Parceria entre Unicamp e Saúde Pública busca validar novo teste de Covid-19

Baseada em inteligência artificial, a tecnologia desenvolvida na Unicamp pode ser aplicada em outros setores industriais, além da saúde

Tecnologia desenvolvida por pesquisadores da Unicamp usa inteligência artificial na realização de diagnósticos em nível molecular. A técnica de análise de espectrometria de massa por inteligência artificial foi licenciada, com o apoio da Inova Unicamp, para o Lacen (Laboratório Central de Saúde Pública) em uso exclusivo para testes de Covid-19. A detecção é feita a partir de uma amostra de sangue do paciente, na qual é gerado uma assinatura numérica que mostra alterações causadas pelo coronavírus.  

“Quando inserimos a amostra de sangue no espectrômetro, é feita a separação do sangue e do plasma, e, posteriormente, o espectrômetro gera uma assinatura numérica, em torno de 14 e 15 mil números, que são as moléculas presentes no plasma. A partir dessas moléculas é que são verificados se há alguma alteração, no caso, a presença do vírus”, explica o professor Anderson Rocha, um dos inventores da tecnologia.  

O Lacen é uma rede de laboratórios nacionais que respondem à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), portanto, os testes realizados pelo Lacen direcionam os resultados para a Anvisa a fim de obter o registro de regulamentação do produto. Os testes estão sendo feitos por meio de coleta de amostras de pacientes em hospitais de Santa Catarina. Após a coleta, o Lacen submete as amostras no espectrômetro e compara com os mesmos resultados obtidos pelo teste PCR. 

Rocha também conta que o Lacen já colheu diversas amostras e, para auxiliar na validação do serviço, eles também estão coletando amostras em São Paulo e fazendo a comparação entre os resultados do espectrômetro e do exame PCR. “Estamos auxiliando o Lacen nas coletas e análises de amostras em São Paulo. Ao todo, buscamos uma amostragem de 300 testes realizados pelo espectrômetro”, relata. 

O algoritmo de inteligência artificial usado no espectrômetro, quando treinado para encontrar padrões, detecta, de forma automática, biomarcadores com qualquer alteração nas moléculas. O custo deste equipamento para os testes de covid-19 tem um custo inferior quando comparado ao exame PCR, além de apresentar os resultados mais rápido e de ser possível identificar se o paciente possui maiores riscos de desenvolver manifestações graves da doença.

Leia matéria na íntegra publicada no site da Agência de Inovação da Unicamp. 

 

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Baseada em inteligência artificial, a tecnologia desenvolvida na Unicamp pode ser aplicada em outros setores industriais, além da saúde