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Pesquisa experimenta
expansão no triênio



Laboratório no Instituto de Física: aumenta o número de grupos e linhas de pesquisa (Foto: Antoninho Perri)As atividades de pesquisa tiveram um notável crescimento no triênio 2002-2004. Os indicadores mostram porque a Unicamp, que conta com 92% de seus docentes atuando em regime de dedicação exclusiva, é conhecida como “usina de pesquisas”. Iniciativas implementadas no âmbito institucional e o aporte de recursos provenientes de agências de fomento também foram fundamentais para o avanço da atividade científica.

Os números traduzem essa linha evolutiva. O montante de linhas de pesquisa, por exemplo, saltou de 1.153 em 2002 para 1.998, em 2004. Já na base de dados do CNPq, a Unicamp tem 632 grupos de pesquisa cadastrados, sendo 342 deles consolidados, 140 em vias de consolidação, 21 em formação e 129 não estratificados. Estes números fazem da Unicamp, proporcionalmente, a instituição com o maior número de grupos consolidados no país (68%). USP (61%) e UFRJ (56%) vêm em seguida.

Pesquisadores da Unicamp tiveram ao longo do ano passado 1.898 artigos indexados pelo Science Citation Index (SCI), principal termômetro e mais reconhecido centro de referência da produção científica internacional. Esse montante é 25% superior ao registrado em 2001.

Ações institucionais implantadas pela Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP) facilitaram a atuação dos pesquisadores. Em 2003, por exemplo, foi criada a Comissão Central de Pesquisa, cujo objetivo é traçar diretrizes para incentivar e apoiar a ação da Universidade no campo científico.

Além de manter sob sua responsabilidade a Comissão de Avaliação e Desenvolvimento Institucional (Cadi), o Fundo de Apoio ao Ensino, à Pesquisa e à Extensão (Faepex), o Programa de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e o Posto de Atendimento da Fapesp, a PRP passou a coordenar o Centro Nacional de Processamento em Alto Desempenho em São Paulo (Cenapad-SP), que foi responsável pelo desenvolvimento de 448 projetos de pesquisa da Unicamp e de outras instituições.

Financiamento – A excelência da produção científica da Unicamp credencia a Universidade a receber recursos de diferentes fontes e agências de fomento e de financiamento de pesquisa. O volume de recursos teve um aumento significativo no período 2002-2204, apesar da estagnação econômica e das restrições impostas às agências federais em 2003. Os financiamentos somaram R$ 382 milhões.

Destacam-se, nos recursos contratados, os aportes da Fapesp no triênio, que totalizaram R$ 160,4 milhões, apesar de restrições decorrentes das oscilações cambiais. Registrou-se também um pequeno crescimento no volume de recursos recebidos do CNPq e Capes, o que pode ser atribuído ao aumento nas cotas de bolsas. Nesse contexto, o número de bolsas de iniciação científica concedidas pelo Pibic cresceu 85% em 2003, passando de 280 a 516.

E mais:

Capacitação
Workshop realizado em 2002 com a Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) resultou em programa de capacitação de engenheiros e pós-graduandos em engenharia de software embarcado voltados para a engenharia aeronáutica. Coordenado pela Unicamp, o curso recebeu a inscrição de 1.200 candidatos. Os melhores alunos serão contratados pela Embraer.

Projetos
Entre os projetos desenvolvidos no período 2002-2004, destacam-se as pesquisas nas áreas de genômica, do Centro de Fotônica, com materiais complexos e de sistemas de chip, microssistemas e nanoeletrônica.

Extensão
A partir de novembro de 2003, o antigo Faep, hoje Faepex ( Fundo de Apoio ao Ensino, Pesquisa e Extensão), passou a apoiar também as atividades de extensão – anteriormente, os financiamentos do órgão eram destinados à pesquisa e ao ensino.

Avaliação de tecnologias
A Agência de Inovação está estruturando, em parceria com o Sebrae, projeto que prevê a capacitação de alunos de graduação e de pós-graduação para a avaliação das tecnologias desenvolvidas na Unicamp.

