Comédia e resistência nas sátiras gráficas

Texto analisa 12 charges, todas publicadas no ambiente digital, cuja marca é uma narrativa mais crítica sobre a tragédia

A arte e a política são maneiras de produzir ficções e não passagens da realidade para a ficção. Oferecem possibilidades de pensar o mundo, de dar outra vida às imagens sem que elas se limitem a simples projeções de quem atua, ou cópias, mas que cintilem e evoquem sussurros de abandono de lógicas que estão dadas. Seria a charge uma arte Spinozista? À luz desses conceitos, vamos analisar aqui 12 charges publicadas no ambiente digital, em blogs dos próprios artistas ou até em veículos da mídia tradicional e compartilhadas nas redes sociais, que contribuem para a construção de narrativas mais críticas sobre a tragédia em Mariana.

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Fontes: Diário da manhã, blog “Estória das histórias”, blog “Grooeland”

Para Spinoza, qualquer tipo de conhecimento se encaixa em um dos três gêneros: 1) Consciência/Experiência vaga – marcas resultadas dos encontros dos corpos com a natureza. Resultado de forças que vieram de fora; 2) Razão/Noção comum – capacidade do ser humano de conhecer o que vem de fora em vez de ser apenas resultado. Esse conhecimento não permite ainda que o ser humano seja produtor/criador. Mas possibilita uma prática científica. Busca a verdade na epistemologia e o melhor no campo da moral; 3) Ciência intuitiva – quando além de conhecer o que é externo há invenção, criação, objetivo de produzir novos modos de vida.

O terceiro gênero do conhecimento tem a função da arte, de tentar ultrapassar aquilo que é. Aí está a possibilidade de novas linhas, novas formas de pensamento surgirem, novos meios de entender a formação da subjetividade (nível imediato da experiência) e da natureza. Novos tipos de relação de força podem surgir, em que a estética, em termos de existência, não produz um objeto de fora de si, mas busca novas formas de existência. Spinoza indicava o poder da invenção no século 17.

Ainda que não seja a charge uma arte spinozista pertencente ao terceiro gênero do conhecimento, resta, ao menos, o potencial da liberdade de experimentação no seu processo criativo, de permitir que interior e exterior de quem cria deixem de ser polos. Potencial de captar murmúrios, de vislumbrar que tipo de ser humano e de existência se pretende. O que pode uma imagem em tempos de catástrofe? O devir de potências formadoras de sentido e modelos para inteligibilidade? “Há sempre a violência de um signo que nos força a pensar, que nos tira a paz” (DELEUZE, 1998, p. 24).

A charge é fruto da criação expressiva, espaço de criação de um visível distinto, não apenas como diagnóstico, mas algo originado da experimentação na intimidade com seu tema. Teria ela o potencial de ampliar o imaginário e de causar desequilíbrio que afete aquilo que está dado? Estaria a charge inscrita nas possibilidades míticas da cultura e na reprodução de estruturas inteligíveis? É uma forma de experimentação da linguagem e constituição discursiva do sujeito e da coletividade?

A palavra charge vem do francês charger – carregar, exagerar. Pode carregar uma carga emocional que desperte consciência crítica. Pode ser pesada, agressiva. “A língua espanhola não possui a palavra “charge” – bem como a língua inglesa –, sendo todas essas imagens tratadas por “caricatura”, ou “caricatura política” (ARRIGONI, 2011).

Nas charges sobre Mariana há um contraponto ao silêncio da informação que houve no primeiro momento após a tragédia socioambiental em Minas Gerais, conforme apontado neste capítulo. Os oligopólios da imprensa brasileira não deram a dimensão exata da catástrofe – em 2010, as de Friburgo e Ilha Grande foram noticiadas de forma mais ostensiva que fora este maior desastre ecológico da história do Brasil; o atentado terrorista sofrido por Paris foi mais noticiado no Brasil de modo desproporcional se comparado à tragédia de Mariana; fazendo lembrar o ataque às torres gêmeas em caixa alta, manchetado, ofuscando o assassinato de Antonio da Costa Santos (Toninho), prefeito de Campinas, em 10 de setembro de 2001, na noite que antecedeu a ação terrorista em Nova York.

