| Edições Anteriores | Sala de Imprensa | Versão em PDF | Portal Unicamp | Assine o JU | Edição 348 - 18 a 24 de dezembro de 2006
Leia nesta edição
Capa
Caixa preta
ERRATA
Menor liga metálica
Prêmio Zeferino Vaz
Concurso de contos
Cláudia Medeiros
Colhedeira de tomate
Cratera vira sítio geológico
Emergente da Inovação
Aborto espontâneo
Doenças cardiovasculares
Idosos
Quimioterapia
Painel da semana
Teses
Livro da semana
Roberto Goto
Saúde para Angola
 

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Fábula pessoana e
crítica da desumanização
ficam entre melhores do
Concurso de Contos

Marisa Lajolo: primeiro lugar na estréia como contista (Foto: Antoninho Perri)Cássio Henrique Dyna Corrêa Lorato pode tocar mal o baixo, jogar bola mais ou menos e escrever por necessidade e desespero, mas está entre os premiados no Concurso de Contos Unicamp Ano 40. Terceiro colocado nesta primeira edição, com o texto Moacir encostado na parede, no dia 12 ele participou da premiação na sala do Conselho Universitário da Unicamp, ao lado da primeira colocada Marisa Philbert Lajolo. Professora aposentada da Unicamp e do Mackenzie, Marisa apostou em seu primeiro conto, intitulado Fernando Pessoa, meu caro Watson. O escritor J. Toledo, segundo colocado, não pôde comparecer à cerimônia, mas foi representado pelo jornalista Eustáquio Gomes.

Primeira edição teve 640 inscritos; segunda será em 2008

J. Toledo, segundo colocado: vasta experiência em crônicas (Foto: Rogério Capela (AAN))O jovem escritor Cássio Henrique Lorato, formado no Instituto de Estudos da Linguagem, encantou o professor Marco Aurélio Cremasco, que até sugeriu um título ao livro: “Ápice da desumanização do outro”. Em síntese, Cremasco refere-se à leitura da sociedade atual na qual Lorato criou o personagem Moacir, um cidadão que caminha pela cidade até conseguir um empréstimo numa financiadora para pagar outras contas. Concursos como o da Unicamp, na opinião de Lorato, dão a oportunidade de os escritores desconhecidos publicarem seus textos. “Dizem que a literatura foi descartada, mas ela nunca será. A literatura existe, o que falta é espaço para publicar”, desabafa o jovem escritor, que vive entre o trabalho de professor em uma escola particular e projetos sociais voltados à educação.

Cássio Henrique Lorato, o terceiro: “Falta espaço para publicar” (Foto: Antoninho Perri)No conto Fernando Pessoa, meu caro Watson, de Marisa Lajolo, Alberto Caiero não é um pseudônimo de Pessoa, como na vida real, mas sim um poeta de quem ele “surrupia” os versos. O texto marca a estréia da professora como contista e sua primeira participação em concurso do gênero. Há quatro anos, ela publicou o romance O destino em aberto. “Depois de muitos anos escrevendo sobre obras de outros autores, decidi contar minha própria história”, disse na cerimônia de premiação.

O autor de Jogo de Caxangá, José Mário Arruda Toledo (J. Toledo), tem uma vasta experiência na produção de crônicas. Nascido em São Paulo, é também jornalista, artista plástico e fotógrafo, e escreveu os livros Flávio de Carvalho – o comedor de emoções (Brasiliense/Unicamp, 1994); A divina com mídia – crônicas bizantinas (Brasiliense, 1996), Dicionário de suicidas ilustres (Record, 1999) e Dois uísques em Cafarnaum (Record, 2006).

Os 40 melhores contos, selecionados entre 640 inscritos, serão reunidos em uma publicação a ser lançada pela Editora da Unicamp. A idéia é repetir o Concurso de Contos a cada dois anos e está confirmada a realização da segunda edição em 2008. Da lista final de 40 premiados, divulgada em 29 de novembro, a comissão julgadora substituiu três contos por descumprimento do regulamento.


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