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Estatísticas anuais têm colocado a segurança pública como um grande problema no Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, ocorreram em 2018 mais de 51 mil assassinatos. Neste contexto, o último Café com Conversa do ano aborda o tema "Segurança pública: quais são as armas?". Na mesa de debates, a professora do IFCH Susana Durão e o advogado e ex-secretário municipal de Segurança Pública Ruyrillo Pedro de Magalhães. O programa é produzido pela RTV Unicamp e realizado em parceria com a Editora da Unicamp e Casa do Professor Visitante (CPV). 

Texto: Everaldo Rodrigues | Editora da Unicamp | Especial para o JU

Está no ar o programa “Café com conversa” gravado no dia 13 de  novembro de 2019, produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV-Funcamp. O tema do debate foi “Segurança pública: quais são as armas?”, e contou com a participação de Susana Durão, professora do Departamento de Antropologia do IFCH-Unicamp, e o advogado Ruyrillo Pedro de Magalhães, ex-delegado e ex-secretário municipal de Segurança Pública de Campinas.

A segurança pública é a condição essencial para que a paz social seja assegurada a cada indivíduo. Está na Constituição Federal de 1988, no artigo 144º, que a segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, por intermédio dos seguintes órgãos: Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Ferroviária Federal, Polícias Civis, Polícias Militares e Corpo de Bombeiros Militares. A segurança pública é pensada como um sistema que reúna diversos conhecimentos e ferramentas estatais com o compromisso de manter um estado de ordem pública, em consonância com as leis e o bem-estar geral.

Estatísticas anuais, no entanto, têm colocado a segurança pública como um grande problema no Brasil. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), ocorreram em 2018 mais de 51.000 assassinatos. Dentre os mortos de crimes violentos, 71% são homens negros, de baixa escolaridade e renda. O Brasil também é mencionado em outros rankings da violência: é o quinto país que mais mata mulheres e o país com o maior índice de assassinatos de transexuais no mundo. Além disso, é o país com o maior número de mortes envolvendo a Polícia Militar: em 2016, 453 policiais civis e militares brasileiros foram vítimas de homicídio e 4.222 pessoas foram mortas durante ações policiais. Tais números sublinham o estado de insegurança em que muitos vivem, principalmente nas grandes cidades do país.

Para Susana Durão, uma das causas desse nível de violência é o acesso às armas de fogo. Contrariando o pensamento de que mais armas trazem mais segurança, a professora acredita que o problema tende a piorar com a flexibilização da lei de desarmamento, e que o mundo já deu muitos exemplos de como esse pensamento não reduz a violência. “Os Estados Unidos é um exemplo. A liberalização das armas criou lá novos fenômenos de insegurança muito difíceis de combater, como os assassinatos em massa em escolas, que é um derivado desse acesso fácil às armas”, diz Susana Durão, que questiona se de fato a intenção da liberalização é a melhoria da segurança ou se há um fator econômico envolvido: “Nós temos a possibilidade dessa legalização criar novos fenômenos de insegurança, mas sendo vendida como uma possibilidade das pessoas se defenderem individualmente. Só que nós não estamos em uma sociedade onde cada um vive sozinho. Nós vivemos em conjunto, e às vezes não conseguimos controlar os processos que derivam dessa vontade de individualizar os direitos. Todos os estudos em geral apontam para uma falência da liberalização das armas, e que ela serve sobretudo para criar um mercado armamentista”.

O advogado Ruyrillo Pedro de Magalhães salienta que a segurança pública é obrigação do Estado, e que há uma ilusão na imagem do indivíduo armado como alguém capaz de resolver os problemas da violência. “O Estado está aí para garantir a segurança, de várias formas, a curto, a médio e a longo prazo. Nós temos Polícias aqui, e são elas que devem fazer a segurança, e não o cidadão fazer o papel do policial. Muitas vezes, uma pessoa que tem arma é pega de surpresa por um bandido, ela não tem sequer tempo de usar essa arma”, afirma  Ruyrillo, que valoriza o efeito do Estatuto do Desarmamento na diminuição dos crimes, desde sua aprovação em 2003.