Durante a tarde de 5 de novembro de 2015, às 15h30, em Mariana (conforme o ângulo do sol na cena – Figura 1 - a quase 45º), horário que rompe a barragem no dia cinco de novembro do ano passado, escorre a lama que transborda da metade esquerda da charge. A escolha deste lado na imagem, em um país ocidental - onde a leitura é feita de cima para baixo, da esquerda para a direita - privilegia a tragédia nacional em relação ao assunto da metade direita da charge (diferente da cobertura jornalística dos meios de comunicação de massa): o atentado sangrento em Paris à casa noturna alvo da intolerância de um grupo muçulmano específico, neste lado direito da imagem escorre, transborda da moldura da charge o sangue das vítimas daquela noite parisiense de céu estrelado e lua cheia.

Na imagem seguinte (Figura 2) o destaque à Mariana permanece pelo mesmo motivo (estar à esquerda, onde olhamos primeiro). O choro do personagem (em super close) pela lama que a Samarco (Vale/BHP) desencadeou na tragédia tem a cor da própria lama, que dá pigmento à íris mais clara que a do lado que representa a dor do atentado à Paris. Marrom, como tudo ficou após ser cenário do rastro da catástrofe. Logo o marrom, que em outro contexto onde não fosse protagonista transmitiria a sensação de conforto, segurança. O fundo branco dos olhos é substituído pelo retângulo verde e pelo losango amarelo da bandeira brasileira, a pupila é azul marinho. As lágrimas pelo sangue derramado no atentado terrorista são vermelhas, o próprio sangue. Por trás da íris, as cores da liberdade, igualdade e fraternidade francesas. A expressão de testa franzida transmite tristeza, dor e insegurança. O brilho da pele indica um choro prolongado, que fez suar.

A Figura 3 apresenta um diálogo que remete ao cenário das redes sociais em novembro: dois personagens discutem em função da imagem que carregam no peito, um diz que a tragédia de Mariana é mais sofrível e outro diz sofrer mais pelo sangue derramado em Paris no atentado terrorista. Ambos exaltados, o da esquerda espumando de raiva, o da direita com expressão de ódio em hipérbole, servem como sátira gráfica: a cena ressalta um aspecto negativo, vergonhoso do ser humano, a incapacidade de respeitar a dor do outro, de ter empatia. Querer sempre achar que os próprios problemas, dores e bandeiras são mais importantes que as questões que afligem outras vidas. Que seu modo de vida é sempre superior, bem como suas opiniões.

O uso de charges como forma criativa de expressão pode ser considerado uma estratégia de resistência? O humor como forma criativa de ação que produz fissuras no discurso dominante é uma estratégia discursiva para a construção de uma forma de ver o mundo. O humor é “absolutamente imperceptível, faz alguma coisa fluir” (Deleuze; Pamet, 1998, p. 82). O riso nos faz tentar parecer o que deveríamos nos tornar (BERGSON, 2001). Um modo de resistência simbólica para difundir e inculcar valores. As charges contêm representações concisas de visões de mundo, evidenciam os filtros, significam, denunciam arranjos de dominação e resistência.

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Fonte: Viomundo

A charge de tons sombrios denuncia a atividade de mineração igualmente sombria (no estado de Minas Gerais indicado pelo símbolo triangular), seus impactos sociais e ambientais em virtude do lucro da classe dominante (as vestes indicam a camada social dos mineradores, que jamais pega em uma enxada, a abertura para tal atividade se dá pela suspensão de referência por um instante). A inscrição da bandeira de Minas em latim “Liberdade ainda que tardia”, trecho do poema de Virgílio “Liberdade, a qual, embora tarde, (me) viu inerte” é representativa da tragédia de Minas, se atualiza. A bandeira foi criada na época da inconfidência mineira. O triângulo vermelho (cor da revolução) do centro da inscrição é atingido pelos minérios lançados pela Vale, identificada no terno preto em letras brancas contrastadas do personagem do primeiro plano. O sangue escorre da forma geométrica, mas não toca o castelo, morada dos pertencentes à classe dos invulneráveis.

