Direitos Humanos na prática: Unicamp lança guia para uma comunidade mais justa e igualitária

Foi a partir de situações e dúvidas trazidas pela comunidade universitária que a Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DEDH) da Unicamp elaborou um guia para ajudar docentes, funcionários e estudantes a estabelecerem formas de convivência cada vez mais pautadas pelo respeito às diferenças e pela empatia.

A publicação digital que será lançada durante a programação da Calourada Unicamp 2021 na próxima segunda-feira (15), às 16h30, durante mesa-redonda que será transmitida pelo YouTube, quer mostrar através de uma linguagem acessível a importância de revermos ações e hábitos em nosso cotidiano para podermos nos comprometer com práticas mais inclusivas e igualitárias. A ideia é, principalmente, oferecer ferramentas para o combate aos preconceitos no ambiente institucional e na sociedade, ajudando a colocar em prática a Política de Direitos Humanos aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) em novembro de 2020.

“Recebemos por parte da comunidade, com bastante frequência, apelos para que nós fornecêssemos material para melhorar o acolhimento e o tratamento de questões nas unidades. Então o conteúdo do guia foi modulado por essa demanda, e ao mesmo tempo, pelas questões mais importantes que nós fomos identificando nos atendimentos que fomos dando às unidades”, explica a professora Néri de Barros Almeida, diretora executiva da DEDH.

Com apoio das Comissões Assessoras que atuam em temas e eixos específicos da Diretoria – como acessibilidade, diversidade, combate à violência sexual e de gênero, refugiados, entre outras – o guia busca esclarecer conceitos e contextualizar discussões que estão diretamente relacionadas ao combate à violência estrutural, à injustiça social, e às diversas formas de discriminação. “Além de apresentar conceitos e dificuldades dos sujeitos nesse contexto de preconceito e racismo estrutural, ele também apresenta gestos que podem ser desenvolvidos imediatamente, tanto nas relações interpessoais, quanto nas relações institucionais”, reforça Néri.

O que são minorias, como funciona a discriminação, palavras e expressões que excluem, ou como identificar e combater o preconceito sutil – esses são alguns dos temas abordados na publicação. “A questão mais importante a ser visada por qualquer comunidade que queira avançar no respeito à dignidade humana é a atenção à violência: seja à violência verbal, à violência física ou à violência simbólica. E há níveis de violência que extrapolam nossa percepção porque eles estão naturalizados pela cultura”, reflete a professora, para quem a solução é assumirmos o compromisso de repensar cotidianamente atitudes e formas de expressão discriminatórias. “Que a Universidade seja uma referência e que ela seja inspiradora de práticas de resolução de questões que não passam por meios violentos”, defende.

O guia será distribuído com apoio das unidades e órgãos da Unicamp, e poderá ser compartilhado pela comunidade inclusive fora da Universidade. Além disso, a DEDH também pretende realizar um trabalho de conscientização nas redes sociais, com postagens e vídeos educativos sobre os diferentes temas e conceitos discutidos na publicação.

O trabalho de editoração gráfica do guia foi realizado gratuitamente pela da Agência Sabiá, com ilustrações de Pevê Azevedo.

“A prática dos Direitos Humanos: conceitos básicos para uma comunidade mais justa e igualitária” poderá ser conferido, após o lançamento, no site da Diretoria Executiva de Direitos Humanos.

Confira a entrevista também nos principais aplicativos de podcast: basta procurar por “Repórter Unicamp”.