A voz da imprensa nas primeiras horas da tragédia

Análise revela que a mídia nacional demorou a entender a real dimensão do rompimento da barragem

Para examinar a construção da narrativa das primeiras 26 horas da maior tragédia ambiental brasileira pela imprensa, avaliamos que era imprescindível identificar as publicações ocorridas em tempo real por alguns sites de notícias, assim como resgatar as falas e experiências de quem esteve no local do vazamento, naquele momento, logo após o rompimento das barragens.

Dessa forma, além de examinar as primeiras manchetes publicadas sobre o vazamento dos detritos, também entrevistamos alguns dos jornalistas que estiveram na região ainda no dia 5 de novembro, bem como profissionais que participaram da edição e planejamento da cobertura do tema naqueles primeiros momentos. Foram ouvidos a repórter da Rádio Itatiaia em Belo Horizonte, Edilene Lopes, o coordenador de reportagem do Estado de Minas, Álvaro Fraga, e a subeditora do portal EM, Jociane Morais.

A análise das manchetes mostra que a mídia nacional demorou a entender a real dimensão da tragédia. Isso se deu principalmente pelo fato de o acidente ter ocorrido fora do eixo das grandes capitais, onde os grandes jornais e agências de notícias não têm sucursais, nem correspondentes, mesmo que terceirizados. Esse distanciamento, de alguma forma, silenciou o noticiário da tragédia nas primeiras horas do acidente.

As primeiras manchetes

 Informações protocolares, padronizadas e com destaque tímido, que não retratam a real dimensão da tragédia. É o que mostra a análise das notícias publicadas sobre o desastre em Mariana pelos principais veículos de comunicação brasileiros nas primeiras 26 horas do vazamento de resíduos e lama. Pouca reportagem e muita replicação de notícias de outras mídias.

A primeira notícia do rompimento das barragens foi divulgada pela Rádio Itatiaia de Ouro Preto, que recebeu a informação diretamente do presidente da Associação de Moradores de Bento Rodrigues, José do Nascimento de Jesus, mais conhecido como Zezinho do Bento. Rapidamente, a notícia começou a repercutir. No entanto, num primeiro momento, a informação que circulava pelas principais redações de Minas Gerais foi que ocorrera um acidente numa barragem próxima àquela cidade histórica.

Na redação do Estado de Minas (EM), a chefia de reportagem fez a checagem dessa informação diretamente com a equipe da sucursal do jornal em Ouro Preto. Esclarecido que o incidente ocorrera em Bento Rodrigues, o portal do Estado de Minas foi o primeiro site de notícias a escrever sobre a tragédia na internet brasileira naquele 5 de novembro de 2015, às 16h49.  “Barragem de rejeitos se rompe em mineradora de Mariana: acompanhe ao vivo”, era a manchete do portal.

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Reprodução da primeira notícia publicada no portal EM em 5/11/15, às 16h49 | Fonte: Portal UAI, EM

Ainda sem equipe de reportagem no local, o veículo se limitou a publicar as informações oficiais confirmadas pelo Corpo de Bombeiros de Ouro Preto. Mas a notícia já citava a Samarco como empresa responsável pelo depósito de rejeitos e dava as primeiras informações sobre vítimas fatais. Dessa forma, os jornalistas, mesmo sem estarem no local, assumiam que um acidente daquela proporção poderia fazer vítimas fatais a partir do conhecimento prévio da existência de dezenas de barragens em pequenos distritos e vilarejos em Minas Gerais.

Com informações da rádio CBN Minas, o G1, site de notícias da Globo e o maior em audiência no País, publicou quase meia hora depois do site EM, às 17h14, sua primeira notícia sobre o desastre. Esclarecia, já no título, “Barragem se rompe, e enxurrada de lama destrói distrito de Mariana”, que o acidente aconteceu num distrito de Mariana. No subtítulo da publicação, afirmava que a área foi evacuada e notificava uma morte confirmada, informação também atribuída aos bombeiros. Alguns parágrafos abaixo, na mesma notícia, o site afirmava que a vítima faleceu porque passou mal ao saber da tragédia. Mais uma vez, a falta de informações leva a um discurso que constrói a percepção de situação sob controle, sem dar ainda a real dimensão da tragédia.

