Aluno do Cotuca representará o Brasil em Olimpíada Internacional de Neurociências na Coréia do Sul

Gustavo Muller representará o Brasil em competição que reunirá mais de 25 países
Gustavo Muller representará o Brasil em competição que reunirá mais de 25 países

O aluno do curso Técnico em Informática do Colégio Técnico da Unicamp (Cotuca) Gustavo Miler Santos será o único brasileiro a representar o país na International Brain Bee, na Coréia do Sul, que acontece de 19 a 23 de setembro. Trata-se de uma Olimpíada de Neurociências composta de várias etapas para testar o conhecimento dos estudantes nas áreas de neuroanatomia, neurofisiologia e neuro-histologia. O aluno do Cotuca irá levar a bandeira nacional para uma disputa acirrada com outros competidores de mais de 25 países diferentes.

“A ansiedade é muito grande, assim como a responsabilidade. É um evento de grande importância para os estudantes de Ensino Médio”, destacou o aluno que foi medalhista na competição nacional que aconteceu em julho último, no Rio de Janeiro. O estudante brasileiro irá acompanhado de seu principal incentivador, professor Jodir Pereira da Silva, chefe do Departamento de Ciências do Cotuca. “É um nível elevado de competição, mas estamos confiantes”, confessou.

É a primeira vez que Gustavo Miler participará de uma competição internacional. Isso não quer dizer, no entanto, que já não esteja familiarizado com o ambiente de olimpíadas. Em 2018, ele estreou em uma Olimpíada de Biologia. Ficou entre os 15 melhores competidores. “Eu mal sabia que gostava tanto de olimpíadas”, declarou. Este ano investiu na área de neurociências. Passou pela fase regional em meio a 600 participantes. Foi para a disputa estadual e garantiu o segundo lugar e a possibilidade de participar da etapa nacional. “Me esforcei muito e procurei fazer a melhor preparação possível”, contou.

A rotina de estudos de Gustavo é carregada. O aluno estuda, em média, seis horas diárias além do tempo que se dedica às aulas no curso de período integral do Cotuca. “A agenda é puxada e a preparação exige muita concentração. Neste período nada de festas ou lazer”, comentou. O curioso em toda história é que o estudante do curso Técnico em Informática tinha uma vocação para a área de exatas, por isso a escolha do curso. Com o passar do tempo, e ao se envolver com o ambiente de olimpíadas, acabou apreciando muito mais a área de Biologia e Neurociências. “A experiência em olimpíada é muito válida, pois possibilita um contato muito maior com as áreas e permite um aprendizado além da sala de aula”, assegurou.           

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