Marinha do Brasil busca parceria para pesquisas no setor de tecnologia

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O reitor da Unicamp, professor Antonio José de Almeida Meirelles, e o almirante de esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar iniciaram, nesta terça-feira (31), um processo de conversações que pode resultar em uma série de parcerias e ações colaborativas entre a Universidade e a Marinha do Brasil.

De acordo com o almirante, a Marinha tem interesse na criação de um programa de intercâmbio para a execução de pesquisas em diversos setores, como na área de reatores ou na de radares e sistemas a laser.

Aguiar disse que a Marinha também gostaria de realizar parcerias em áreas como a de inteligência artificial, além de realizar programas de intercâmbio envolvendo professores e especialistas, como engenheiros ou físicos. E lembrou que esse braço das Forças Armadas conta com pesquisas e projetos avançados no setor nuclear.

Encontro com os representantes da Administração Central e o almirante de esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar e sua equipe
Encontro com os representantes da Administração Central e os almirantes de esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, Alexandre Rabello de Faria e outros cinco oficiais da Marinha

Em julho, os militares decidiram transferir a Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha (DGDNTM) do Centro Tecnológico da Marinha, que funcionava no Rio de Janeiro, para um espaço localizado no campus principal da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo da mudança, explicou o almirante, é ficar mais perto dos setores que produzem ciência e tecnologia no país, além de ampliar a interação com as universidades públicas paulistas.

“Nós queremos aumentar a sinergia o mais rapidamente possível com o setor da ciência e tecnologia”, disse Aguiar. “Queremos discutir a possibilidade de cooperação em pesquisas científicas e a criação de um programa de intercâmbio entre a Marinha e as universidades”, afirmou o almirante. “Fazer ciência e tecnologia no Brasil é difícil e, se a gente não aumentar a interação, vai ficar mais difícil ainda”, avalia.

Tecnologias para indústria naval

O reitor da Unicamp disse que essa aproximação da Marinha é importante para a Universidade. “Ela [a aproximação] pode gerar várias possibilidades de colaboração futura em áreas nas quais a Unicamp já tem uma expertise, algo que, com certeza, existe também na Marinha. A colaboração entre as duas instituições pode gerar algo de impacto muito maior”, acredita Meirelles.

“Nós queremos, hoje, como universidade, ter uma interação muito forte com os órgãos públicos, com o setor privado, com as organizações da sociedade civil, com o Estado em geral, porque acreditamos ser dessa forma que parte do conhecimento gerado aqui dentro pode contribuir para o desenvolvimento do país”, explicou.

O reitor da Unicamp Antonio Meirelles destacou que a aproximação da Marinha é importante para a Universidade
O reitor da Unicamp Antonio Meirelles destacou que a aproximação da Marinha é importante para a Universidade

O reitor lembrou a importância da Marinha brasileira no desenvolvimento de tecnologias em áreas ligadas à indústria naval e de defesa, mas especialmente na área nuclear, e disse que fazer parte desse projeto é motivo de orgulho para a Universidade. “Fazer parte desse desenvolvimento é muito importante para nós. Isso tem um grande significado. E é muito importante que a Marinha leve adiante esse projeto de aumentar sua presença no Estado de São Paulo”, finalizou o reitor.

Também participaram do encontro o almirante de esquadra Alexandre Rabello de Faria e outros cinco oficiais da Marinha. A audiência contou ainda com a presença da coordenadora-geral da Universidade, Maria Luiza Moretti e dos pró-reitores João Romano (Pesquisa), Fernando Coelho (Extensão e Cultura) e Ivan Toro (Graduação), além do diretor-executivo de Tecnologia da Informação e Comunicação da Unicamp, Ricardo Dahab, dos assessores docentes Cristiano Torezzan e Roberto Donato e do diretor-executivo associado da Agência de Inovação Inova Unicamp, Renato Rocha Lopes.

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