Diversificação e mudanças no consumo são necessárias à matriz elétrica

O Brasil se destaca no cenário mundial por ter grande parte de sua matriz elétrica baseada em fontes renováveis de energia. Enquanto em outros países as usinas térmicas a carvão e nucleares ainda têm grande peso, aqui a maior parte da energia é produzida por hidrelétricas, parques eólicos e outras fontes limpas. O problema é a falta de diversificação: como cerca de 65% da nossa energia depende das hidrelétricas, o sistema fica vulnerável ao regime de chuvas.

Neste episódio da série Agenda Ambiental nós conversamos com os professores Antonio Carlos Zuffo, da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo; Jefferson Picanço, do Instituto de Geociências; e Luiz Carlos Silva, coordenador do Projeto Campus Sustentável. Eles discutem a importância da eficiência energética e a necessidade de diversificação da matriz elétrica brasileira.

"Tudo isso passa por um projeto nacional, precisamos saber qual tipo de energia queremos. Acredito que com nosso parque hidrelétrico já construído e a possibilidade de combiná-lo a novas formas de produzir energia pode nos garantir uma boa autonomia energética", analisa Jefferson Picanço. 

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imagens mostram estruturas de geração de energia eólica, energia solar e uma usina hidrelética
Pesquisadores da Unicamp analisam cenário de crise hídrica e potencial de exploração de novas fontes de energia