Pesquisa vai investigar os hábitos e o conhecimento da população sobre proteção solar

Destinada a estudantes, docentes e funcionários da Unicamp, e também aos pacientes atendidos no ambulatório de Dermatologia do Hospital de Clínicas (acima dos 40 anos), uma pesquisa de Iniciação Científica, realizada pela Disciplina de Dermatologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), vai investigar os hábitos e o conhecimento da população quando o assunto é proteção solar.

 “Além de determinar os hábitos de fotoproteção da população estudada, nosso objetivo é identificar o nível de conhecimento desses indivíduos em relação ao tema”, explica a docente do Departamento de Clínica Médica da FCM, Andréa Fernandes Eloy da Costa França, responsável pela orientação da pesquisa que será realizada pela estudante Raíssa Cabral Pil.

Ao todo, a pesquisa contará com 300 pessoas, que poderão participar do estudo de forma híbrida, pela internet (acesse o formulário) e também presencialmente.  “Devido à pandemia, tivemos que restringir um pouco o nosso público-alvo, para aqueles que têm maior facilidade com as tecnologias de internet e possam preencher o questionário online”, explicou a docente.

Médica dermatologista, Andréa França explica que ainda que muitas pessoas utilizem protetor solar com certa regularidade, nem sempre o uso do produto ocorre da maneira correta. “A aplicação do protetor solar, de forma inadequada e em menor quantidade, reduz a efetividade da proteção. Acreditando estarem protegidas, as pessoas acabam se expondo a um período maior à radiação ultravioleta”.

A pesquisa também tem como meta, reforçar a necessidade de discussão de estratégias de prevenção e conscientização da população em relação aos cuidados que devemos tomar em relação à fotoproteção, visando o combate ao câncer de pele não melanoma, cujas taxas de acometimento tiveram aumento expressivo nas últimas décadas.

“O Brasil é um país tropical com altos índices incidência ultravioleta. Boa parte da nossa população exerce atividades ao ar livre, de trabalho ou lazer, em horários de maior radiação UV. A baixa escolaridade e o custo elevado dos protetores solares também são variantes importantes a serem consideradas no delineamento de estratégias de prevenção e conscientização”, disse Andréa.

Matéria original publicada no site da FCM Unicamp.