Chamada de bolsas de estudos para pesquisas em Inteligência Artificial

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Estão abertas as inscrições para a edição 2023 da chamada de bolsas de estudo DeepMind, empresa britânica de inteligência artificial, uma das maiores corporações do setor. São oferecidas cinco bolsas de mestrado e uma de doutorado, e as vagas são destinadas a pessoas que se identifiquem como mulheres e/ou negras(os) e/ou de famílias de baixa renda. Os candidatos devem manifestar interesse em desenvolver pesquisas na área de inteligência artificial. As inscrições vão até o dia 31 de janeiro e podem ser feitas pelo formulário, onde também é possível conferir o edital completo.

Podem se candidatar estudantes regulares de mestrado acadêmico ou doutorado na Unicamp, que tenham ingressado no segundo semestre letivo de 2022 ou que ingressarão no primeiro semestre de 2023, em programas de pós-graduação das seguintes unidades: Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri), Centro de Lógica e Epistemologia, Faculdade de Ciências Aplicadas, Faculdade de Ciências Médicas, Faculdade de Engenharia Agrícola, Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação, Faculdade de Tecnologia, Instituto de Computação, Instituto de Economia, Instituto de Física Gleb Wataghin e Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação. Além de desenvolverem projetos relacionados à inteligência artificial e/ou aprendizado de máquina, os candidatos devem ser orientados ou co-orientados por docentes membros do Centro de Pesquisas Aplicadas em Inteligência Artificial (BI0S).

O professor Cristiano Torezzan, um dos coordenadores do programa: a DeepMind vem inspirando outras empresas a desenvolverem ações semelhantes
O professor Cristiano Torezzan, um dos coordenadores do programa: a DeepMind vem inspirando outras empresas a desenvolverem ações semelhantes

Cada bolsa de mestrado e a bolsa de doutorado têm duração máxima de dois e quatro anos, respectivamente, e são compostas pelo valor anual das bolsas e auxílios para participação em conferências e eventos acadêmicos, para a aquisição de equipamentos para desenvolvimento da pesquisa e para a mudança. Os recursos para cada bolsa totalizam US$ 17.085,00, no caso do mestrado, e US$ 42.340,00 para o doutorado. A conversão dos valores para reais seguirá a cotação do momento do pagamento feito pela DeepMind à Fundação para o Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp). 

Além do financiamento das pesquisas, os selecionados contarão com mentorias oferecidas por profissionais da empresa. O programa DeepMind Scholarship é desenvolvido pela empresa em grandes instituições do mundo, como as Universidades de Oxford, Cambridge e a Imperial College de Londres, no Reino Unido, e a Universidade de Los Andes, no Chile. A Unicamp é a única universidade brasileira a participar do programa.

“Os alunos recebem o acompanhamento dos profissionais durante a pesquisa. A DeepMind é a maior empresa de inteligência artificial do mundo hoje, oferece oportunidades e pode até recrutar alguns dos bolsistas financiados pelo mundo”, explica Cristiano Torezzan, professor da Faculdade de Ciências Aplicadas e um dos coordenadores do programa. Segundo ele, a ação da DeepMind vem inspirando outras empresas a desenvolverem programas semelhantes de apoio à ciência. “Isso é muito importante, a Unicamp está aberta a essas iniciativas.”

A mestranda em Desenvolvimento Econônico e bolsista DeepMind Tatiana Machado: ponto de mudança em sua formação 
A mestranda em Desenvolvimento Econônico e bolsista DeepMind Tatiana Machado: ponto de mudança em sua formação 

Oportunidades únicas

Em dois anos de parceria, as oportunidades abertas pelas bolsas deepmind aos estudantes da Unicamp possibilitaram avanços importantes em suas carreiras. Os selecionados pela primeira chamada, de 2021, compartilham grandes experiências que farão a diferença em seu futuro.

Mestranda em Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Economia, Tatiana Machado utiliza conhecimentos adquiridos durante sua formação em Economia pela Universidade Federal de Juiz de Fora com a ciência de dados. Ela trabalha com a análise de complexos econômicos e industriais da área da saúde e a formulação de políticas públicas para o setor. Graças ao programa de bolsas DeepMind, ela pôde participar de eventos acadêmicos e cursos de extensão universitária, como a escola de verão da Scuola Superiore Sant’Anna, na cidade italiana de Pisa.