Assista ao programa:

Café com Conversa encerra o ano com o tema Segurança Pública

A série produzida pela RTV Unicamp, com direção e roteiro do professor do Instituto de Artes Gilberto Sobrinho, é composta de três programas de entrevistas, com o objetivo de discutir a descolonização cultural em diferentes frentes. Trata-se de um conjunto de conversas sobre arte e cultura de matrizes africanas e afro-brasileiras e indígenas, com foco em curadoria, coleção, arte e religiosidade e literatura indígena.

Está no ar o programa Améfrica.TV com direção e roteiro do professor do Instituto de Artes Gilberto Alexandre Sobrinho e produção executiva da jornalista Patrícia Lauretti. A série é composta por três programas de entrevistas com conversas sobre arte e cultura de matrizes africanas e afro-brasileiras e indígenas. O foco do programa consiste em arte e religiosidade, curadoria, coleção e literatura indígena.  

As entrevistas foram concedidas por  Fabiana Lopes, Babá Toloji, Andrea Mendes, Eliane Potiguara, Daniel Munduruku, Márcia Kambeba, Auritha Tabajara e Cristino Wapichana

O título do programa foi inspirado em texto escrito por Lélia Gonzales.  

“Portanto, a Améfrica, enquanto sistema etnogeográfico de referência, é uma criação nossa e de nossos antepassados no continente em que vivemos, inspirados em modelos africanos. Por conseguinte, o termo amefricanas/amefricanos designa toda uma descendência: não só a dos africanos trazidos pelo tráfico negreiro, como a daqueles que chegaram à AMÉRICA muito antes de Colombo. Ontem como hoje, amefricanos oriundos dos mais diferentes países têm desempenhado um papel crucial na elaboração dessa Amefricanidade que identifica, na Diáspora, uma experiência histórica comum que exige ser devidamente conhecida e cuidadosamente pesquisada. Embora pertençamos a diferentes sociedades do continente, sabemos que o sistema de dominação é o mesmo em todas elas, ou seja: o racismo. Essa elaboração fria e extrema do modelo ariano de explicação, cuja presença é uma constante em todos os níveis de pensamento, assim com parte e parcela das mais diferentes instituições dessas sociedades”. (Lélia Gonzales, 1988)

Ficha técnica:

Câmera e som: Kleber Casablanca e Diego Riquelme 

Som: Maria Angélica Lemos e Natasha Rodrigues

Edição e finalização: Larah Camargo

Secretaria Executiva de Comunicação da Unicamp: Peter Schulz, Luiza Moretti e Jorge Calhau

 

Série aborda arte e cultura de matrizes africanas e indígenas

O Café com Conversa está no ar. Nesta edição, o tema do debate é A redação no Vestibular Unicamp, com a participação de Cynthia A. B. Neves, doutora em Linguística Aplicada pela Unicamp, membro da Câmara Deliberativa do Vestibular e coorganizadora do livro A redação no Vestibular Unicamp: O que e como se avalia; e Sérgio Paganim, formado em Letras pela USP e coordenador de linguagens do Anglo Vestibulares. O Café com Conversa é produzido pela TV Unicamp em parceria com a Editora e a Casa do Professor Visitante (CPV) da Funcamp.

Por Everaldo Rodrigues (Editora da Unicamp / Especial para o JU)

Está no ar o programa “Café com conversa” gravado no dia 16 de outubro de 2019, produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV-Funcamp. O tema do debate foi “A redação no Vestibular Unicamp”, com a participação de Cynthia A. B. Neves, doutora em Linguística Aplicada pela Unicamp, membro da Câmara Deliberativa do Vestibular e coorganizadora do livro A redação no Vestibular Unicamp: O que e como se avalia; e Sérgio Paganim, formado em Letras pela USP e coordenador de linguagens do Anglo Vestibulares.