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Reprodução da primeira notícia publicada no site G1 em 5/11/15 às 17h14 | Fonte: G1

Os três maiores jornais impressos, com presença e relevância nacional, Folha de S. Paulo, Estado de São Paulo e O Globo, publicaram, inicialmente, informações tímidas sobre o acidente em seus sites, em horários bem próximos, cerca de três horas após o rompimento da barragem. Nenhuma das manchetes falava de vítimas ou de responsabilidades sobre a tragédia, nem citava a empresa proprietária da barragem. A Folha com o título “Barragem de mineradora se rompe em MG e deixa um morto e desaparecidos” relacionou o desastre à empresa, ao citar o termo “barragem de mineradora”. O Estadão trazia no subtítulo a informação de que os números de vítimas eram desencontrados até aquele momento.

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Reprodução da primeira notícia publicada pelo portal Estadão, às 18h27 | Fonte: portal Estadão
 
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Reprodução da primeira notícia publicada pelo site da Folha S. Paulo às 18h31 | Fonte: site da Folha S. Paulo

O portal de notícias UOL foi o primeiro veículo nacional a falar sobre desaparecidos em sua manchete. A publicação sobre o acidente em Minas aconteceu apenas às 18h49, mais de três horas após o vazamento das barragens, mas o site já falava de dez pessoas desaparecidas na região. Quase seis horas após o acidente, a manchete do portal R7 tratava do rompimento da barragem, citando um morto e 16 desaparecidos.

Outros veículos internacionais, como o El País Brasil, e mesmo coletivos de jornalistas independentes, como o site Jornalistas Livres, publicaram notícias sobre a tragédia no fim do dia ou apenas no dia seguinte, mas com um conteúdo mais abrangente acerca do maior desastre ambiental brasileiro. Já traziam depoimentos dos sobreviventes, desenhavam o cenário de completa destruição da cidade e contextualizavam a dependência econômica da região da indústria extrativa mineral.

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Reprodução da primeira notícia publicada pelo site El País às 21h07 | Fonte: site do El País

O objetivo desta breve análise realizada a partir de pesquisa dos links de conteúdo publicados pelos sites de notícias é mostrar como a construção dos textos jornalísticos, em especial na internet e durante um acontecimento que se desenrola em tempo real, com fatos ainda em desenvolvimento, pode trazer uma percepção equivocada para os leitores de um determinado acontecimento. É comum, porém, em grandes coberturas de acidentes, que as primeiras notícias publicadas, baseadas em informações precárias e muitas vezes desencontradas, quando as informações ainda são escassas, levem a leituras e interpretações equivocadas dos fatos. É preciso tempo para uma apuração mais rigorosa dos fatos e das responsabilidades.

Como tratam alguns autores da Análise do Discurso e da Linguística Textual, como Eni Orlandi, Mikhael Bakhtin e Ingedore Koch, um texto é construído com base num ponto de conhecimento, de informações e signos já conhecidos pelo emissor e pelo receptor da mensagem. A memória é o interdiscurso, ela traz à tona o que não é dito, o que já foi dito e que causa efeitos. E, além disso, há sempre um propósito e uma intenção na construção textual. Uma manchete é um recorte da realidade, mas traz mensagens polifônicas.

O sentido de um texto, de uma notícia/manchete, segundo Orlandi, é uma construção que se amplia ou se reduz de acordo também com os interlocutores daquele discurso/texto. O discurso é sempre um processo de significação entre esses atores.

