Conhecimento científico sobre pandemia cresce rapidamente e desinformação também

O último relatório do Imperial College de Londres mostra que o Brasil não sustentou a queda na transmissão da Covid-19. O número efetivo de reprodução da infecção ou taxa de transmissão (Rt) - que dá uma ideia da velocidade do contágio, que nas últimas semanas tinha desacelerado pela primeira vez em quatro meses e estava abaixo de 1 -, aumentou para a semana que começou no dia 16 (domingo retrasado) para o patamar de 1, o que significa que cada infectado está transmitindo a doença para uma outra pessoa. Isso mostra que a Covid-19 está mantendo uma velocidade relativamente alta de espalhamento. A situação vinha se estabilizando nos Estados mais populosos, como São Paulo e Rio de Janeiro e no Norte e Nordeste. O comércio começou a reabrir, embora ainda com algumas restrições, enquanto escolas, teatros, cinemas e museus continuam fechados. A reabertura da economia e o relaxamento nas medidas não farmacológicas podem levar a um aumento no número de casos, em virtude de a população pensar que a pandemia está em queda, o que não é verdade. De fato, segundo o Monitor da Folha, a transmissão da Covid-19 só diminuiu em 43% dos municípios com mais de 100 mil habitantes, mantendo ritmo de crescimento em 57% das cidades, contabilizados dados dos últimos 30 dias. Para que tenhamos uma tendência real de desaparecimento da Covid-19, o índice Rt precisa ser mantido abaixo de 1, sem oscilações para cima. Leia mais.

Confira abaixo um breve panorama dos acontecimentos das últimas semanas. O relato envolve desde as novidades sobre reinfecções, um possível novo medicamento, imunidade comunitária e vacinas, até os novos ataques às universidades. O nosso conhecimento sobre a pandemia aumenta rapidamente, por isso a necessidade de buscar informações para combater a desinformação.

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REINFECÇÃO É POSSÍVEL?

Recentemente, quatro pessoas, na China, na Bélgica, na Holanda e nos Estados Unidos foram confirmadas como casos de reinfecção por SARS-CoV-2. Na semana passada, um estudo aceito para publicação na revista Clinical Infectious Diseases, realizado por pesquisadores de Hong Kong, confirmou que um homem de 33 anos, sem comorbidades, após ter infecção pelo SARS-CoV-2 confirmada em março, foi reinfectado com uma cepa diferente do vírus, 142 dias após ter se recuperado. A confirmação da reinfecção ocorreu após o homem ser testado no aeroporto de Hong Kong, ao voltar da Espanha, via Reino Unido. Segundo os pesquisadores, havia diferenças significativas nos genomas dos vírus que causaram as duas infecções, o que descartou a possibilidade de ser o mesmo vírus. O paciente teve a primeira infecção com sintomas leves e, na segunda infecção, ficou assintomático, o que mostra que o seu sistema imune o protegeu de ficar doente, mas não de ser infectado. Na Bélgica, uma mulher de cerca de 50 anos contraiu Covid-19 pela primeira vez em março e foi reinfectada com uma linhagem diferente do SARS-CoV-2 em junho. Aparentemente, ela produziu poucos anticorpos após a primeira infecção, mas a segunda infecção foi mais leve. O caso do paciente holandês é de uma pessoa mais idosa, com sistema imunológico frágil. Os resultados dos casos dos pacientes da Bélgica e da Holanda ainda não foram publicados em revistas científicas.

Um novo caso de reinfecção com apenas 48 dias após o primeiro contágio ocorreu com um paciente de 25 anos nos Estados Unidos, que inclusive, teve uma doença mais grave na segunda infecção, mas já está recuperado. Também neste caso, o sequenciamento genético do vírus revelou que ele havia sido infectado com uma cepa ligeiramente diferente, indicando uma verdadeira reinfecção. Os dados estão disponíveis na forma de publicação em plataforma de pré-impressão, ainda sem avaliação por pares.  

No caso do paciente chinês, a reinfecção foi confirmada por análises epidemiológicas, clínicas, sorológicas e genômicas, envolvendo testes genéticos do vírus na primeira e na segunda infecção, que mostraram diferença em 24 nucleotídeos, os blocos de construção que formam o RNA do vírus. Esse resultado sugere que o homem foi infectado por duas cepas diferentes do SARS-CoV-2, a primeira relacionada a uma variante do vírus circulando nos EUA e Inglaterra em março e abril e a segunda, relacionada com a cepa circulando na Suíça e na Inglaterra em julho e agosto. Resultados semelhantes foram obtidos nos pacientes da Bélgica e da Holanda.