Professoras Cynthia A. B. Neves e Márcia Mendonça em sessão de autógrafos durante recente lançamento
As organizados do livro Luciana Amgarten Quitzau, Cynthia A. B. Neves, Márcia Mendonça e Patrícia Aquino em sessão de autógrafos durante lançamento da Editora da Unicamp

O programa teve como foco o citado A redação no Vestibular Unicamp: O que e como se avalia, livro organizado por Márcia Mendonça e Cynthia A. B. Neves. O lançamento da Editora da Unicamp reúne textos escritos por membros da própria Comvest, que detalham o método de avaliação e correção das redações, expondo as tabelas, os dados e as grades analíticas utilizadas nesse processo. A proposta do livro é expor a filosofia da Comvest para a elaboração do tema da redação e os critérios utilizados, posteriormente, para sua correção. Ao considerar que a produção textual seja o resultado das práticas desenvolvidas ao longo da escolarização, o livro busca contribuir para a formação dos estudantes, colaborando com o ensino básico e com o desenvolvimento de uma habilidade de escrita que cumpra os requisitos exigidos.

Para o professor Sérgio Paganim, o livro A redação no Vestibular Unicamp vem para evitar equívocos e manter uma relação de transparência entre instituição e docentes. “Criam-se mitos a respeito da redação da Unicamp, que tem um caráter muito especial de gêneros textuais, diferente de outros exames importantes, portanto, a transparência é um critério fundamental para a Unicamp se explicar e para que os professores possam trabalhar de uma maneira muito mais afinada com a banca, sem mitos, sem invenções.” O livro oferece muitas possibilidades para o trabalho em sala de aula, sendo possível, como afirma Paganim, até mesmo a preparação de um curso baseado na obra.

“A transparência na Universidade pública se faz necessária. Ser transparente a respeito da nossa grade de correção é parte de várias outras políticas públicas e outros processos que a Unicamp abriu, inaugurou, nesses últimos anos”, complementa Cynthia Neves, coorganizadora do livro. Todos os critérios de avaliação do texto possuem base teórica e, para Neves, é importantíssimo que a instituição possa mostrar de onde vieram esses critérios e quais são os seus fundamentos.

Assista ao programa.

Livro A Redação no Vestibular Unicamp: O que e como se avalia lançado recentemente pela Editora

Os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia, em especial nesta sexta-feira, 20 de setembro quando inicia a Greve Global Pelo Clima. Protestos estão sendo realizados em vários países para chamar a atenção para as mudanças climáticas e os efeitos nocivos da ação humana sobre a natureza. Produzido pela TV Unicamp em parceria com a Editora e a CPV-Funcamp, o programa trata da questão ambiental com os professores Carlos Joly e Leila da Costa Ferreira.   

Por Everaldo Rodrigues (Editora da Unicamp / Especial para o JU)

Está no ar o programa “Café com conversa” gravado no dia 18 de setembro de 2019, produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV-Funcamp. O tema do debate foi “A questão ambiental”, com a participação de Carlos Alfredo Joly, professor do Instituto de Biologia da Unicamp e ex-coordenador do Programa Biota-Fapesp, e Leila da Costa Ferreira, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade e organizadora do livro A questão ambiental na América Latina, lançado pela Editora da Unicamp em 2011.

A questão ecológica é pauta relevante e atual, em especial no Brasil, onde ganhou destaque ao longo do mês de agosto. As recentes queimadas na região amazônica se estenderam por vários dias e com uma intensidade inédita. Desde então, o caso tem sido assunto na mídia e na política internacional. Diversos países, que negociam comercialmente com o Brasil, emitiram declarações que foram desde ameaças de boicotes a produtos brasileiros até sugestões de intervenção administrativa na Amazônia, caso o governo não se posicionasse para combater a crise. As queimadas intensas estão sendo investigadas pela Polícia Federal, com forte suspeita de terem sido causadas por um movimento conjunto de produtores rurais.

