Programa Olhos no Futuro encerra atividades semestrais

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O programa interdisciplinar Olhos no Futuro, vinculado ao Projeto Campus Sustentável da Unicamp e ao Centro Paulista de Estudos de Transição Energética (CPTEn), vai se tornar um projeto institucional a partir de 2024. O anúncio foi feito pelo pró-reitor de Extensão e Cultura Fernando Coelho, durante a jornada de encerramento semestral das atividades do programa, que ocorreu na sexta, 01 de dezembro, no Instituto de Geociências. O programa, coordenado pelo docente da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação (FEEC) Luiz Carlos Pereira da Silva e conduzido de modo executivo pela pós-doutoranda Danúsia Arantes, conecta as ciências de várias áreas de conhecimento aos alunos da Escola Estadual Doutor Telemaco Paioli Melges desde 2021.

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Olhos no Futuro é vinculado ao Projeto Campus Sustentável da Unicamp e ao Centro Paulista de Estudos de Transição Energética (CPTEn)

De acordo com o pró-reitor, este programa mostra o que a ciência pode fazer para melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Ele aproxima a Universidade da comunidade e abre perspectivas para esses alunos de um dia estarem aqui na Unicamp — conhecer uma universidade como a nossa e saber que eles também têm direito de frequentá-la”, disse. Danúsia Arantes lembra que este será o coroamento do esforço de um grupo de professores e pesquisadores das várias unidades que se dedicam à relação entre pesquisa, ensino e extensão. “Teremos mais autonomia executiva. A rede de relacionamento com as escolas será ampliada, e o projeto contribuirá na formação dos acadêmicos da Universidade que participam do programa. Com isso, somaremos esforços para fazer a curricularização da extensão, que tem sido tão trabalhosa, fluir de forma mais coesa”, disse. A coordenadora executiva lembra que há 10 faculdades, dois institutos, um laboratório e um centro de pesquisa atuando junto ao programa, mas que estão abertos para receber parceiros.

Na sexta, 01 de dezembro, ocorreu a 4ª edição da “Jornada de Olhos no Futuro” – atividade sempre realizada no final de semestre. “A jornada é um circuito que mobiliza um grupo de estudantes e professores para pensar os problemas da crise climática às questões energéticas, de sustentabilidade que envolve água, solo e alimento. Em cada jornada, é montado um circuito em que é feita uma roda de aprendizado”, explica Danúsia. Na Biblioteca na Faculdade de Ciências Médicas, alguns alunos da Telêmaco tiveram uma vivência sobre o corpo humano em realidade aumentada. Na Faculdade de Engenharia Elétrica, participaram do Projeto Energizar, que traz a solução final de uma casa inteligente. Passaram também pela Engenharia Química, pela Engenhara Agrícola e pelas Faculdade de Engenharia Civil e de Arquitetura e Urbanismo. Participaram de uma roda de conversa com estudantes indígenas na praça da Paz e almoçaram no restaurante universitário.

Por fim, participaram de atividades no Instituto de Geociências, com o projeto ReciclaMente, liderado pela docente Flávia Consoni. Consoni e sua equipe montaram uma atividade pautada nas principais partes que compõem um aparelho celular (bateria, tela/display, placa de circuito e vibração), elencando os minerais encontrados em cada uma das partes. “Trabalhamos no IG com a ODS 12, que trata do Consumo e Produção Responsáveis, e exploramos nesta oficina o tema da mineração, suas especificidades, a necessidade de descarte correto e a posterior reciclagem, sintonizados com o debate sobre consumo sustentável. Ganhamos uma bolsa permanente para participar desse programa, atribuída a um aluno da graduação de Geologia do IG (Francisco de Carvalho), e ainda contamos com duas alunas de pós (Beatriz Sadalla e Daniele Costa) que fazem trabalho voluntário”, explica a docente.

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A jornada é um circuito que mobiliza um grupo de estudantes e professores para pensar os problemas da crise climática às questões energéticas, de sustentabilidade que envolve água, solo e alimento

Apesar de ser um projeto aberto a outras escolas, o foco na Telêmaco relaciona-se ao compromisso de ajudar a escola a fazer daquele ambiente um laboratório vivo. “Há uma horta comunitária, uma mandala medicinal, trabalhamos a questão da separação de resíduos e criamos uma composteira. É uma relação de aprendizado e troca e de experimentação que nos permite criar uma base conceitual, metodológica e documental que nos ajuda a pensar essas ações para outras escolas. Mesmo sendo concentrado na Telêmaco, o projeto é aberto a outras escolas”, afirma Danúsia. Para ela, “a Universidade, ao reconhecer o mérito desse programa com seus vários projetos, buscou também nos apoiar, porque sabe que estamos preparados, com uma equipe bastante competente e coerente para fazer a expansão. Nosso compromisso é o de levar os Olhos no Futuro para outras escolas, mas, para isso, necessitamos do apoio institucional da Unicamp”, finaliza.

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O programa conecta as ciências de várias áreas de conhecimento aos alunos da Escola Estadual Doutor Telêmaco Paioli Melges desde 2021

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