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HC retoma sua vocação
terciária e HES entra no
ranking dos dez melhores

Cirurgia no Hospital das Clínicas da Unicamp: readequação das funções assistenciais apresenta excelentes resultados. (Foto: Antoninho Perri)Além da reconhecida excelência nas áreas do ensino e pesquisa, a Unicamp também tem uma forte inserção na sociedade por meio das suas atividades de extensão. Estas, por sua vez, mantêm vínculos estreitos com as missões acadêmicas da instituição. A prestação de serviço à comunidade e o estabelecimento de parcerias com variados segmentos, sejam eles da esfera pública e/ou privada, têm possibilitado a execução de projetos importantes em setores como educação, saúde, desenvolvimento industrial e cultura. O exemplo mais visível dessa interação talvez seja o complexo médico-hospitalar mantido pela Universidade, consolidado como referência para o sistema de saúde de uma região composta por 90 municípios e uma população de aproximadamente 5 milhões de habitantes. No período de 2002 a 2004, a área hospitalar da Unicamp, que disponibiliza 820 leitos, contabilizou 105 mil internações, 1,4 milhão de consultas e 66 mil cirurgias.

Hospital Estadual de Sumaré, que é administrado pela Unicamp desde 2002: entre os dez melhores do país. (Foto: Antoninho Perri)Os números, porém, não param por aí. No mesmo período, o Hospital das Clínicas (HC), Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism), Hospital Estadual de Sumaré (HES), Centro de Diagnóstico de Doenças do Aparelho Digestivo (Gastrocentro), Centro de Hematologia e Hemoterapia (Hemocentro), Centro de Pesquisas em Reabilitação Gabriel Porto (Cepre), Centro de Investigação em Pediatria (Ciped) e Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP), unidades que formam a área de saúde da Unicamp, também foram responsáveis pela realização de 8,5 mil partos, 7,9 milhões de exames laboratoriais e mais os seguintes transplantes: 314 de córneas, 173 de medula óssea, 241 de rim, 84 de fígado e 3 de coração. Uma ação fundamental para alcançar esses resultados foi a readequação das funções assistenciais do HC, implementada em 2003, seguindo orientação do Ministério da Saúde.

O Hemocentro recebeu o ISO 9002 do Bureau Veritas Quality International: padrão de qualidade internacional. (Foto: Antoninho Perri)A fim de corrigir distorções acumuladas por duas décadas e conferir maior eficiência às atividades, o pronto-atendimento e os serviços ambulatoriais foram submetidos a uma reorganização, de modo a consolidar o HC como um hospital especializado em casos de alta complexidade. Assim, o antigo pronto-socorro foi transformado em Unidade de Emergência Referenciada (UER), cujo principal objetivo passou a ser o atendimento a pacientes graves. Os encaminhamentos à UER agora são feitos por meio de contato telefônico pelos sistemas de resgate ou pela Central Reguladora de Vagas do Estado e Prefeitura de Campinas. O mesmo procedimento vale para as consultas ambulatoriais.

Ainda como reflexo das mudanças, 18% dos leitos do hospital foram reservados para procedimentos considerados estratégicos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), como transplantes, cirurgias de epilepsia, implante coclear, entre outros. Os leitos de UTI, a retaguarda da UER e a Oncologia não foram incluídos na reformulação, que surgiu de um acordo firmado nas instâncias estadual, regional e municipal. A Unicamp, no entanto, não deixou de fazer o atendimento primário e secundário de saúde em razão das mudanças. Essas ações continuam ocorrendo como parte da formação dos alunos de graduação e residência. A diferença é que os estudantes agora atuam com mais intensidade nas unidades básicas de saúde (UBS) e nos hospitais secundários da rede pública.

Ascensão - Um exemplo de reconhecimento à excelência dos serviços de saúde prestados pela Unicamp foi a classificação do Hospital Estadual de Sumaré (HES) entre os dez melhores do país, segundo avaliação do Ministério da Saúde. A medida levou em conta critérios de satisfação dos pacientes do SUS e indicadores de qualidade hospitalar em geral. Com 274 leitos, o HES é administrado pela Universidade desde a sua inauguração, em maio de 2002, e cobre uma população estimada em 600 mil pessoas. Poucos meses depois, a unidade conquistou o nível 2 de Acreditação Hospitalar junto à Organização Nacional de Acreditação (ONA), entidade credenciada pelo mesmo Ministério da Saúde.

O certificado assegura aos usuários a excelência dos serviços de saúde. O HES foi o primeiro hospital público do país a conseguir esse nível de qualidade. Em 2004, o HES recebeu o título de "Hospital Amigo da Criança", concedido pelo Ministério da Saúde às instituições que oferecem atendimento de alta qualidade à gestante a ao recém-nascido. Também no ano passado, o hospital foi um dos cinco escolhidos pelo BIRD, o Banco Mundial, para uma avaliação por parte de consultores internacionais do seu modelo de atendimento.

Paralelamente, o Hemocentro recebeu o ISO 9002 do Bureau Veritas Quality International (BVQI), uma das mais importantes certificadoras mundiais. O certificado reafirmou o padrão de qualidade internacional do sangue e dos hemocomponentes processados pela unidade. O reconhecimento veio no momento em que o Hemocentro superava o patamar de meio milhão de bolsas de sangue coletadas em 18 anos de serviço. Dos cerca de 4 mil certificados ISO 9002 emitidos no Brasil, somente 26 são de instituições da área da saúde.

Relações profícuas - Embora os serviços de saúde constituam o exemplo mais visível da inserção da Unicamp na comunidade, a instituição desenvolve outras ações igualmente importantes na área da extensão universitária. Uma delas está relacionada à política de incentivo à inovação. O "Campinas Inova", evento realizado nos anos de 2003 e 2004, estabeleceu junto aos setores público e empresarial uma agenda comum de trabalho nas atividades de inovação da região, bem como discutiu temas como transferência de tecnologia e políticas empresarial e de preservação da propriedade intelectual.

Ainda dentro dessa proposta de aproximação com diferentes segmentos, a Universidade deu ênfase, por intermédio da Agência de Inovação, a um programa para identificar áreas de interesse comum com variadas organizações. Como resultado desse esforço foram realizados workshops com o Instituto Genius, Merck Sharp & Dohme, Ecil e Troller Veículos, Agência Espacial Brasileira, Brasmetal, Telefônica, Natura, Portugal Telecom, Mahle Metaleve, entre outros. Merecem destaque, ainda, as iniciativas da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (Preac) na área de inclusão tecnológica, como o programa de apoio à pequena e média empresa na formulação de redes de ações coletivas (cluster), cujo objetivo é o aumento de competitividade.

A colaboração com o Poder Público também mereceu atenção nos últimos três anos. Um exemplo dessa parceria foram dois eventos realizados (2002 e 2003) pela Preac e Fundação de Desenvolvimento da Unicamp (Funcamp), que deram início a um programa de apoio e orientação técnica às prefeituras do Estado. O primeiro encontro reuniu prefeitos e secretários de governo de 320 municípios paulistas. Na ocasião, 35 especialistas da Unicamp e das prefeituras debateram inúmeros temas, com ênfase para a Lei de Responsabilidade Fiscal. O segundo seminário proporcionou uma ampla reflexão sobre a problemática da saúde, com a conseqüente proposição de medidas de enfrentamento, como a construção de uma rede de cidades potencialmente saudáveis.

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