Agrotóxicos colocam em risco a vida aquática e também são identificados em abelhas

Inseticidas encontrados no meio ambiente estão pondo em risco a vida aquática, afirma a professora Gisela Umbuzeiro, do Laboratório de Ecotoxicologia e Genotoxicidade (LAEG) da Unicamp. O laboratório investiga a presença de agrotóxicos, corantes e nanocompostos nas águas.

Segundo a pesquisadora, apenas uma pequena parcela das cidades do país monitora a presença de agrotóxicos na água tratada, analisando, no entanto, apenas 40 dos 329 ingredientes ativos liberados, o que torna difícil avaliar se os limites estabelecidos pela legislação estão sendo cumpridos. Mas o que mais preocupa o grupo de pesquisadores são os impactos das toneladas de agrotóxicos consumidos no Brasil para a saúde das plantas e animais aquáticos.

Em outra pesquisa desenvolvida na Unicamp, foram associadas duas tecnologias para detectar a presença do herbicida glifosato, o mais consumido no país, no mel e na cera de abelha. A conclusão do trabalho desenvolvido por Ana Paula Ferreira de Souza, do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Unicamp, foi que as abelhas estão transportando moléculas dessa substância, o que pode impactar a biodiversidade.

Produção e reportagem: Juliana Franco

Edição de texto: Patricia Lauretti

Edição de vídeo: Kléber Casabblanca

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Laboratório de Ecotoxicologia e Genotoxicidade (LAEG) da Unicamp investiga a presença de inseticidas, corantes e nanocompostos nas águas
Laboratório de Ecotoxicologia e Genotoxicidade (LAEG) da Unicamp investiga a presença de inseticidas, corantes e nanocompostos nas águas