Cientistas preparam primeiro diagnóstico da biodiversidade e serviços ecossistêmicos do Brasil

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Pesquisadores da Unicamp participam da preparação de um diagnóstico da biodiversidade e serviços ecossistêmicos brasileiros. A iniciativa, por meio da Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (BPBES, na sigla em inglês), propõe usar o conhecimento gerado nas áreas de biodiversidade e serviços ecossistêmicos, desde as desenvolvidas no ambiente acadêmico quanto através do conhecimento tradicional brasileiro, para produzir análises e elaborar cenários sobre meio ambiente e bem-estar humano. A plataforma conta com a parceria e apoio de várias instituições, como o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Programa Biota-Fapesp e Academia Brasileira de Ciências (ABC).

Carlos Alfredo Joly, membro da coordenação executiva da Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos
Carlos Alfredo Joly, membro da coordenação executiva da Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos 

A inspiração para a criação da BPPES foi a Plataforma Intergovernamental sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), iniciativa criada em 2012 por mais de 100 países com o objetivo de fornecer informações científicas aos pedidos dos tomadores de decisão. O IPBES prevê em seu programa de trabalho a elaboração de diferentes tipos de diagnósticos, de forma temática, regional e global. O professor Carlos Alfredo Joly, do Departamento de Biologia Vegetal do Instituto de Biologia (IB) e membro da coordenação executiva da Plataforma Brasileira, é um dos representantes da América Latina e Caribe num dos painéis da IPBES, indicado pelo governo brasileiro.

Em 2014, foi iniciado o Diagnóstico das Américas do IPBES e, em seguida, começou a ser levantada a necessidade de realizar um estudo similar voltado à realidade brasileira. "Nós tínhamos um conjunto de pesquisadores brasileiros participando do Diagnóstico das Américas. E achamos que seria o momento de pensar num Diagnóstico Brasileiro, com a mesma estrutura e marco conceitual", explica o professor Carlos Joly.

Alguns dos pesquisadores brasileiros que participavam dos diagnósticos do IPBES se reuniram em dezembro de 2015 com o objetivo de iniciar a planejar a estrutura para realizar um Diagnóstico Brasileiro sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos. Após a obtenção da aprovação do CNPq, foi lançada a criação da Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos.

Além do professor Joly, também fazem parte da coordenação do grupo a pesquisadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais da Unicamp (Nepam) Cristiana Simão Seixas, Fabio Scarano (Universidade Federal do Rio de Janeiro e Fundação Brasileira Desenvolvimento Sustentável), Jean Ometto (Fundação Brasileira Desenvolvimento Sustentável), Jean Metzger (Universidade de São Paulo) e Mercedes Bustamante (Universidade de Brasília).

Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos

A Plataforma Brasileira não realizará novos estudos. "Ela reunirá as informações já existentes, produzidas por outras iniciativas de diversas instituições brasileiras que trabalham nessa área. Não queremos nos comunicar exclusivamente com a comunidade científica, mas que esse avanço de conhecimento, que temos na área de biodiversidade e serviços sistêmicos, seja traduzido para o tomador de decisão poder fazer cenários”, conta o professor Joly. A intenção é que as informações reunidas sirvam como subsídios à elaboração de diferentes cenários, permitindo que as políticas adotadas possam promover o desenvolvimento sustentável e a preservação da biodiversidade brasileira.

Em operação desde o final de fevereiro de 2017 como um grupo de trabalho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos reúne 53 pesquisadores de 38 instituições, abrangendo áreas como biologia, economia, conhecimentos tradicionais indígenas e outros. A previsão é que o Diagnóstico Brasileiro esteja concluído no mês de junho de 2018.
 

Saiba mais
Outras informações sobre a Plataforma Brasileira sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos podem ser obtidas no site do projeto.

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