Esses casos são diferentes de outros casos registrados anteriormente, em que pessoas continuavam resultando positivo nos testes para detecção do novo coronavírus durante algumas semanas, o que não era causado por reinfecção com uma cepa distinta do vírus, mas por restos do material genético do vírus que permaneciam no organismo. É preciso realizar a análise genômica para confirmar se é nova infecção ou não, pois pode ser resquício de material genético do primeiro vírus, que ainda pode existir nos pulmões dos pacientes, mas não ser detectado em amostras retiradas das partes superiores do trato respiratório.

As pessoas não devem presumir que, uma vez infectadas e posteriormente curadas, terão imunidade para toda a vida. A ciência sabe que mesmo que a pessoa tenha tido uma infecção leve, há uma resposta imune de defesa, embora restem dúvidas sobre a duração dessa resposta, se ela impedirá novas infecções ou se no caso de reinfecções, se os sintomas serão mais leves.

Nós sabemos que os níveis de anticorpos em pessoas curadas da Covid-19 caem poucos meses após o contágio, mas isso é normal e o sistema imunológico não conta apenas com anticorpos neutralizantes (resposta humoral) para combater o vírus, mas conta também com células citotóxicas de defesa (resposta celular, de células T CD4 e T CD8). E podemos contar também com a imunidade cruzada, proteção desenvolvida pelo contato prévio com outros tipos de coronavírus. O fato de o homem chinês reinfectado ter apresentado sintomas mais leves após o segundo contágio é um bom sinal, pois apesar de mostrar que a proteção do organismo em termos de anticorpos neutralizantes não impediu a entrada do vírus no organismo, as células T (resposta celular de memória), provavelmente impediram que a doença evoluísse. Isto reforça a ideia de que uma boa vacina tenha que induzir não só resposta de produção de anticorpos, mas também resposta de células citotóxicas.

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Também é fato que o tempo entre as duas infecções foi muito curto.  Esses fatos poderiam provocar temores a respeito da eficácia das candidatas vacinais em nos proteger da Covid-19 e acender um alerta para o fato que a imunidade gerada pelo contato prévio com o SARS-CoV-2 possa não impedir infecções posteriores, mas ainda é muito cedo para alarme, pois precisamos olhar para isso em um nível populacional. É importante saber o que quão frequente e em que extensão ocorrem essas possíveis reinfecções.

Nós temos aproximadamente 24 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo, então não é surpreendente termos alguns casos de reinfecção e provavelmente teremos outros. Pessoas se reinfectam com os vírus que causam a gripe comum, então certamente teremos reinfecções com o SARS-CoV-2. Não podemos tirar conclusões precipitadas e parece não ser motivo de preocupação neste momento. O SARS-CoV-2 não é muito estável, está sofrendo constantes mutações, o que é normal, mas felizmente não está se tornando mais virulento, mais letal.

Caso reinfecções se tornem frequentes, pode significar que não estamos produzindo uma resposta imune duradoura e pode representar que eventuais vacinas não consigam induzir uma resposta suficiente para que nosso organismo tenha capacidade de resposta ao novo coronavírus impedindo uma infecção. Mas o fato de que a segunda infecção teve gravidade reduzida, como no caso do paciente chinês, é muito bom e é o que esperamos observar com uma vacina. Se a reinfecção for comum, pode ser um argumento para vacinar mesmo aqueles que se recuperaram da Covid-19.

Pode ser que uma vacina não forneça proteção para sempre, mas a única forma efetiva de criar uma imunidade coletiva será com uma vacina e mesmo as pessoas que já contraíram Covid-19 teriam de se vacinar. Uma vacina produz uma forte resposta imunológica, que somada à resposta natural do organismo, certamente vai nos proteger da Covid-19.

Esses casos poderiam sugerir que a imunidade coletiva talvez não seja capaz de evitar o espalhamento do novo coronavírus, já que uma pessoa poderia se reinfectar e continuar transmitindo a doença. Pode ser que uma nova infecção possa diminuir a quantidade de vírus que a pessoa infectada transmita para outras pessoas, mas não sabemos. Então, outra questão crucial é saber se as pessoas reinfectadas ainda podem espalhar o vírus, pois se elas não espalharem o vírus, será o fim da cadeia de transmissão, um beco sem saída para o vírus.

O fato de a reinfecção ser possível reforça a necessidade de se manter as medidas não farmacológicas como o uso de máscaras, da lavagem as mãos, uso de álcool-gel e da manutenção das regras de distanciamento físico e isolamento social mesmo entre as pessoas que já tiveram Covid-19. Para um artigo interessante a respeito, em que a reinfecção de SARS-CoV-2 sintomática e assintomática pode ocorrer na presença de anticorpos IgG contra SARS-CoV-2, veja aqui.