Desde sua posse, o presidente Jair Bolsonaro tem assinado decretos que afrouxam a fiscalização em áreas florestais e propõem o perdão de multas ambientais. Somam-se a isso a forte influência da bancada ruralista na Câmara e os impactos negativos da administração de Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente, cuja atuação tem gerado mal-estar entre diversos órgãos, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que pedem sua demissão. Direta ou indiretamente, tais medidas soam como incentivo aos grandes produtores rurais e exploradores de minérios.

Dados de satélite divulgados no mês de julho pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, no decorrer de 2019, os focos de incêndio aumentaram 80% no Brasil, em relação ao mesmo período de 2018. A divulgação desses dados causou uma crise entre o governo e o ex-presidente do Inpe, Ricardo Galvão, que foi exonerado, em mais uma atitude polêmica de Bolsonaro. Para Leila da Costa Ferreira, que é membro, desde 2005, do Lead Faculty of the Earth System Governance Project, a resistência de alguns políticos a levar em consideração dados científicos de impacto tem a ver com estruturas sociais. “Não há a menor dúvida, do ponto de vista científico, sobre a questão das mudanças climáticas e sua relação com a ação humana. Mas os políticos menos sérios têm a necessidade de negar tais dados porque isso diz respeito ao nosso cotidiano, aos nossos processos de consumo, ao nosso processo de desenvolvimento, enfim, e mexe com estruturas sociais muito elementares para que os políticos saibam lidar com elas.” Fica evidente como políticas governamentais que deveriam ser consideradas “de Estado”, como planos de preservação ambiental ou de redução de gases do efeito estufa, são reavaliadas e às vezes até abandonadas, dependendo da mudança de comando da nação.

O desmatamento também repercute sobre a imagem do Brasil pelo mundo, não só politicamente como economicamente. “Um dado recente mostra que o mercado de exportação de carne é responsável por 13% do desmatamento atual. Isso vai ter uma repercussão imediata na Europa. Já há países europeus que vão dizer: ‘Não compramos mais carne do Brasil, porque não queremos ser indiretamente responsáveis pelo desmatamento que ocorre lá’”, diz o professor Carlos Alfredo Joly.

A crise coloca o Brasil no centro de um debate que envolve o mundo inteiro. A região amazônica é o maior bioma do planeta, responsável, entre outras coisas, pelos ciclos de chuva da região Sudeste, uma vez que grande parte do volume de precipitação que ali chega depende dos chamados “rios aéreos”, nuvens de vapores atmosféricos oriundas da Amazônia. Pesquisas recentes indicam, inclusive, que as crises de abastecimento hídrico, enfrentadas nos últimos anos pelos paulistas, estão diretamente ligadas ao desmatamento descontrolado da floresta amazônica. Os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia, especialmente nesta sexta-feira (20), quando começa a Greve Global Pelo Clima, protestos que serão realizados em diversos países do mundo, com o objetivo de chamar a atenção para as mudanças climáticas e os efeitos nocivos da ação humana sobre a natureza. Leila da Costa Ferreira, neste caso, não titubeia: “Estarei lá, na rua, com os jovens”.

Assista ao programa

Café com conversa: convidados os professores Carlos Joly e Leila da Costa Ferreira

A série, produzida pela TV Unicamp, apresenta entrevistas com historiadores e tem como temas o voto feminino no Brasil, primeiras leis trabalhistas, movimento operário, expulsão de estrangeiros, entre outros. A coleção de documentos sobre o político e advogado da velha República está disponibilizada em uma plataforma digital do Centro de Memória da Unicamp.  

