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..............Campinas, 17 a 23 de setembro 2001

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...Institucional - pág. 2 ...Inscrições - pág. 7
...Recrutamento - pág. 2...Oportunidades - pág. 7
...Saúde - pág. 3...Eventos futuros - pág. 8
...Enfermagem - pág. 3...Teses - pág. 8
...Mestrado - pág. 4...Empreedimento - pág. 9
...Curtas - pág. 4...Lançamento/Educação - pág. 10
...Painel da semana - pág. 5...Cultura / Linguagem - pág. 11
...Em dia - pág. 6...Personagem - pág. 12
Unicamp
....SAÚDE
Unicamp
FCM inaugura primeiro
laboratório de pele de SP

Até há pouco tempo, alguns experimentos em Dermatologia com
pomadas e produtos farmacêuticos eram feitos em animais e em humanos. Uma nova conquista neste campo permitirá que a epiderme seja reconstruída, eliminando a participação humana como objeto de testes. Isso será possível graças à inauguração do Laboratório de Cultura de Células de Pele e Epiderme Reconstruída da Unicamp, primeiro “laboratório de pele” do Estado de São Paulo. A inauguração acontece no dia 21 de setembro, às 10h30, no anfiteatro 1 da Faculdade de Medicina.

Para a reconstrução da epiderme, um cuidadoso processo vai utilizar pele do próprio paciente, resultando em um produto similar a uma prótese, na qual serão feitos esses testes.
De acordo com a dermatologista Maria Beatriz Puzzi, responsável pelo Laboratório, dois estudos determinaram a sua criação: um sobre a implantação de melanócitos no vitiligo – que é uma patologia de pele caracterizada por manchas brancas assintomáticas e que atinge 1% da população mundial em todas as idades e raças – e outro sobre a implantação de queratinócitos nas úlceras da perna, provocadas por estase venosa (varizes que se abrem em feridas).

Testes com seis pacientes no primeiro estudo foram bem-sucedidos, alcançando repigmentação em torno de 70%.
O segundo estudo, que será desenvolvido em parceria com as Disciplinas de Cirurgia Vascular e Plástica, avaliará em quanto tempo começa a reepitelização da úlcera para se recompor.

 

...ENFERMAGEM


Estudo revela importância
do autocuidado do idoso

ACom a chegada da senescência, os idosos ficam mais expostos às doenças, o que os tornam presenças mais freqüentes nos serviços hospitalares. O autocuidado – que representa a prática de atividades que os indivíduos iniciam e executam em seu próprio benefício para a manutenção da vida, da saúde e do bem-estar – vem sendo estimulado pela enfermagem, já que a descontinuidade do tratamento, quando os pacientes retornam para seus domicílios, pode aumentar os riscos de reinternações.

A dissertação de mestrado “Limitações para o autocuidado de idosos reinternados portadores de vasculopatias”, apresentada à Faculdade de Ciências Médicas (FCM) por Sílvia Helena Ferrero, orientada pela professora do Departamento de Enfermagem Fernanda Aparecida Cintra, discute a influência das vasculopatias na tríade: idoso, autocuidado e reinternação.

A idéia de desenvolver este trabalho, segundo Sílvia, iniciou no HC de São Paulo, quando ela fazia especialização em Psicologia Hospitalar. Observou que, na área clínica, predominavam idosos com história de reinternações, razão pela qual o assunto foi o seu objeto de estudo de mestrado no HC da Unicamp, onde a situação era exatamente a mesma.

A pesquisa envolveu seis pacientes, com idade acima de 60 anos, portadores de vasculopatias e que estavam internados na Enfermaria da Clínica Vascular em 1999. A fundamentação teórica baseou-se em duas análises: Teoria do Autocuidado, de Dorothea Orem, e Análise de Discurso, ramo da lingüística de filiação francesa que hoje procura maior integração com outros referenciais teóricos.

Está comprovado que as doenças mais comuns que o idoso tem são as vasculopatias, patologias crônicas evolutivas, reincidentes, que, na maioria das vezes, leva a uma limitação para o autocuidado. Elas podem determinar dificuldade de locomoção, diminuição de atividades físicas, dependência de terceiros, dores, trazendo-lhes constantes questionamentos sobre as perdas e a promoção da saúde novamente.

Na pesquisa, em geral, os idosos não compreendiam a patologia, como preveni-la; não entendiam as condutas médicas e, às vezes, a própria internação. Entre eles, verificaram-se muitos medos, particularmente o da morte, tendo como principais complicações as cirúrgicas.

Interlocução – A Análise de Discurso permitiu concluir que as limitações para o autocuidado mostraram-se decorrentes não só da falta de interlocução do paciente com a equipe da saúde, mas dele com o seu próprio corpo.

“A falta de interlocução normalmente é preenchida por dúvidas e insegurança quanto ao próprio corpo, às condutas médicas e ao prognóstico, inviabilizando o autocuidado”, afirma Sílvia.
Os resultados mostraram que, tal como estão configuradas na discursividade da saúde, as condições de produção dos discursos dos idosos são determinantes para o surgimento de limitações e impedem a efetivação do autocuidado, sua autonomia.

“Ao mostrarmos o funcionamento discursivo das limitações para o autocuidado, entendemos como as limitações estão determinadas pela relação entre os idosos e os profissionais de saúde. A dificuldade em efetivar a proposta de autocuidado não é decorrência de intencionalidades, mas fato é que o funcionamento observado, de falta de interlocução, está naturalizado. Ele precisa ser posto em evidência porque essas condições de produção específicas comprometem o autocuidado”, conclui Sílvia. Mais informações: telefone 3385-2164.

 
 
 

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