Assim, o silêncio dos principais veículos de comunicação naquele primeiro momento do acidente, em Mariana, também retratava a ausência de informações nas redações. Para alguns interlocutores, que já tinham em seu arcabouço de conhecimento dados sobre a região – como quantidade de pessoas que ali moravam ou o volume de rejeitos existentes nas barragens de Minas Gerais –, esse silêncio poderia significar a incapacidade de dimensionar a tragédia, mas eles sabiam que algo muito sério havia ocorrido: a existência de grandes perdas estava dada. Já para outros interlocutores mais distantes daquela realidade, a leitura das manchetes levava ao entendimento de que era apenas o rompimento de uma barragem, sem maiores prejuízos, humanos ou materiais. Naquele primeiro momento, a leitura dessa cobertura tímida, ou mesmo desse silêncio, poderia levar por esses dois caminhos de interpretação dos fatos.

Entendemos as dificuldades para o processo de apuração e checagem de informações impostas neste caso pela distância do local do acidente, mas ressaltamos também a existência de outras possibilidades que permitiriam um entendimento mais rápido nesse cenário de poucas e desencontradas informações. Era possível, por exemplo, descrever justamente essa incapacidade de registrar o que de fato ocorria, seja pelo desconhecimento da região, seja pelo fato de o distrito ter ficado ilhado. A indicação das mineradoras que atuavam na região, entrevistas com especialistas em mineração ou mesmo um mapa da área já trariam uma maior amplitude para a cobertura nos primeiros momentos de informação escassa. O único veículo que percebeu isso mais rapidamente foi o Estado de Minas, que iniciou em seu site uma cobertura em tempo real, propondo uma leitura contínua dos acontecimentos.

O papel do jornalista é possibilitar ao leitor uma maior capacidade de compreensão dos fatos, ainda que eles não estejam absolutamente esclarecidos e checados. É possível contextualizar, levantar hipóteses, apontar responsabilidades, apresentar ao leitor uma melhor interpretação dos fatos em uma cobertura jornalística em construção. Mas assim como não houve avisos para a população de Bento Rodrigues sobre a lama que descia sobre o vilarejo, as primeiras horas de cobertura do desastre ambiental em Mariana não davam a real dimensão do acontecimento.

Somente após a repercussão nas redes sociais e na mídia alternativa, os veículos da imprensa acordaram para a dimensão da tragédia e ampliaram suas coberturas com destaques em seus sites e edições impressas.


Pelos olhos de quem esteve lá

Naquele fatídico 5 de novembro de 2015, a repórter de política da Rádio Itatiaia em Belo Horizonte, Edilene Lopes, havia sido escalada para fazer a cobertura do Fórum Brasileiro de Mineração. Por volta das 16h20, recebeu uma mensagem por Whatsapp da chefia de reportagem, perguntando se havia alguém da Samarco no evento. “O povo de Ouro Preto ligou aqui, avisando que rompeu uma barragem deles lá pros lados de Bento Rodrigues”, dizia a chefia na mensagem.

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Edilene, que já conhecia bem a região, rapidamente respondeu: “Então manda alguém logo para o local porque é longe e a equipe vai demorar a chegar. E se prepara aí, porque deve ser coisa grande”. Menos de cinco minutos depois, Edilene foi informada pela chefia de reportagem que a barragem tinha mesmo rompido e que era ela mesmo quem iria para o local da tragédia, direto do evento e apenas com a roupa do corpo. “Só tive tempo de passar na redação para buscar o equipamento de transmissão ao vivo porque já sabia que seria preciso”, lembra. Ela estava certa. Ficou em Bento Rodrigues participando da cobertura do desastre por cerca de três meses.