O objetivo de quem ironiza é desmascarar valores que se colocam como únicos e verdadeiros, denunciar problemas e acontecimentos culturais, sociais e históricos. Nas charges e cartuns brasileiros podemos encontrar exemplos disso. Os cartunistas e chargistas mostram o aspecto negativo e vergonhoso em que se encontra o Brasil e, através de críticas e denúncias, expõem a situação política brasileira. (SOUSA, 2008)

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Fonte: blog “Revistamiga”

A charge, em seu processo discursivo denuncia os maiores males do Brasil no ano 2015: o derramamento de lama tóxica na tragédia, sobre Mariana, até o Espírito Santo, atribuído à Vale e o vômito de retrocesso, conservador, que privilegia os favorecidos de Eduardo Cunha sobre o país.

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Fonte: blog “Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale”

Como na charge anterior, a empresa tem sua imagem rearranjada por meio da ressignificação do logotipo Vale, em forma de cone. Transborda da Vale a lama, acima, o questionamento: “VALE?”, fazendo lembrar o poema Lira Itabirana de Drummond: O Rio? É doce / A Vale? Amarga / Ai, antes fosse / Mais leve a carga. //Entre estatais/ E multinacionais, Quantos ais! // A dívida interna. / A dívida externa / A dívida eterna. //Quantas toneladas exportamos / De ferro? Quantas lágrimas disfarçamos / Sem berro?

Na charge a seguir (Figura 7) o logo da Vale do Rio Doce ganha dentes, olhos e subjuga toda a cadeia alimentar, estando no topo, mas diferente do tubarão no qual se transforma, causa desequilíbrio, mata todas as espécies de peixe do rio que dá nome à empresa. A cena é preenchida por um marrom que indica a lama tóxica diluída nas águas do rio.

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Fonte: blog “Cartunista Edra”

Ao observar a charge é provável que você esboce um sorriso. Mas como toda forma de humor, as charges comunicam valores, ritos, mitos, denunciam contradições e fraquezas da visão dominante, absurdos, ambiguidades, articulação de agentes envolvidos no tema a que se refere na realidade de modo a praticar uma resistência. Bakhtin tratou o riso na Idade Média e no Renascimento e mostrou a importante participação que ele teve na formação da cultura popular. O riso tem sua importância garantida, sobretudo quando a censura se estabelece, é espaço de liberdade de expressão nos veículos (BOZI, 2006).

A liberdade se opõe ao constrangimento. Só há liberdade quando a causa da existência vem de dentro (SPINOZA, 1999). As pessoas são constrangidas por forças externas. Se a cobertura jornalística dos meios de comunicação de massa é constrangida pela edição que se guia pelos anunciantes e tantos outros interesses que passam longe do interesse público, a charge faz o contraponto. O que Nietzsche (2005) chamaria de vontade de potência, espaço para se criar valores. A charge representa opinião e contestação. “Diversas vezes foi o estopim motivador de ações do governo sobre os periódicos, tirando o sono e preocupando os políticos” (BOZI, 2006).

Qual o potencial de afeto da charge? Os afetos tornam mais potente o sentir, aumentam a capacidade de pensar e existir. “Por afetos compreendo as afecções do corpo, pelas quais sua potência de agir é aumentada ou diminuída” (SPINOZA, 2009, p. XX). Qual a potência afetiva da charge? Mais de 50 pessoas morreram ao redor do mundo em protestos pela publicação das caricaturas que satirizavam Maomé e a intolerância em 2005 em um jornal impresso da Dinamarca, país que teve bandeiras de embaixadas queimadas em diversos países. A charge estimula o leitor a se informar sobre os acontecimentos da atualidade e também permite que ele “veja a interpretação, a opinião de quem a ilustrou” (MALACHIAS et al, 2013).