Adolpho Gordo (1858-1929) foi senador da velha República e desempenhou atividades parlamentares diversas, especialmente no estado de São Paulo. A coleção de documentos sobre o político e advogado foi digitalizada e disponibilizada em uma plataforma do Centro de Memória da Unicamp (CMU). O projeto, coordenado pela pesquisadora colaboradora Maria Alice Rosa Ribeiro, contou com apoio do edital do Programa de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo (PROAC-SP), voltados à área de arquivos permanentes. A TV Unicamp produziu seis vídeos sobre Adolpho Gordo.

Intitulada “Adolpho Gordo, memórias de um senador da República”, a série apresenta entrevistas com historiadores da Unicamp e de outras instituições sobre temas como voto feminino no Brasil, primeiras leis trabalhistas, movimento operário, expulsão de estrangeiros, entre outros. Há também um clip que conta o processo de desenvolvimento do projeto e diversas etapas até a inserção na plataforma de difusão e acesso AtoM: atom.cmu.unicamp.br.

Acesse todos os vídeos no canal da TV Unicamp

Clip do Projeto

O voto feminino no Brasil

Lei de Acidentes de Trabalho

Propaganda Republicana em Campinas

Lei de Expulsão de Estrangeiros e Repressão ao Anarquismo

Adolpho Gordo, por Alice Lang

Leia mais:

Centro de Memória da Unicamp promove seu IX Seminário Nacional

CMU é certificado no programa Memória do Mundo da Unesco

O político  desempenhou atividades parlamentares diversas, especialmente no estado de São Paulo

Está no ar o programa “Café com conversa”, gravado no dia 19 de junho e produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV Funcamp. O tema do debate foi “Trabalho no século XXI”, com os entrevistados Ricardo Antunes, professor do IFCH-Unicamp, e Silvio Beltramelli Neto, procurador e professor da PUC-Campinas.

Everaldo Rodrigues

Está no ar o programa “Café com conversa” gravado no dia 19 de junho e produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV Funcamp. O tema do debate foi “Trabalho no século XXI”, com os entrevistados Ricardo Antunes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, e Silvio Beltramelli Neto, professor da PUC-Campinas e procurador na Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região.

Como norte do debate, foram utilizados dois livros lançados pela Editora da Unicamp: Tempos modernos, jornadas antigas, de Pietro Basso, e A formação do cibertariado, de Ursula Huws. Os convidados discorreram sobre o impacto ocasionado pelas novas tecnologias de informação e comunicação, pelos processos de reestruturações pós-crises e pela mercadorização dos serviços públicos nas convenções empregatícias. Dois pontos cruciais foram abordados: a crescente sobrecarga de trabalho, acompanhada por altos índices de desemprego, e a formação de uma nova classe trabalhadora, que se valeu do desenvolvimento das telecomunicações, mas acabou se tornando refém de um sistema de trabalho cada vez menos humanizado.

Você talvez se pergunte: Mas como pode haver desemprego em massa quando, por outro lado, os trabalhadores empregados cada vez mais se encontram em jornadas de trabalho mais intensas? Não bastaria apenas contratar a mão de obra ociosa e diminuir as cargas horárias? Pois é esse aparente paradoxo que os debatedores procuram esclarecer. Já o segundo ponto se relaciona com o desenvolvimento do que a pesquisadora Ursula Huws chamou de “cibertariado”, conceito que une as palavras “cibernética” e “proletariado” para designar esse novo tipo de mão de obra, baseada no uso constante de tecnologias de informação, o qual corresponde a uma larga parcela dos trabalhadores atuais.

O professor Ricardo Antunes comentou o papel da tecnologia nessas novas formas de organização do trabalho, destacando o quanto ela foi apropriada negativamente pelas corporações: “Houve, nos anos 70, 80, mesmo no começo dos 90, uma certa ilusão de que a introdução da técnica pudesse trazer um alívio às condições de trabalho, uma redução da jornada de trabalho. […] Mas o problema crucial de nosso tempo é que a finalidade básica da tecnologia hoje não é atender às necessidades humano-sociais. A nossa tecnologia é plasmada por relações sociais desenhadas por um sistema em que é vital ela aumentar a produtividade e fortalecer grupos corporativos contra outros”.