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NOVO MEDICAMENTO NO CENÁRIO – AMODIAQUINA

A amodiaquina (AQ) é um fármaco antimalárico utilizado no tratamento da malária não complicada, mais eficaz, mais palatável e de menor custo quando comparado com as cloroquinas. Porém, devido aos relatos de efeitos adversos observados em pacientes que fizeram uso do medicamento de forma profilática no tratamento de malária, a AQ não é utilizada como fármaco de primeira linha. Esse fármaco já foi utilizado sem sucesso no combate ao vírus da SARS e na Síndrome Respiratória do Oriente Médio. Um trabalho envolvendo estudos computacionais sugeriu que a amodiaquina seria um potencial inibidor de protease MPro do SARS-CoV-2. Um artigo publicado no dia 19/08/2020, em plataforma online, sem avaliação por outros cientistas, mostrou resultados de inibição do SARS-CoV-2 in vitro e in vivo com o fármaco amodiaquina. A amodiaquina foi testada em hamsters por pesquisadores da Icahn School, em Nova York, que receberam doses do medicamento por 4 dias e foi testada em hamsters infectados pela proteína do novo coronavírus e em outros hamsters não infectados. Os pesquisadores registraram que houve diminuição de 70% de material genético do vírus nos pulmões dos animais infectados, comparado aos animais que não foram medicados. Uma segunda etapa do estudo envolveu hamsters medicados com amodiaquina e hamsters não medicados, porém infectados com o SARS-CoV-2. Os animais foram colocados na mesma gaiola. O resultado observado foi de que 90% dos hamsters medicados tiveram menos material genético do vírus nos pulmões. 

Esse estudo em hamsters, no entanto, não pode ser extrapolado para seres humanos e não há evidências que justifiquem o uso em humanos sem antes passar por estudos clínicos randomizados, duplo-cego e com controle por placebo. É conhecido que a amodiaquina pode interagir com várias células no nosso organismo. Efeitos colaterais comuns incluem perda de apetite, náuseas, dor abdominal, sonolência, dificuldade para dormir, tosse e dependendo da dose, arritmia cardíaca. Por apresentar depuração renal lenta, a amodiaquina pode concentrar-se no fígado, o medicamento deve ser usado com precaução em pessoas com doença hepática ou alcoolismo e em pacientes recebendo medicamentos hepatotóxicos. As crianças são especialmente sensíveis a derivados de 4-aminoquinolina e é preciso cuidado por causa da margem estreita entre as concentrações terapêuticas e tóxicas em crianças.

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PAINEL VACINAS COVID-19

- O crescente movimento antivacina

A disseminação de fake news sobre Covid-19 produzida por grupos antivacina no Facebook aumentou consideravelmente, conforme estudos da União Pró-Vacina UPVacina, grupo ligado à USP Ribeirão Preto e do grupo ativista Avaaz. Embora o movimento de grupos antivacina não seja tão forte no Brasil, a polarização político-ideológica, principalmente envolvendo temas na área de saúde está despertando vozes dos negacionistas de vacinas no país, que já abordam desde teorias conspiratórias à possibilidade de as vacinas causarem abortos. Contudo, pesquisa recente do Datafolha mostrou que se for desenvolvida uma vacina segura e eficaz contra o novo coronavírus, 89% das pessoas pretendem se vacinar. Iniciativas como a “faça você mesmo” da RaDVac, sigla em inglês que significa uma colaboração para o rápido desenvolvimento de vacina, podem contribuir para a desconfiança do público com relação às vacinas para Covid-19 e mereceu um editorial da prestigiosa revista Science. Para mais detalhes leia artigo na revista Questão de Ciência

- Candidatas da fase 3

Nós temos hoje 3 candidatas vacinais em fase 3 de testes clínicos: a desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela empresa AstraZeneca, com 5.000 voluntários, a da farmacêutica chinesa Sinovac, com 9.000 pessoas em teste e a elaborada pela Pfizer, sendo testada em 1.000 voluntários. O Instituto Butantan receberá R$ 82,5 milhões da Fapesp e do Todos pela Saúde (Itaú Unibanco) para o desenvolvimento dos ensaios clínicos de fase 3 da candidata vacinal Coronavac. Com relação à candidata vacinal sendo desenvolvida pela Universidade de Oxford e o laboratório AstraZeneca, os pesquisadores à frente dos testes no Brasil solicitaram autorização da Anvisa para incluir voluntários acima de 69 anos. Para iniciar a fase 3, temos também a candidata vacinal da Rússia (Sputinik V), que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) pretende testar em pelo menos 10.000 voluntários com início em 45 dias. O Governo do Paraná afirma ter recebido as informações dos resultados das fases 1 e 2, que ainda estão em fase de tradução e análise. A Rússia, que está mais rápida no gatilho que o Ranger Tex Willer, está se preparando para aprovar uma segunda vacina contra Covid-19 no início de outubro. Essa segunda candidata vacinal está sendo desenvolvida pelo Centro Estatal Russo de Pesquisa em Virologia e Biotecnologia (Vector) na Sibéria. Nessa semana também foi anunciado o acordo para testar no Brasil uma quinta candidata vacinal, que está sendo desenvolvida pela Janssen, a farmacêutica da Johnson & Johnson. A fase 3 envolverá cerca de 7.000 voluntários em duas dezenas de centros de pesquisas em vários Estados.

