Cemib disponibiliza modelos animais para experimentação na luta contra o novo coronavírus

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O Centro Multidisciplinar para Investigação Biológica na Área da Ciência em Animais de Laboratório (Cemib), integrante do sistema Cocen/Unicamp, atua há mais de 40 anos no desenvolvimento de pesquisas neste ramo e vem desenvolvendo diversas ações colaborativas contra a atual pandemia de Covid-19, o coronavírus. O diretor do Centro, Luiz Augusto Correa Passos, forneceu mais informações sobre as atividades desenvolvidas pelos laboratórios do Cemib no combate à pandemia.

Uma das linhas de ação, liderada pelo docente Marco Vinolo, do Instituto de Biologia (IB), faz parte de uma colaboração entre pesquisadores da Unicamp e da USP de Ribeirão Preto e consiste na disponibilização de animais para experimentação destinados a pesquisas relacionadas à Covid-19: "Desde o mês de março, quando vários pesquisadores se disponibilizaram a ajudar e formaram a 'força-tarefa’, o Cemib iniciou uma ação colaborativa e decidiu que todos os animais retirados para atender aos trabalhos de combate à Covid-19 teriam os seus custos absorvidos pelo Centro e não seriam, portanto, cobrados dos pesquisadores. Desde então estamos trabalhando com esta iniciativa", esclarece Passos.

Modelos animais são essenciais para o progresso dos testes que buscam barrar a disseminação do vírus e encontrar novos medicamentos e vacinas contra a doença. O uso de camundongos e ratos para este fim é amplamente difundido, devido à características de manutenção e também às semelhanças fisiológicas apresentadas entre estes animais e o organismo humano.

O Cemib é responsável pela produção e distribuição de animais de laboratório empregados em todas as pesquisas médico-biológicas desenvolvidas na Unicamp e possui vasta experiência e ampla variedade de linhagens, possibilitando o fornecimento de animais que correspondem às demandas específicas de cada pesquisa. "O Cemib possui um rico patrimônio genético, constituído por diversas linhagens de camundongos e ratos, entre elas, linhagens imunocompetentes e imunodeficientes e linhagens geneticamente modificadas", explica a bióloga Daniele Masseli Rodrigues.

O custeio dos animais pelo Cemib representa uma economia significativa para os laboratórios envolvidos em estudos relacionados ao coronavírus. “Está programada a disponibilização de mais de 200 animais de uma linhagem e alguns outros de outras linhagens”, salienta Passos. Para receber animais, o projeto de pesquisa precisa ser aprovado pela Comissão de Ética na Utilização de Animais, o CEUA. Além de arcar com o custo destes animais, o Cemib também disponibilizou dois de seus espaços, o Laboratório de Genética e uma parte da infraestrutura do Laboratório de Avaliação da Saúde Animal para uso da Força-Tarefa Unicamp contra a Covid-19, visando uma expansão dos serviços de pesquisa, caso seja necessário.

Ainda no sentido de colaborar com a Força-Tarefa, o Centro tem trabalhado na tentativa de conseguir, através de parcerias com empresas privadas, equipamentos para testes com animais e manipulação de amostras, buscando aumentar a capacidade de processamento de amostras e consequentemente a taxa de resultados produzidos por dia. Até então, a disponibilização das linhagens favoreceu pesquisas que vêm sendo realizadas no Instituto do Coração (Incor) - HCFMUSP, no Departamento de Genética, Evolução, Microbiologia e Imunologia, do Instituto de Biologia e também na USP São Carlos, contribuindo para a realização de testes confiáveis e impactando no desenvolvimento de novas ferramentas para lidar com a infecção causada por SARs-CoV-2.

Matéria publicada originalmente no site da Coordenadoria de Centros e Núcleos Interdisciplinares de Pesquisa (Cocen). 

 

 

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Pesquisadora manipula amostras de animais em laboratório

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