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Está no ar o programa “Café com conversa”, gravado no dia 19 de junho e produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV Funcamp. O tema do debate foi “Trabalho no século XXI”, com os entrevistados Ricardo Antunes, professor do IFCH-Unicamp, e Silvio Beltramelli Neto, procurador e professor da PUC-Campinas.

Everaldo Rodrigues

Está no ar o programa “Café com conversa” gravado no dia 19 de junho e produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV Funcamp. O tema do debate foi “Trabalho no século XXI”, com os entrevistados Ricardo Antunes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, e Silvio Beltramelli Neto, professor da PUC-Campinas e procurador na Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região.

Como norte do debate, foram utilizados dois livros lançados pela Editora da Unicamp: Tempos modernos, jornadas antigas, de Pietro Basso, e A formação do cibertariado, de Ursula Huws. Os convidados discorreram sobre o impacto ocasionado pelas novas tecnologias de informação e comunicação, pelos processos de reestruturações pós-crises e pela mercadorização dos serviços públicos nas convenções empregatícias. Dois pontos cruciais foram abordados: a crescente sobrecarga de trabalho, acompanhada por altos índices de desemprego, e a formação de uma nova classe trabalhadora, que se valeu do desenvolvimento das telecomunicações, mas acabou se tornando refém de um sistema de trabalho cada vez menos humanizado.

Você talvez se pergunte: Mas como pode haver desemprego em massa quando, por outro lado, os trabalhadores empregados cada vez mais se encontram em jornadas de trabalho mais intensas? Não bastaria apenas contratar a mão de obra ociosa e diminuir as cargas horárias? Pois é esse aparente paradoxo que os debatedores procuram esclarecer. Já o segundo ponto se relaciona com o desenvolvimento do que a pesquisadora Ursula Huws chamou de “cibertariado”, conceito que une as palavras “cibernética” e “proletariado” para designar esse novo tipo de mão de obra, baseada no uso constante de tecnologias de informação, o qual corresponde a uma larga parcela dos trabalhadores atuais.

O professor Ricardo Antunes comentou o papel da tecnologia nessas novas formas de organização do trabalho, destacando o quanto ela foi apropriada negativamente pelas corporações: “Houve, nos anos 70, 80, mesmo no começo dos 90, uma certa ilusão de que a introdução da técnica pudesse trazer um alívio às condições de trabalho, uma redução da jornada de trabalho. […] Mas o problema crucial de nosso tempo é que a finalidade básica da tecnologia hoje não é atender às necessidades humano-sociais. A nossa tecnologia é plasmada por relações sociais desenhadas por um sistema em que é vital ela aumentar a produtividade e fortalecer grupos corporativos contra outros”.

A informalidade como uma das principais características do trabalho na atualidade também apareceu como um problema: “Essa questão informal oculta a questão de que o trabalho está sendo prestado em favor de um resultado que não é aproveitado diretamente por quem presta o trabalho”, diz Silvio Beltramelli, para quem é evidente que o trabalhador continua sendo o elo fraco na cadeia do capital, com direitos em constante ataque e precisando trabalhar muito mais.

Veja o programa:

 

Silvio Beltramelli Neto, professor da PUC-Campinas e Ricardo Antunes, professor do IFCH Unicamp

Alunos de Artes Cênicas da Unicamp interpretam a obra naturalista "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, publicada no final do século XIX. O espetáculo, gravado e editado pela equipe técnica da TV Unicamp, foi dirigido pelos professores Grácia Navarro e Marcelo Lazzaratto dentro do Projeto Integrado de Criação Cênica para alunos de graduação.

 

 

 

 

Imagem: Reprodução

A TV Unicamp acompanhou e produziu uma série de vídeos sobre o VI FMCB, que teve Guinga e Ernani Aguiar como homenageados. Além das coletivas de imprensa, estão na playlist um musical com o Quinteto Paraíba, sendo que algumas peças foram tocadas junto com Guinga, bate-papo com o público e uma reportagem especial sobre as atividades na Unicamp.

Luiza Bragion Moretti

Valorizar a música contemporânea brasileira, por meio de homenagens a compositores vivos e atividades gratuitas e abertas a toda a comunidade. Esse é o objetivo do Festival de Música Contemporânea Brasileira (FMCB) que, em 2019, chegou à sexta edição. Produzido pela Grupo Sintonize, com apresentação da CPFL Energia e apoio de outras instituições, o festival aconteceu de 26 a 30 de março em vários espaços culturais da cidade. Em dois dias, o Instituto de Artes (IA) sediou apresentações orais, mesas-redondas e mostras de música e pesquisa sobre Guinga e Ernani Aguiar, compositores homenageados deste ano. O evento também tem apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unicamp.

