), o Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW), o Instituto de Química (IQ) e, mais recentemente, o Instituto de Estudos da Linguagem (IEL)", relaciona.

O IEL, destaca o professor Hogan, passou a integrar o programa Centros Associados no ano passado, ocasião em que a Unicamp submeteu outros três projetos à avaliação da Capes. Dois deles foram aprovados: o do próprio IEL e mais um da FEA, sendo que este último foi agregado a uma atividade já em andamento. Apenas para citar alguns exemplos, estão contemplados no leque de estudos do programa Centros Associados iniciativas nas áreas de política científica e tecnológica, setor em que a Unicamp tem vasta tradição, e de engenharia de alimentos, outro campo de excelência da Universidade (veja quadro completo). Cada projeto conta com um coordenador brasileiro e outro argentino.

O professor Hogan destaca que esse tipo de intercâmbio normalmente é muito enriquecedor paras as instituições participantes. Os resultados práticos das parcerias, entretanto, só poderão avaliados com mais profundidade a médio e longo prazos, dado que a experiência ainda é muito recente. "De toda forma, trata-se de uma iniciativa que reforça a posição da Unicamp no mapa internacional", analisa. De acordo com o pró-reitor de Pós-Graduação, a Universidade tem interesse em conduzir projetos conjuntos com outras universidades latino-americanas, notadamente do Chile e do Uruguai. A Capes, diz, vem dando sinais de que pode ampliar o programa e, possivelmente, fomentar a cooperação do Brasil também com esses países.

Conforme o professor Hogan, o esforço para a maior inserção da Unicamp no cenário internacional deve ser analisado à luz das demais iniciativas do gênero, adotadas pela atual Administração Central. Essas ações compreendem, por exemplo, a criação das cátedras com importantes instituições de ensino da Argentina, Espanha e Portugal. As cátedras, conforme definiu o dirigente da Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais (Cori), Luiz Cortez, por ocasião do seu lançamento, "são uma boa oportunidade para que professores da Unicamp já em fase de excelência possam realizar trabalhos de pesquisa e lecionar em universidades de boa reputação".

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