Notas da Unicamp a
propósito da ocupação da reitoria

17/05/2016 - 21:45

NOTA DA UNICAMP

A propósito da reunião realizada nesta terça-feira (17) com representantes dos estudantes que ocuparam o prédio da reitoria, informamos o seguinte:

A Reitoria tomou ciência das reivindicações dos manifestantes e argumentou sobre as medidas tomadas para fazer frente à atual crise econômica. Ficou estabelecido que, após os manifestantes deliberarem sobre os argumentos apresentados, será realizado novo encontro até o final desta semana na busca de uma solução para o caso.

A Unicamp reiterou que as medidas de contenção estabelecidas pela reitoria para enfrentar a crise econômica não implicarão em riscos para as atividades de ensino, pesquisa, extensão e de assistência à saúde.

Todos os programas de bolsas de estudos e de apoio à assistência e permanência estudantil mantidos pela Universidade estão integralmente preservados e, em vários casos, ampliados. Na semana passada a reitoria aprovou 86 novas bolsas de auxílio moradia para estudantes carentes que ingressaram na Unicamp neste ano.

A Universidade conta atualmente com um total de 832 vagas gratuitas na moradia estudantil voltadas para estudantes de graduação e pós-graduação.  Além disso, aumentou o número de bolsas de auxílio moradia, passando de 310 em 2012, para 791 em 2016.  As bolsas de auxílio social aumentaram de 833 em 2012 para 1.450 em 2016. Não houve redução em nenhum dos programas de apoio aos estudantes.

A Unicamp também atua para ampliar a inclusão social nos cursos de graduação, o que também contempla uma inclusão maior dos candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). Em 2016, a Universidade registrou o ingresso de 47,6% de alunos oriundos da escola pública, o que representa um resultado muito próximo da meta de 50% do total de ingressantes estabelecida para 2017 nos cursos de graduação. Dos 47,6% de alunos oriundos de escolas publicas, 22,4% são autodeclarados pretos, pardos e indígenas. Isso mostra que não foi necessário adotar o sistema de cotas para que os objetivos de inclusão sócio econômica e étnico-raciais fossem atingidos.

Assessoria de Imprensa

Campinas, 17 de maio de 2016


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NOTA DA UNICAMP

Preocupada com a circulação de informações imprecisas sobre as mobilizações ocorridas no campus de Campinas, a Unicamp vem a público esclarecer o seguinte:

A crise econômica vem impactando as contas da Universidade, o que a obriga a rever o seu orçamento anual. A forma de se fazer isso, no exercício da autonomia universitária, é por meio de contingenciamentos, que decorrem da queda de arrecadação de ICMS. Em função disso, tomou-se a decisão, em conjunto com diretores de unidades e da área de saúde, de ajustar as despesas à conjuntura econômica atual.

São infundadas as informações de que haverá congelamento de concursos e de contratação de professores e funcionários. Todos os processos que estavam em andamento continuam vigentes e, portanto, haverá contratação desses profissionais, assim como serão realizados os concursos já programados.

Importante destacar que não há riscos para as atividades de ensino, pesquisa, extensão e de assistência à saúde.

Todos os programas de bolsas de estudos e de apoio à assistência e permanência estudantil mantidos pela Universidade, estão integralmente preservados e, em vários casos, ampliados.

A preservação desses programas de permanência estudantil é pautada por projetos de inclusão que a Unicamp desenvolve e vem ampliando. É bom destacar que na semana passada a reitoria aprovou 86 novas bolsas de auxilio moradia para estudantes carentes que ingressaram na Unicamp neste ano.