Guinga é reconhecido no Brasil e no exterior pela qualidade de sua obra. Atuou como violonista com vários artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, João Nogueira e Cartola e teve músicas gravadas por Elis Regina, Cauby Peixoto, Chico Buarque, Ivan Lins e Leila Pinheiro. Ernani Aguiar é compositor, regente, professor e pesquisador. É reconhecido como personalidade da música erudita no Brasil e no mundo. Desde 1987 é professor de regência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Villa-Lobos.

A TV Unicamp acompanhou e produziu uma série de vídeos sobre o VI FMCB, que teve Guinga e Ernani Aguiar como homenageados. Além das coletivas de imprensa completas com os músicos, estão na playlist um musical com o Quinteto Paraíba, sendo que algumas peças foram tocadas junto com Guinga, bate-papo com o público e uma reportagem especial sobre as atividades na Unicamp.

Assista aos vídeos:

Musical 


Bate-papo

 
Coletiva


Reportagem


 

 

 

 

 

Imagem: Reprodução

Meritocracia, políticas de acesso, cotas e autonomia foram alguns tópicos comentados pelos docentes José Alves de Freitas Neto, coordenador da Comvest e Renato Pedrosa, do Instituto de Geociências (IG).  

Imagem: Reprodução

Marinaldo Costa e o Anderson Arantes, alunos da Unicamp que pertencem à etnia Tukano, conversaram com o repórter Bruno Moraes sobre a importância e das dificuldades de estar na Universidade, e sobre a 1ª Semana dos Acadêmicos Indígenas da Unicamp.

Foto: Antoninho Perri

 

 

Jefferson Picanço, professor do Instituto de Geociências, e Ana Ávila, meteorologista do Cepagri, são os entrevistados da primeira edição de 2019 do #CafécomConversa, programa produzido pela #TVUnicamp, em parceria com a #EditoradaUnicamp e #CPVFuncamp.

Está no ar a primeira edição 2019 do programa #CafécomConversa, produzido pela #TVUnicamp, em parceria com a #EditoradaUnicamp e a #CPVFuncamp. A cada mês, um tema é abordado por especialistas, sempre em conexão com livros editados ou em lançamento pela Editora. Desta vez, os entrevistados são Jefferson Picanço, professor do IG (Instituto de Geociências), e Ana Ávila, meteorologista do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura). Iniciativas acadêmicas em prevenção, adaptação e mitigação de desastres estão na pauta do programa. A próxima gravação já tem data: será 17 de abril, com o tema “Meritocracia no Ensino Superior”, com os professores José Alves de Freitas Neto e Renato Pedrosa.

Assista ao vídeo:

 

 


Veja mais sobre o tema em outros vídeos da TV Unicamp:

Fórum Eventos Meteorológicos Extremos

Registro Geral – Grupo de Estudos sobre Brumadinho

 


 

Ana Ávila, do Cepagri e Jefferson Picanço, professor do Instituto de Geociências | Imagem: Reprodução

A cantora Izabel Padovani e o jornalista Jeverson Barbieri, da Rádio Unicamp, entrevistam o compositor Guinga (foto), homenageado na 6ª edição do Festival de Música Contemporânea Brasileira, que ocorre em Campinas até o dia 30 deste mês. Ex-aluna da Unicamp, Izabel gravou, com a Orquestra à Base de Sopro de Curitiba, o CD Passarinhadeira, com canções de Guinga. Ouça a entrevista no programa Conexão Cultura.

O compositor Guinga | Divulgação

 

 

Dia 11 de fevereiro é o Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência. Oxigênio conversou com pesquisadoras e alunas da Unicamp sobre a questão que ainda carece muita reflexão: menos de 30% das pesquisadoras do mundo são mulheres. 

Oxigênio edição especial mulheres e meninas na Ciência

 

 

Neste programa temático, especialistas em psicologia e neurociências falam sobre os processos que movem nossas escolhas. Eles mostram como as emoções e ações inconscientes podem tanto atrapalhar como também ajudar na tomada de decisões.

Oxigênio #66 aborda as bases de nossas decisões

 

 

Organizado pela National Education Opportunities Network, hoje, 28 de novembro, é celebrado o Dia Mundial de Acesso à Educação Superior. A Unicamp programou uma série de atividades para colaborar com a iniciativa. De acordo com o reitor Marcelo Knobel, a ideia é ter uma plataforma online com todas as iniciativas ao redor do mundo. Ouça a entrevista do reitor.

Marcelo Knobel, reitor da Unicamp