Assim como Edilene, os profissionais que participaram da cobertura nas primeiras horas da tragédia tiveram que lidar com informações desencontradas e silêncios em relação à responsabilidade pela tragédia. A própria forma como a informação sobre o rompimento da barragem chegou à Rádio Itatiaia confirma isso. Desesperado com o cenário de destruição e sem saber muito como orientar os sobreviventes, o presidente da Associação Comunitária de Bento Rodrigues, José do Nascimento de Jesus, mais conhecido como Zezinho do Bento, telefonou para a redação da Rádio Itatiaia de Ouro Preto pedindo ajuda. “Ele ligou para a redação antes até de chamar o Corpo de Bombeiros. Ele sabia que nessa hora era preciso alertar todo mundo sobre a tragédia e que assim o socorro chegaria mais rápido”, conta Edilene.

A repórter chegou ao local do acidente um pouco antes das 20h. Decidiu ir direto para o hospital porque no caminho, presa num gigantesco engarrafamento, já tinha entrado em contato com a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros e sabia que o acesso ao vilarejo estava complicado por conta da lama que invadira a estrada de terra. No hospital, teve seu primeiro encontro com um dos sobreviventes. “Era uma moça, chamada Ana . Na correria para fugir, ela tinha se perdido do marido, mas ainda achava que ia encontrá-lo vivo. O corpo dele só foi achado 15 dias depois”. Edilene não encontrou feridos. “Pensei logo: gente, morreu todo mundo! Já faziam mais de cinco horas da tragédia, quem estava vivo já teria aparecido”, conta a jornalista.

Mas ela estava enganada, havia sim sobreviventes. Estavam ilhados, refugiados no alto de uma pedra, em Bento Rodrigues, aguardando o resgate. “As pessoas passaram a noite em cima daquela pedra, no frio. Quando foram resgatadas, muitas nem conseguiam falar. Estavam meio em choque, sem entender o que tinha acontecido. Nunca vou esquecer a tristeza, o desalento daqueles rostos”, relata Edilene.

Ainda na noite do rompimento da barragem e vazamento da lama, a polícia local impediu a imprensa e curiosos de entrarem no vilarejo. Retirou todos que estavam por lá. Edilene burlou a determinação e entrou na área escondida dentro de um carro de bombeiros que foi resgatar os sobreviventes logo no início da manhã. “Eu queria ver de perto. A cidade tinha acabado. Eu precisava entrar lá, ter uma visão melhor do que tinha acontecido”, conta a jornalista, que não acreditou no cenário de destruição completa que viu. “Não tinha nada além de lama. A cidade tinha desaparecido”, diz referindo-se ao subdistrito de Bento Rodrigues.

ReproduçãoJá na redação do Estado de Minas, a informação sobre a tragédia chegou à equipe de Gerais pelo Twitter. A estagiária encarregada de monitorar as redes sociais viu um tweet do Corpo de Bombeiros falando do desastre. “Eu tinha acabado de sair da reunião de fechamento quando o Roney Garcia, nosso subeditor, me disse: - Esquece de ir embora! Rompeu uma barragem lá em Ouro Preto”, conta o jornalista Álvaro Fraga, coordenador de reportagem do Estado de Minas para o impresso e para o site EM. Ele lembra que inicialmente a informação que chegou a circular era que o acidente tinha sido em Ouro Preto.

Imediatamente, Fraga enviou duas equipes para a região e tratou de reservar dois quartos de hotel, que funcionaram como sucursal do jornal por quase dois meses de cobertura ininterrupta da tragédia. “Em alguns momentos chegamos a ter cinco equipes na região produzindo conteúdo. Trabalhamos com mais de 110 pessoas nessa cobertura. Como as pessoas precisavam folgar, envolvemos repórteres de todas as editorias, gente do esporte, da cultura. E o melhor era o espírito colaborativo das pessoas, todo mundo queria participar”, relembra.