A Universidade conta atualmente com um total de 832 vagas gratuitas na moradia estudantil voltadas para estudantes de graduação e pós-graduação.  Além disso, aumentou o número de bolsas de auxilio moradia, passando de 310 em 2012, para 791 em 2016.  A demanda por moradia estudantil está sendo suprida por meio desses programas. As bolsas de auxílio social aumentaram de 833 em 2012 para 1.450 em 2016. Ainda nesse item, a Unicamp mantém vários outros programas de assistência e permanência estudantil, tais como: subsídio-alimentação, atendimento médico-odontológico, isenção de taxas de vestibular, auxílio-transporte e apoio a atividades extracurriculares. Não houve redução em nenhum dos programas de apoio aos estudantes.

A Unicamp também atua de modo criativo e inovador para ampliar a inclusão social nos cursos de graduação, o que também contempla uma inclusão maior dos candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas (PPI). Em 2016, a Universidade registrou o ingresso de 47,6% de alunos oriundos da escola pública, o que representa um resultado muito próximo da meta de 50% do total de ingressantes estabelecida para 2017 nos cursos de graduação. Dos 47,6% de alunos oriundos de escolas públicas, 22,4% são autodeclarados pretos, pardos e indígenas. Isso mostra que não foi necessário adotar o sistema de cotas para que os objetivos de inclusão sócio econômica e étnico-raciais fossem atingidos.

Com o objetivo de reduzir o custeio com empresas de prestação de serviços, os órgãos da administração procederão uma revisão dos contratos, sem que isso implique em prejuízo para as atividades de ensino, pesquisa, extensão e assistência à  saúde.

A Unicamp reitera a sua atuação responsável no exercício da autonomia universitária, preservando o compromisso de manter a qualidade de suas atividades de ensino, pesquisa e extensão e na assistência à saúde.

A Administração Central da Unicamp discorda da ocupação dos prédios da Universidade como forma de mobilização, pois sempre esteve e continua aberta ao dialogo.

 

Reitoria da Unicamp

13 de maio de 2016

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NOTA DA UNICAMP

A propósito da invasão do prédio da reitoria da Unicamp, informamos o seguinte:
A Segunda Vara da Fazenda Pública de Campinas expediu nesta quarta-feira (11) mandado de reintegração de posse do prédio ocupado pelos manifestantes.

A reitoria destaca, porém, que mantém-se aberta ao diálogo e aguarda o contato de um interlocutor dos manifestantes para apresentação de sua pauta de reivindicações, a fim de que o caso seja abordado de maneira pacífica, na busca de soluções adequadas à comunidade universitária.

Assessoria de Imprensa

Campinas, 12 de maio de 2016
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NOTA DA UNICAMP
A propósito da ocupação do prédio da reitoria, informamos o seguinte:

1.    Todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão funcionam normalmente no campus.

2.    Os funcionários que atuam no prédio da reitoria passaram a trabalhar em outros espaços e desenvolvem suas atividades normalmente.

3.    A reitoria mantem-se aberta a negociações com os manifestantes.

Assessoria de Imprensa
Campinas, 12 de maio de 2016

 

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NOTA DA UNICAMP

A propósito das medidas de contenção anunciadas pela reitoria, esclarecemos o seguinte:

1) No dia 28 de abril a reitoria publicou resolução que estabelece medidas de contenção de despesa para enfrentar as dificuldades apresentadas atualmente pela economia. A medida resultou de um acordo estabelecido com diretores de unidades de ensino e pesquisa da Unicamp e da Área de Saúde.

2) As medidas anunciadas representam uma atitude de responsabilidade e cautela diante do baixo crescimento da arrecadação do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICM), principal fonte de financiamento da Universidade, e do cenário econômico adverso que se projeta para 2016, com expectativa de queda nas receitas oriundas do Tesouro do Estado.

3) A medida levou em conta a expectativa de redução de R$ 40 milhões nas receitas da Universidade para o ano de 2016 em função da queda na arrecadação estadual. O contingenciamento discutido com os diretores de unidades tratou de alternativas para compensar essa redução e resultou na resolução que estabeleceu as medidas de contenção.

4) Esse contingenciamento abordará principalmente atividades-meio (administração) e não atividades-fim (ensino e pesquisa).  Com isso, todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão, incluindo bolsas de estudo e apoio aos estudantes, de diferentes naturezas, estão preservadas.

