Nova estrutura administrativa é apresentada em fórum de ATDs e ATUs

Teresa Atvars faz apresentação utilizando um telão no palco do auditório
Professora Teresa Atvars: canal de comunicação entre administração e unidades

A nova estrutura administrativa da Unicamp foi apresentada aos Assistentes Técnicos (ATs) e diretores de unidade e órgãos da Universidade. O 1° Fórum de Assistentes Técnicos da Unicamp foi realizado na última segunda-feira (26), no auditório GGBS, promovido pela Coordenadoria Geral da Universidade (CGU), Pró-Reitoria de Desenvolvimento Universitário (PRDU) e Diretoria Geral de Recursos Humanos (DGRH). A ideia é que os encontros aconteçam regularmente, como forma de aumentar o diálogo entre as instâncias administrativas. Mais sobre o fórum

 “Queremos desenvolver uma pauta permanente com reuniões periódicas, criando um canal direto de comunicação com os órgãos da administração central. Queremos que os assistentes e diretores tragam suas demandas e assuntos relevantes para a administração para que possamos equacionar e melhorar a gestão, além de avaliar ações implementadas pelos órgãos centrais”, destacou a coordenadora geral da Unicamp, Teresa Atvars. A reunião foi conduzida por ela e pela pró-reitora de Desenvolvimento Universitário, Marisa Beppu, com a participação do coordenador da DGRH, Gilmar Dias.

Dentre as modificações, está a criação da Diretoria Executiva de Administração (DEA), em substituição à Vice-Reitoria Executiva de Administração (VREA) e da Diretoria Executiva de Relações Internacionais (DERI) no lugar da Vice-Reitoria Executiva de Relações Internacionais (VRERI). Foram criadas ainda a Diretoria Executiva da Área da Saúde (DEAS), a Diretoria Executiva de Ensino Pré-Universitário (DEEPU) e a Diretoria Executiva de Planejamento Integrado (DEPI).

A DEPI irá absorver a Coordenadoria de Planejamento Físico Territorial da Unicamp – CPlan que inclui o Plano Diretor. A DEAS envolverá todos os órgãos da área, inclusive o Centro de Saúde da Comunidade (Cecom). A DEEPU vai gerenciar o Colégio Técnico de Campinas (Cotuca) e o Colégio Técnico de Limeira (Cotil), além da Divisão de Educação Infantil e Complementar (DEdIC), que passará a ser entendida como um órgão de ensino, deixando de estar vinculada à DGRH.

No âmbito das pró-reitorias, Atvars salientou que a PRDU terá ênfase muito forte na questão orçamentária.A PRDU vai se aprofundar na questão orçamentária, mas também na análise de médio e longo prazo. Por isso criamos a Comissão de Planejamento e Acompanhamento Econômico (CPLAE) que estará atenta às decisões, resoluções e novas leis que impactem no nosso orçamento”. Já na PREAC, o destaque será nas questões culturais.

A CGU, com um conjunto de órgãos, irá abrigar a DGRH, antes vinculada ao Gabinete do Reitor (GR). O Grupo Gestor de Tecnologias Educacionais (GGTE) será transferido para a Pró-Reitoria de Graduação (PRG). O Serviço de Informações ao Cidadão (SIC) será administrado pela Ouvidoria da Unicamp. O Portal da Transparência será reformulado e será implantada ainda uma comissão de desburocratização. A coordenadora geral também afirmou que a reitoria está criando um grupo que se chamará “Incluir” para organizar todas as ações de acessibilidade na Unicamp. O Espaço da escrita será incluído na Pró-Reitoria de Pesquisa (PRP).

“Do ponto de vista econômico nós fizemos uma resolução de contingenciamento que é importante porque o que foi planejado no nosso orçamento não está se efetivando com a arrecadação do ICMS abaixo do esperado e a queda nas reservas orçamentárias”, afirmou. Tanto Atvars, como a pró-reitora de Desenvolvimento Universitário descreveram as soluções do contingenciamento que abrangem as reservas orçamentárias, concursos públicos, e progressões nas carreiras de funcionários, docentes e pesquisadores.

Imagem do auditório do GGBS lotado para o evento
Auditório cheio para o Fórum
Marisa Beppu faz apresentação de dados em frente ao telão iluminado
A pró-reitora Marisa Beppu explica sobre programa de mobilidade

Os órgãos da administração tiveram 20% dos recursos para passagens e pagamentos de diárias, do ano base 2016, contingenciados. Nas unidades de ensino e pesquisa e órgãos da área da saúde não houve cortes. “Os recursos de investimentos estão contingenciados, os recursos já aprovados são avaliados pela PRDU e os recursos disponíveis nos órgãos da administração Central foram reduzidos”, reiterou Atvars. Ainda está em verificação a proposta de redução de despesas de água, telefonia, energia e transporte.

A coordenadora geral disse ainda que a CGU também está pensando no futuro, com a implantação de uma gestão estratégica. “Estamos trabalhando nessas duas vertentes, cuidar do dia a dia da Universidade, com todas as dificuldades que temos e ainda ‘colocar na rua’ o planejamento da Unicamp”, acentuou Atvars.

Como alternativa ao contingenciamento, a administração deverá lançar um programa de mobilidade interna com o objetivo de equilibrar a distribuição de servidores. A iniciativa ainda está sendo estudada. “É essencial que nós invistamos em um programa de mobilidade como nunca fizemos antes, de maneira que possamos ter alguns princípios sendo atendidos”, afirmou Beppu. A ideia será mover funcionários para locais onde há demanda de trabalho.

Outra alternativa apontada pela pró-reitora de Desenvolvimento Universitário é a recertificação de áreas. “Temos que começar a trabalhar de maneiras diferentes, otimizar processos, aglutinar setores, repensar e simplificar os locais de trabalho”, comentou.