Fórum discute impactos das fake news na meteorologia

José Pedro em frente ao telão conversa com a plateia
José Pedro Martins alerta para os riscos da desinformação

O efeito mais nocivo das fake news, e da desinformação de modo geral, é o enfraquecimento das instituições, acredita o jornalista e escritor José Pedro Martins, um dos convidados do fórum “Fake News em Meteorologia”, realizado na manhã desta quarta-feira, 27, no auditório do Grupo Gestor de Benefícios Sociais (GGBS) Unicamp.

José Pedro é editor da Agência Social de Notícias de Campinas e autor de livros nas áreas de meio ambiente, direitos humanos, cultura e história. Ele citou vários exemplos de uso político da desinformação com o intuito de desacreditar organismos sérios de divulgação e pesquisa. Segundo ele, a deturpação afeta áreas sensíveis como direitos humanos, ciência, saúde e clima.

Para José Pedro, a alfabetização midiática é uma das principais ferramentas de combate à desinformação. Além disso é preciso ampliar o debate sobre o assunto e aumentar a disseminação de informação qualificada, papel fundamental exercido pelas universidades.

O fórum foi organizado pelo Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp, com o apoio da Secretaria Executiva de Comunicação (SEC). A meteorologista Ana Ávila, pesquisadora do Cepagri, falou sobre a importância da informação correta em meteorologia. Ela traçou um percurso histórico entre os avanços na área, em paralelo às mudanças tecnológicas.

Ana Ávila em frente ao telão iluminado por um slide com informações sobre a origem da meteorologia
A pesquisadora Ana Ávila do Cepagri Unicamp

As consequências das informações falsas e dos boatos no trabalho da Defesa Civil foi o tema abordado por Sidnei Furtado, diretor do departamento de Defesa Civil de Campinas. Sidnei comentou sobre o trabalho que o órgão tem para desmentir distorções e inverdades que se propagam por meio da internet e das redes sociais.

Imagem de capa

A pesquisadora Ana Ávila, do Cepagri em frente ao telão durante sua fala
A pesquisadora Ana Ávila, do Cepagri Unicamp