5)  Também não haverá cortes de recursos na área de saúde, principalmente no que diz respeito à assistência. Todas as atividades de assistência no complexo hospitalar da Unicamp estão garantidas.

6) Na área de recursos humanos, as medidas de contenção referem-se apenas às vagas de reposição previstas para esse ano e ainda não ocupadas. Não haverá cortes de vagas já ocupadas.

7) O orçamento da Unicamp passa por revisões periódicas e esse quadro será reavaliado assim que a economia demonstrar sinais de recuperação.

Assessoria de Imprensa
Campinas, 11 de maio de 2016


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NOTA DA UNICAMP

PROGRAMA DE MORADIA ESTUDANTIL DA UNICAMP

Em atividade desde 1990, o Programa de Moradia Estudantil (PME) da Unicamp tem por finalidade garantir estadia gratuita e de qualidade para estudantes de graduação e pós-graduação provenientes de famílias com baixa renda. Historicamente, nenhum aluno com renda per capita familiar igual ou inferior a 1,5 salário mínimo deixou de ser atendido pelo programa. Em situações emergenciais, e nos campi de Limeira e Piracicaba, os estudantes contam ainda com uma bolsa moradia, destinada ao aluguel de residência.

O PME faz parte da política institucional de assistência e permanência estudantil, que em 2015 contou com recursos da ordem de R$ 54,826 milhões. Esse montante correspondeu a 17,25% do orçamento de custeio da universidade no período. Só com a Moradia foram gastos R$ 3.412 milhões, incluindo reformas e outros benefícios. O restante foi distribuído entre Programa de Bolsas, Subsídio Alimentação, Atendimento Médico e Odontológico, Serviço de Apoio ao Estudante e Programa de Apoio a Atividades Extracurriculares.

Os candidatos ao PME submetem-se a um processo de seleção que obedece exclusivamente a critérios socioeconômicos. Os interessados preenchem um formulário, reúnem documentos e são entrevistados por assistentes sociais. O Programa também adota um índice de classificação (IC), que leva em conta fatores como doença grave na família e formação escolar em instituição pública.

Os alunos selecionados moram em um conjunto residencial com 18.632 mil metros quadrados de área construída. Das 253 unidades habitacionais, capazes de comportar 900 moradores, 226 têm área de 64 metros quadrados e se compõem de quarto, sala, cozinha e banheiro. Conhecidas internamente como casas, abrigam quatro moradores. Outras 27 unidades, com 48 metros quadrados, denominadas estúdios, destinam-se a casais ou estudantes solteiros com filhos menores. Existem ainda 13 salas de estudo, 4 centros de vivência e um campo de futebol.

Os estudantes com maiores dificuldades financeiras também podem pleitear a Bolsa Auxilio Social (BAS) no valor de R$ 767,62 mensais. No âmbito dessa bolsa, os alunos devem desenvolver atividades em projetos da universidade. Nos últimos cinco anos, aproximadamente metade dos moradores contemplados pelo PME contaram com a BAS. O aluno também recebe auxílio para alimentação, sendo duas refeições diárias no restaurante do campus e dois percursos de ônibus como auxílio-transporte.

Assessoria de Imprensa
Campinas, 11 de maio de 2016


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Nota da Unicamp sobre ocupação da reitoria

A reitoria da Unicamp foi surpreendida por volta das 23h00 de ontem (10) com a ocupação de suas instalações, que incluem as pró-reitorias, no campus de Campinas.

A reitoria desconhece a motivação do ato e estranha que a ocupação tenha ocorrido sem qualquer reivindicação prévia por parte dos manifestantes.

Nesse momento, a Administração Central avalia o quadro a fim de tomar as medidas cabíveis.

Importante esclarecer que todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão funcionam normalmente.

Reitoria da Unicamp
Campinas, 11 de maio de 2016