- Afinal, o que é Imunidade Coletiva

No Brasil, aparentemente, o Rio de Janeiro, Manaus e São Paulo apresentam alguns indícios positivos de que alcançaram a tão falada imunidade coletiva (prefiro usar este termo a usar imunidade de rebanho). Isto seria alcançado quando o espalhamento do novo coronavírus é reduzido, quando a propagação perde força, porque não há pessoas suscetíveis em número suficiente para sustentar uma epidemia. Mas isso não quer dizer que o risco de espalhamento do SARS-CoV-2 não permaneça alto, precisamos esperar por uma queda sustentada e uma desaceleração continuada no número de casos por pelo menos 30 dias. Reduzir a taxa de espalhamento é muito importante e desejado, mas precisamos ter cautela e evitar aumento no índice de aceleração em virtude do relaxamento das medidas não farmacológicas de restrição e contenção do novo coronavírus. No entanto, o surgimento de casos de pessoas reinfectadas, caso venha a se tornar frequente, pode dificultar a chegada a uma imunidade de grupo duradoura, seja pela proteção gerada pela recuperação da doença como a gerada pelas vacinas. 

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APRENDIZADOS DA CIÊNCIA EM TEMPOS DE PANDEMIA

Um relatório publicado recentemente na revista Anaesthesia, envolvendo 24 estudos e pouco mais de 10 mil pacientes internados em UTIs na Ásia, Europa e América do Norte, apontou redução de 60% para 42% na mortalidade de pacientes graves de Covid-19 entre março e maio. Entre os fatores responsáveis pela redução da mortalidade estão o uso de medicamentos como o corticoide dexametasona, o anticoagulante heparina, antibióticos de largo espectro para combater infecções bacterianas e o aprendizado com várias técnicas nas áreas da saúde. Comparando com o início da pandemia, hoje os doentes estão mais bem cuidados e o quadro de UTIs cheias e o compartilhamento de informações levaram a um grande aprendizado. A ciência foi ajudando a salvar vidas à medida que se conhecia mais sobre a doença. Entre a práticas médicas revistas se inclui a não realização de diálise precoce nos pacientes com problemas renais, pois muitos se recuperam sem diálise. Outra mudança foi não intubar precocemente os doentes graves com queda da taxa de oxigenação, preferindo adotar a ventilação não invasiva, pois se descobriu que a intubação traz riscos adicionais ao doente com Covid-19, como as infecções bacterianas e danos ao pulmão. Outra estratégia que teve o uso ampliado com sucesso foi a posição prona, quando o paciente, mesmo os conscientes, são virados de barriga para baixo para melhorar a oxigenação pulmonar. Outro ponto muito importante é o entendimento que a Covid-19 precisa de uma equipe multidisciplinar, exigindo profissionais de várias áreas, pois afeta órgãos como pulmão, coração, rins e cérebro.

- Divulgação Cientifica

Não há dúvidas de que a comunicação e a divulgação de ciência para a sociedade são de extrema importância para se combater a desinformação e uma forma de democratizar o acesso à ciência. A sociedade entendeu que precisa de ciência para combater de forma eficaz a pandemia, mas precisamos fazer chegar informação qualificada e confiável para as pessoas. Estamos vendo a ciência em evidência na mídia, mas também estamos vendo as pseudociências ocupando espaços nobres e firmes nas redes sociais, e sabemos que redes de desinformação se propagam mais rapidamente do que a informação científica confiável e de qualidade. A desinformação é um fenômeno global, mas particularmente na América Latina, onde os líderes governamentais vêm lançando mão de perigosas promessas de curas milagrosas.

Pesquisadores e cientistas estão demandando revisões do Projeto de Lei de combate às fake news, o PL 2.630/2020, solicitando outras formas de reparação como direito de resposta, retratação e distribuição de informação, além do pagamento de multas. Uma sugestão é a obrigatoriedade da plataforma a distribuir a retratação ou correção das informações verdadeiras de fontes independentes e confiáveis para todos os usuários que foram expostos ao conteúdo/comportamento que viole a lei e os termos de uso.

- Futuro da ciência

Nesse momento, o futuro da ciência no Brasil está ameaçado e no Estado de São Paulo está nas mãos dos parlamentares da Assembleia Legislativa. Com tudo isso acontecendo, nós não podemos ficar na praça, dando milho aos pombos. Nem nós e nem ninguém, como sugere o querido professor Hernan Chaimovich em seu recente artigo na revista Questão de Ciência

 

Observação : Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Unicamp.