A subeditora do site EM, Jociane Morais, já estava em casa quando soube do ocorrido. As mensagens no grupo de WhatsApp não paravam de pipocar e ela se preparou para chegar bem mais cedo ao jornal na manhã de sexta, para cuidar da publicação do conteúdo em tempo real. “Era um dia em que estávamos com gente de folga. Tínhamos enviado só um repórter e um trainee para o local”, lembra. Ainda naquela manhã, a jornalista soube que uma pessoa próxima de sua família estava desaparecida. “Mesmo sendo um vilarejo pequeno, era uma região com muita gente conhecida em Mariana; assim tivemos conhecimento rápido de muitas histórias, tanto de sobreviventes, como das vítimas”, conta a jornalista.

A equipe do portal percebeu logo que a cobertura do acidente seria extensa e mereceria uma edição especial. Para isso, foi criado um ambiente dedicado a esse conteúdo no site e também no impresso, além do uso da ferramenta de publicação de conteúdo em tempo real para reunir as matérias de forma cronológica, auxiliando o leitor a entender melhor como se deu a tragédia.

A produção de conteúdo multimídia também foi priorizada pela equipe de edição da cobertura. Os primeiros jornalistas enviados pelo Estado de Minas para o local da tragédia ficaram responsáveis pela produção dos primeiros vídeos. “As imagens eram impressionantes e assustadoras, um rastro sem fim de lama e de destruição”, conta Jociane.

Álvaro Fraga destaca também a importância dos celulares e dos aplicativos de mensagens para garantir a qualidade da cobertura em tempo real. Era pelo grupo de WhatsApp que os repórteres mandavam atualizações, fotos, vídeos e até digitavam matérias. “Muitas vezes não dava tempo de chegar no hotel. Era ali no WhatsApp mesmo que o povo escrevia a matéria e mandava para a redação.”

As equipes que participaram da cobertura das primeiras horas do rompimento da barragem confirmam o vácuo de informações deixado pela mineradora Samarco naquele momento inicial. “Naquelas primeiras horas e dias, eles realmente estavam perdidos. Eu lembro que cheguei a parar na porta da filial da empresa que fica na região e pedir para falar com alguém. E não havia ninguém que pudesse esclarecer o que estava acontecendo. Só no dia seguinte é que a empresa veio conversar com a imprensa, dar informações, colocar executivos para falar. Demorou muito”, recorda Edilene.

Jociane confirma a lentidão dos retornos da companhia nas primeiras horas e a reversão desse quadro quando a gestão da crise já estava planejada. “Depois de se organizarem para gerir a crise, a informação passou a chegar rápido e de forma bem articulada”, conta a subeditora.


Rescaldos da tragédia

Quem viveu a cobertura da tragédia de Mariana de forma tão intensa e de perto não consegue abandonar o seu desenrolar. Muitos dos jornalistas das equipes que acompanharam a cobertura dos primeiros meses da tragédia estavam lá novamente no dia 5 de maio de 2016, quando o desastre completou seis meses. Costumavam trocar informações sobre o caso e se falavam com frequência, inclusive com muitos dos sobreviventes. “Não dá para abandonar essa cobertura. É um desastre de proporções gigantescas para a vida daquelas famílias. Elas ligam, mandam mensagens, temos um grupo no WhatsApp. Eu estava de férias, e mesmo assim falei com duas pessoas sobreviventes de Bento e com uma assessora da Samarco. Continuo muito conectada às pessoas. Aquela vida delas foi embora”, explica Edilene.

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Edilene Lopes, uma das primeiras jornalistas a chegar ao local | Fonte: Rádio Itatiaia

Para Álvaro Fraga, um legado importante deixado pela cobertura do desastre foi o fato de os repórteres do Estado de Minas terem voltado para a reportagem na rua, tanto os mais novos como os mais experientes. “Hoje, com a internet, o jornalismo fica muito preso na redação e no gabinete, quase acomodado. Ali, não tinha como. Ninguém tinha acesso à informação. Para descobrir alguma coisa tinha que ir até lá, perguntar, ouvir, investigar. Tivemos a oportunidade de fazer jornalismo de verdade, de novo”, conclui.     

