Em visita à Unicamp, o reitor da Universidade Federal do Pará articula renovação do convênio Capam

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Os reitores Antonio José de Almeida Meirelles, da Unicamp, e Emmanuel Tourinho, da Universidade Federal do Pará (UFPA,) iniciaram nesta quarta-feira (6) conversações para a renovação do convênio do programa Ciência & Arte “Povos da Amazônia” (Capam). O acordo se encerra em novembro de 2024, mas a ideia é que ele possa ser prorrogado por ao menos mais três anos. Além disso, os reitores estudam a possibilidade de ampliar para 25 o número de vagas oferecidas, hoje limitadas a 20.

O programa Capam, uma parceria entre a Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) da Unicamp, a UFPA e o Banco Santander, tem como objetivo possibilitar o contato de alunos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas da universidade paraense com a vida acadêmica e com os docentes, pesquisadores e discentes que integram a comunidade da Unicamp. No ano de 2024, o programa deve ocorrer entre os dias 8 de janeiro e 8 de fevereiro.

O programa Capam tem como objetivo possibilitar o contato de alunos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas da universidade paraense com a vida acadêmica da Unicamp
O programa Capam tem como objetivo possibilitar o contato de alunos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas da universidade paraense com a vida acadêmica da Unicamp

O Capam pretende estimular a vocação para a pesquisa científica e artística, apresentando aos estudantes os desafios atuais da ciência e das artes e os grupos de pesquisa da Unicamp, que compõem as grandes áreas do conhecimento: Artes, Ciências Humanas, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas e da Saúde e Tecnologia. “Esse é um dos programas da PRP que a gente olha com muito carinho e, para eles [os participantes do Capam], essa é uma experiência muito interessante”, avalia o professor João Romano, pró-reitor de Pesquisa da Unicamp.

“Este ano, [os alunos] farão como um estágio em diferentes laboratórios. Teremos atividades na FEA [Faculdade de Engenharia de Alimentos], no CPQBA [Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas] e na FCM [Faculdade de Ciências Médicas]. E eu acredito que eles sairão daqui com uma impressão muito boa da Unicamp”, disse.  “Tomara que isso possa ser uma semente de cooperação bilateral, porque eu tenho certeza de que os nossos alunos também teriam interesse em visitar os diferentes campi da UFBA.”

“Essa experiência muda a vida desses alunos. Quando retornam, eles fazem esse relato, do quanto foi importante estar aqui [na Unicamp], [quanto foi importante] poder frequentar os laboratórios e falar um pouco da cultura deles”, afirmou Tourinho, também presidente do Grupo de Cooperação Internacional de Universidades Brasileiras (GCUB) – organismo que reúne uma centena de instituições de ensino superior.

“Porque essa é igualmente uma experiência de troca. Eles aprendem muito com o trabalho desenvolvido aqui, mas também compartilham suas experiências de vida, suas tradições e culturas”, pondera o reitor da UFPA.

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Os reitores Antonio Meirelles, da Unicamp (à esquerda), e Emmanuel Tourinho, da Universidade Federal do Pará : acordo se encerra em novembro de 2024 e a ideia é que possa ser prorrogado por ao menos mais três anos

Centro Integrado da Sociobiodiversidade Amazônica

Tourinho apresentou a um grupo de professores e pesquisadores da Unicamp o projeto do Centro Integrado da Sociobiodiversidade Amazônica (Cisam), criado este ano com o objetivo de produzir conhecimento sobre aquela região a partir da perspectiva das instituições de pesquisa locais. A iniciativa conta com a participação de 13 universidades federais da Amazônia Legal.

Segundo o reitor da universidade paraense, o centro abrange oito áreas temáticas: biodiversidade e conservação; água, floresta, solo e clima; oceano e Foz do Amazonas; contaminação ambiental e saúde do amazônida; povos e populações da Amazônia; cidades amazônicas; desenvolvimento social da Amazônia; e inovação, economia e sustentabilidade

“Essas são áreas centrais para o debate sobre e para o desenvolvimento da Amazônia, mas com uma perspectiva bastante peculiar. Esse esforço pretende estabelecer uma agenda de pesquisa baseada nas experiências e nas vivências de quem está fazendo pesquisa na Amazônia, algo ligeiramente diferente daquilo de quem pensa em projetos olhando de fora”, explica.

“Porque, hoje em dia, todo mundo sabe sobre a Amazônia, todo mundo sabe o que é melhor para a Amazônia, muitas vezes sem nunca nem ter pisado lá”, reclama Tourinho. “E todas essas pessoas saem de lá prescrevendo soluções. Nós não podemos controlar isso, mas podemos dizer: 'Olha, o que a ciência produzida na Amazônia pensa é isso’. E, a partir daí, caberá aos governos e à sociedade buscar a apropriação ou não desse conhecimento”, conclui.

Meirelles lembra que existem ações colaborativas antigas entre a Unicamp e a UFBA e avalia ser importante para a pesquisa nacional que o conhecimento local receba estímulo. “A preocupação com a Amazônia é a preocupação dos brasileiros como um todo e, com certeza, isso cria uma agenda que atrai os olhares de vários pesquisadores, do país inteiro. Portanto, acho natural que haja esse foco. Mas acho importante para o país que a ciência local seja cada vez mais adensada”, afirmou o reitor da Unicamp. “Porque é importante termos soluções boas para o país que também tragam benefícios locais.”

Na apresentação do projeto Cisam, feita pelo pelo professor Tourinho, estiveram presentes diversos pesquisadores e professores da Unicamp, como Silvia Santiago, da Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DEDH), Alik Wunder, da Comissão Assessora para a Inclusão Acadêmica e Participação dos Povos Indígenas (Caiapi), Priscila Pereira Coltri, do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), Luiz Carlos Pereira da Silva, do programa Campus Sustentável, Álvaro Oliveira D’Antona, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH) e Henrique Nogueira de Sá Earp, da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (Deri).

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