A evolução do novo coronavírus: ainda há um mundo a ser vacinado

 

Entre a população não vacinada mutações do novo coronavírus ocorrem mais facilmente, alerta o professor Luiz Carlos Dias, do Instituto de Química da Unicamp. A Ômicron é a quinta variante de preocupação do Sars-Cov-2. Ela apresenta maior número de mutações com amplo potencial de transmissão. Isso quer dizer que a taxa de evolução da ômicron é superior à das variantes anteriores. A Ômicron também é resultado da má distribuição de vacinas pelo mundo, destaca o professor. Luiz Carlos Dias chama a atenção para a necessidade de o Brasil atingir a marca de 90% de imunizados, ampliar a testagem e impedir a entrada de pessoas não vacinadas no país, exigindo o passaporte vacinal. As vacinas já desenvolvidas são eficazes contra todas as variantes do coronavírus e suficientemente versáteis para permitir atualizações. Por isso, o professor considera pouco provável que a Ômicron se propague na população já vacinada.