 

Referências

KOCH, Ingedore. O texto: construção de sentidos. São Paulo: Contexto, 2007.

BAKHTIN, Mikhail. Marxismo e Filosofia da Linguagem. Hucitec: 6º Edição.

ORLANDI, Eni. Análise de discurso. In: ORLANDI, Eni; RODRIGUES, Suzy (Orgs.). Discurso e textualidade. Campinas: Pontes, 2006.

Barragem de rejeitos se rompe em mineradora de Mariana. Estado de Minas, Minas Gerais, 05 nov. 2015 . Disponível em: http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2015/11/05/interna_gerais,704901/barragem-de-rejeitos-se-rompe-em-mineradora-de-mariana-acompanhe-ao-v.shtml. Acesso em: 30 mai.2016.

Barragem de rejeitos se rompe em distrito de Mariana. G1 Globo.com, Rio de janeiro, 05 nov.2015. Disponível em: http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2015/11/barragem-de-rejeitos-se-rompe-em-distrito-de-mariana.html. Acesso em 30 mai.2016

Barragens se rompem e atingem distritos de Mariana. O Globo, Rio de Janeiro, 05 nov.2015. Disponível em: http://oglobo.globo.com/brasil/barragens-se-rompem-atingem-distritos-de-mariana-mg-17975110. Acesso em 30 mai. 2016.

Barragem de rejeitos se rompe em Minas Gerais. Estadão, São Paulo, 05 nov.2015. Disponível em: http://brasil.estadao.com.br/noticias/geral,barragem-de-rejeitos-se-rompe-em-minas-gerais,10000001248. Acesso em 01 jun. 2016.

Barragem de mineradora se rompe no interior de Minas. Folha de S. Paulo, São Paulo, 05 nov.2015. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/11/1702717-barragem-de-mineradora-se-rompe-no-interior-de-minas-gerais.shtml. Acesso em: 01 jun.2016.

Dez pessoas desaparecem após rompimento de barragem em Mariana. UOL, São Paulo, 05 nov.2015. Disponível em: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2015/11/05/dez-pessoas-desaparecem-apos-rompimento-de-barragem-em-mariana-mg.html. Acesso em:
1 jun. 2016.

Rompimento de barragem deixa pelo menos um morto e 16 desaparecidos em Mariana. R7, São Paulo, 05 nov.2015. Disponível em: http://noticias.r7.com/minas-gerais/fotos/rompimento-de-barragem-deixa-pelo-menos-um-morto-e-16-desaparecidos-em-mariana-mg-06112015#!/foto/1. Acesso em 1 jun.2016.

Barragem se rompe em Minas e deixa mortos e dezenas de desaparecidos. El Pais, São Paulo, 05 nov.2015. Disponível em: http://brasil.elpais.com/brasil/2015/11/05/politica/1446760230_611130.html. Acesso em 1 jun. 2016.

Minas de Tristeza. Jornalistas Livres, São Paulo, 07 nov. 2015. Disponível em: http://jornalistaslivres.org/2015/11/minas-de-tristeza/. Acesso em 1 jun. 2016.

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Raquel Almeida: Jornalista, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1992). Mestranda em Divulgação Científica e Cultural na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), sob orientação do professor Dr. Rafael Evangelista, com bolsa CAPES. Em 2012, concluiu pós-graduação em Marketing pelo Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Tem experiência na área de Comunicação, com ênfase em Jornalismo e Editoração, especialmente com jornalismo online e projetos de conteúdo em meios digitais.Trabalhou por 20 anos em redações de jornais e revistas no Rio de Janeiro e São Paulo. ​ ​Foi repórter e editora em veículos como Jornal do Brasil, O Dia, Veja, Gazeta Mercantil, Globo.com e O Globo. Desde 2001, estuda e participa de pesquisas em jornalismo online e produtos digitais. Email: raqalmeida@gmail.com


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