Projetos temáticos
O incremento à pesquisa interdisciplinar foi uma das marcas do triênio. A implantação de projetos temáticos recebeu atenção especial da Pró-Reitoria de Pesquisa, que criou uma nova modalidade de apoio no Faepex. Foram aprovados 18 projetos, com linhas de financiamento que somaram R$ 327 milhões.

Núcleos e centros
Os centros e núcleos da Unicamp captaram no triênio R$ 47,5 milhões com seus convênios e contratos de pesquisa.

Ensino médio
Estudantes da primeira e segunda séries do ensino médio tiveram a oportunidade de estagiar em laboratórios do campus da Unicamp por meio do projeto “Ciência e Arte nas Férias”. A versão de 2004 do programa reuniu participantes de 50 escolas. Alunos desenvolveram 51 projetos, que foram expostos na forma de painéis.

Digital
Inaugurada em agosto de 2003, a Biblioteca Digital da Unicamp reuniu e disponibilizou a produção científica, acadêmica e cultural da Universidade. Trata-se do maior acervo eletrônico do país, com mais de 600 mil páginas, 4.180 teses e 6.758 documentos digitalizados até março de 2005.

Iniciação
O XII Congresso de Iniciação Científica da Unicamp, realizado em 2004, teve nada menos que 905 trabalhos apresentados por alunos de graduação, número 48% superior ao registrado no ano anterior. Em sessão do Conselho Universitário (Consu), os melhores trabalhos foram premiados e seus autores, homenageados.

Infra-estrutura
Catorze unidades de ensino e pesquisa da Unicamp foram contempladas com recursos provenientes do Fundo de Infra-estrutura (CT-INFRA), órgão gerido pelo Finep e gerenciado pela Coordenação Geral da Universidade (CGU). No triênio 2001-2203, foram liberados R$ 6,7 milhões para obras de infra-estrutura e manutenção.

Prêmios
A excelência da pesquisa da Unicamp foi reconhecida no Prêmio Governador do Estado e no Prêmio Jovem Cientista. No primeiro certame, dos 17 prêmios concedidos pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Estado, cinco contemplaram pesquisadores da Unicamp. No caso do prêmio concedido pela Fundação Roberto Marinho, a Unicamp conquistou o primeiro lugar na categoria “Institucional” por ter o maior número de estudantes inscritos – 13 entre 99 participantes.


Laboratório no Instituto de Física: aumenta o número de grupos e linhas de pesquisa (Foto: Antoninho Perri)


Agência de Inovação abre canais
e estimula parcerias estratégicas


A longa tradição da Unicamp nas chamadas parcerias estratégicas ganhou um grande impulso com a criação, em 2003, da Agência de Inovação (Inova). Primeira do gênero no país, a Inova apresenta, em menos de dois anos de funcionamento, indicadores que atestam o sucesso de sua implantação, que visa sobretudo abrir canais de cooperação com a sociedade capazes de incrementar as atividades de pesquisa e ensino na Universidade. No ano passado, por exemplo, foram firmados 13 contratos de licenciamento que envolvem 26 patentes.

O estímulo e a orientação para o registro de patentes, área em que a Unicamp exerce liderança no país, é outro objetivo da Inova. Contando em seu quadro com técnicos especializados, a Agência de Inovação se incumbe de cuidar de toda a negociação e da documentação dos licenciamentos, deixando o pesquisador livre das tarefas burocráticas.

O primeiro grande projeto da Inova, que já está em execução, é um estudo de viabilidade do novo parque tecnológico de Campinas, que contará com recursos dos governos estadual, federal e municipal.

No âmbito das parcerias estratégicas, a Agência de Inovação iniciou a prospecção de áreas de interesse comum com diferentes empresas e órgãos governamentais. Foram realizados cerca de 20 workshops, destacando-se os eventos organizados em 2003 com a Itautec, Petrobrás e CPFL. Nesse contexto, o encontro com a Petrobrás resultou no projeto do Laboratório Experimental de Petróleo, cujo convênio no valor de R$ 1,3 milhão dá continuidade a uma parceria iniciada há 16 anos.

Laboratório no Instituto de Física: aumenta o número de grupos e linhas de pesquisa (Foto: Antoninho Perri)



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