Empreendedorismo na periferia: entre a precarização do trabalho e a busca de sentido para a vida

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Entender como as populações de baixa renda lidaram com os efeitos da crise econômica que se instalou no país a partir de 2014 foi o objetivo da pesquisa “A crise vista da periferia: luta pela mobilidade social nas fronteiras da (i)legalidade”, realizada por Leonardo de Oliveira Fontes com apoio da Fapesp.

O artigo Between dreams and survival: the (dis)embeddedness of neoliberalism among entrepreneurial workers from São Paulo’s peripheries (Entre sonhos e sobrevivência: o (des)enraizamento do neoliberalismo entre trabalhadores empreendedores das periferias de São Paulo), publicado recentemente no International Journal of Urban and Regional Research, é um dos resultados da investigação.

Fontes é atualmente professor do Departamento de Sociologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador do Núcleo de Etnografias Urbanas do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap).

“Ao longo do estudo, o ‘empreendedorismo’ foi aparecendo como uma das principais estratégias utilizadas por esses moradores para se inserir economicamente no contexto da crise. Essa constatação, que obtive a partir de pesquisa qualitativa, foi corroborada por dados quantitativos. Enquete realizada em 2021 pelo Global Entrepreneurship Monitor (GEM) mostrou que 50 milhões de brasileiros que ainda não tinham seu próprio negócio gostariam de abrir uma empresa nos próximos três anos. Isso representava um aumento de 75% em comparação com 2020”, diz Fontes.

O número foi atribuído principalmente à crise econômica, agravada pela pandemia de covid-19. E expressava, ao menos em parte, a falta de melhor alternativa, pois a renda média dos trabalhadores informais havia sido achatada, de cerca de R$ 2.200 em 2014 para R$ 1.991 em 2022. Comparativamente, a renda de trabalhadores formais era de R$ 2.472 em 2022.

Fontes afirma que os moradores das periferias que aderem ao empreendedorismo podem ser agrupados, grosso modo, em dois conjuntos: os que atuam de maneira inteiramente informal e os que buscam se formalizar como microempreendedores individuais (MEI). Atualmente, mais de 15 milhões de pessoas no Brasil possuem cadastro de MEI. E, apenas na cidade de São Paulo, há mais de 1 milhão de pessoas cadastradas. “De acordo com o Mapa da Desigualdade da Rede Nossa São Paulo de 2022, o Jardim Ângela, onde desenvolvi a pesquisa, era o segundo distrito com maior proporção de MEIs do município de São Paulo, atrás apenas do Grajaú, abrigando 2,47% do total de MEIs da capital paulista”, informa.

Leia matéria na íntegra publicada no site da Agência Fapesp. 

Leia o artigo Between dreams and survival: the (dis)embeddedness of neoliberalism among entrepreneurial workers from São Paulo’s peripheries pode ser acessado  
 

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Atualmente, mais de 15 milhões de pessoas no Brasil possuem cadastro de MEI; apenas na cidade de São Paulo, há mais de 1 milhão de pessoas cadastradas

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