A informalidade como uma das principais características do trabalho na atualidade também apareceu como um problema: “Essa questão informal oculta a questão de que o trabalho está sendo prestado em favor de um resultado que não é aproveitado diretamente por quem presta o trabalho”, diz Silvio Beltramelli, para quem é evidente que o trabalhador continua sendo o elo fraco na cadeia do capital, com direitos em constante ataque e precisando trabalhar muito mais.

Veja o programa:

 

Silvio Beltramelli Neto, professor da PUC-Campinas e Ricardo Antunes, professor do IFCH Unicamp

Alunos de Artes Cênicas da Unicamp interpretam a obra naturalista "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, publicada no final do século XIX. O espetáculo, gravado e editado pela equipe técnica da TV Unicamp, foi dirigido pelos professores Grácia Navarro e Marcelo Lazzaratto dentro do Projeto Integrado de Criação Cênica para alunos de graduação.

 

 

 

 

Imagem: Reprodução

A TV Unicamp acompanhou e produziu uma série de vídeos sobre o VI FMCB, que teve Guinga e Ernani Aguiar como homenageados. Além das coletivas de imprensa, estão na playlist um musical com o Quinteto Paraíba, sendo que algumas peças foram tocadas junto com Guinga, bate-papo com o público e uma reportagem especial sobre as atividades na Unicamp.

Luiza Bragion Moretti

Valorizar a música contemporânea brasileira, por meio de homenagens a compositores vivos e atividades gratuitas e abertas a toda a comunidade. Esse é o objetivo do Festival de Música Contemporânea Brasileira (FMCB) que, em 2019, chegou à sexta edição. Produzido pela Grupo Sintonize, com apresentação da CPFL Energia e apoio de outras instituições, o festival aconteceu de 26 a 30 de março em vários espaços culturais da cidade. Em dois dias, o Instituto de Artes (IA) sediou apresentações orais, mesas-redondas e mostras de música e pesquisa sobre Guinga e Ernani Aguiar, compositores homenageados deste ano. O evento também tem apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unicamp.

Guinga é reconhecido no Brasil e no exterior pela qualidade de sua obra. Atuou como violonista com vários artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, João Nogueira e Cartola e teve músicas gravadas por Elis Regina, Cauby Peixoto, Chico Buarque, Ivan Lins e Leila Pinheiro. Ernani Aguiar é compositor, regente, professor e pesquisador. É reconhecido como personalidade da música erudita no Brasil e no mundo. Desde 1987 é professor de regência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Villa-Lobos.

A TV Unicamp acompanhou e produziu uma série de vídeos sobre o VI FMCB, que teve Guinga e Ernani Aguiar como homenageados. Além das coletivas de imprensa completas com os músicos, estão na playlist um musical com o Quinteto Paraíba, sendo que algumas peças foram tocadas junto com Guinga, bate-papo com o público e uma reportagem especial sobre as atividades na Unicamp.

Assista aos vídeos:

Musical 


Bate-papo

 
Coletiva


Reportagem


 

 

 

 

 

Imagem: Reprodução

Meritocracia, políticas de acesso, cotas e autonomia foram alguns tópicos comentados pelos docentes José Alves de Freitas Neto, coordenador da Comvest e Renato Pedrosa, do Instituto de Geociências (IG).  

Imagem: Reprodução

Marinaldo Costa e o Anderson Arantes, alunos da Unicamp que pertencem à etnia Tukano, conversaram com o repórter Bruno Moraes sobre a importância e das dificuldades de estar na Universidade, e sobre a 1ª Semana dos Acadêmicos Indígenas da Unicamp.

Foto: Antoninho Perri