“Foi um curso muito bom, um ponto de mudança em minha formação. Com ele, pude ver como as políticas econômicas são elaboradas.” Ao final do curso, a jovem desenvolveu como trabalho final uma proposta de reformulação nas regras que bancos centrais utilizam para estabelecer suas taxas de juros básicas. O projeto foi premiado como um dos melhores da turma, o que confirmou seu potencial de avançar nas pesquisas da área. “Se não fosse a oportunidade da bolsa DeepMind, eu nunca conseguiria ter frequentado o curso, muito menos ganhado o prêmio. Para mim, foi algo muito importante”, avalia Tatiana.

Natália Canto também aproveitou as oportunidades possibilitadas pela bolsa DeepMind. Formada em Engenharia Industrial pela Universidade Federal do Amazonas, ela cursa o mestrado em Engenharia Elétrica pela Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação e pesquisa modelos de aprendizagem de máquina. Durante o período, pôde participar de eventos importantes da área, como a Conferência Brasileira de Sistemas Inteligentes (BRACIS 2022), e teve um trabalho aceito no Encontro Latino-Americano de Inteligência Artificial (Khipu 2023), que ocorrerá em março, no Uruguai.

Além da participação em eventos científicos, Natália considera que a mentoria oferecida pela DeepMind foi valiosa para aperfeiçoar suas perspectivas de pesquisa e de atuação profissional. “Sou muito grata ao André Saraiva, meu mentor na DeepMind, por todas as nossas conversas. Construímos uma parceria muito interessante ao longo desses últimos dois anos. Isso teve um peso importante nos meus objetivos a longo e curto prazo.”

Natália Canto também foi uma das bolsista que aproveitou as oportunidadest
Natália Canto, cursa mestrado na Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação e também foi uma das bolsistas que aproveitou as oportunidades

“Foi um dia de cinema”

Viver experiências diferentes já era algo que Vitor Silva imaginava ser possível com o programa DeepMind, mas apresentar sua pesquisa em um documentário, junto de outros pesquisadores do mundo, era algo que não esperava. O mestrando da Faculdade de Engenharia Agrícola foi um dos cinco escolhidos entre os bolsistas apoiados pela empresa para participar do projeto “AI by You” (IA por Você), documentário produzido pela DeepMind para ilustrar a diversidade de aplicações da inteligência artificial e de pessoas envolvidas em seu desenvolvimento.

Assista ao vídeo do projeto "Al by You"

Natural de Guarulhos, Vitor sempre nutriu o sonho de se tornar um cientista. Depois de se formar em Engenharia Agrícola, ingressou no mestrado da unidade, na área de Tecnologia Pós-Colheita, e soube da oportunidade aberta pelo programa DeepMind. Para isso, incluiu em seu projeto aplicações de aprendizado de máquina. Vitor conta que a bolsa foi importante para a aquisição de equipamentos para a pesquisa e, graças à tutoria, a aquisição de novos conhecimentos para o projeto. “Mais do que isso, o programa busca o desenvolvimento dos profissionais enquanto novos agentes transformadores na área de Inteligência Artificial.”

Paralelamente às atividades de pesquisa, Vitor também aproveitou para participar do máximo de atividades possíveis organizadas pela DeepMind, durante as quais entrou em contato com membros da empresa e pesquisadores de todo o mundo. Foi assim que surgiu o convite para ter sua história contada no documentário. “A proposta era reunir histórias inspiradoras de pessoas contempladas com a bolsa ao redor do mundo, contando suas experiências e como elas lidam com a inteligência artificial”, conta.

O mestrando Vitor Silva e profissionais da produtora responsável pelo documentário "Al by You"  
O mestrando Vitor Silva (ao centro com a claquete nas mãos) e profissionais da produtora responsável pelo documentário "Al by You"

As gravações foram feitas na Unicamp, no Instituto Agronômico de Campinas e em sua casa, em Guarulhos. “Foi um dia de cinema, não imaginava a superprodução!” No vídeo, ele mostra como a inteligência artificial pode otimizar a produção de alimentos e, com isso, fortalecer e emancipar a vida de pequenos produtores rurais. “Cerca de 70% dos produtos que comemos são frutas e hortaliças produzidas pela agricultura familiar”, explica. 

A série “AI by You” apresenta o trabalho de outros quatro jovens pesquisadores de diferentes países, cada um com uma aplicação diferente da inteligência artificial, como a medicina e o enfrentamento das mudanças climáticas. Os vídeos podem ser conferidos no canal da DeepMind no YouTube. 

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Os candidatos devem manifestar interesse em desenvolver pesquisas na área de inteligência artificial; as inscrições vão até o dia 31 de janeiro

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