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Fonte: Zero Hora

A charge descortina práticas inaceitáveis de atores sociais e sua participação nos processos. No Jazigo (Figura 8), leito de morte do rio Doce dois homens trabalhadores locais se referem à morte do ente conterrâneo da cidade pequena cuja causa mortis foi ganância e descaso. A crítica denuncia, desmascara valores da mineradora Samarco S.A. que pertence à Vale e à empresa anglo-australiana BHP Billiton.

O uso do cenário para produzir liberdade contextual - como no caso da explicação da morte do rio - é chamado por Giddens (1999) de indexicabilidade, modo de se referir a acontecimentos de um tempo e lugar para gerar significação. Um texto que representasse essa ideia poderia ser censurado ao atribuir a mesma ganância e descaso à Samarco (Vale/BHP)? Peixes mortos flutuam, o céu está nublado, indignação toma conta do personagem falante ao se referir ao personagem morto: Doce. O que fora rio é preenchido por uma lama densa representada por um marrom sólido, contrasta com o nublado esfumaçado com efeito aquarelado do céu que alude ao estado de espírito do meio ambiente em dia de ressaca, de catástrofe.

A charge escapa à significação saturada dos cenários de ação prática. O chargista trabalha a partir de cenários específicos. A significação se dá pela conexão com as experiências cotidianas. Conforme cenários e intertextualidade. Dado o cenário de um país de maioria cristã, a charge a seguir faz sentido.

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Fonte: Scoopnest, site Zero Hora

Personagens bíblicos, no céu, sentados em uma nuvem, atribuem à humanidade a tragédia de Mariana, forma particular de convenção ou invenção empregada para garantir fins expressivos, comunicacionais, no caso a responsabilização do ser humano em contraste com a ausência de desastres naturais, conforme o diálogo. Para a prática ser efetiva e afetar, precisa se render à parte da opinião da audiência - usar o lugar comum como ponto de partida para propor novas opiniões (GONZAGA, 2015). Além da crença na bíblia a charge também parte do lugar comum “moro no país tropical abençoado por deus e bonito por natureza”.

A próxima charge parte do pressuposto que o homem se origina do barro moldado pelas mãos do deus branco barbado cristão.

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Fonte: site O Tempo

“PLIM!”: surge Adão. Civilizado, expulso do paraíso, engravatado empunhando uma maleta com utensílios de trabalho e capacete, vai trabalhar na mineração angariando lucros. Causa uma tragédia que cobre tudo de lama, este quadro se destaca entre os outros sete da charge, o chargista não precisa desenhar a tragédia neste frame, basta uma fotografia. Deus bate na testa, escorrega as mãos pelos olhos indignado, sua obra destruiu tudo ao redor cobrindo tudo com a mesma lama de que fora feito.

Conforme a retórica aristotélica (1973), um meio eficiente para construir uma argumentação convincente e persuasiva é expor ideias de fácil associação entre si pela maioria dos receptores, de modo que a associação de ideias familiares (criação do homem a partir do barro, pelas mãos de Deus) levam à mesma conclusão a maioria de seus receptores (o ser humano veio do barro e para ele retorna, origem e destino se encontram em uma narrativa circular fazendo com que Deus se arrependa de ter criado o homem - não a mulher! Eva não estava lá na prática da mineração).

A charge a seguir (Figura 11) grafa “A OUTRA TRAVESSIA DO MAR VERMELHO” se referindo à lama avermelhada que passou a encobrir a região devastada pela tragédia e ao episódio bíblico familiar à população de maioria cristã do Brasil. Fios elétricos, carro, árvore, casa, placa indicativa do município Mariana circundam o personagem que tem nos braços o animal de estimação morto pela irresponsabilidade da Samarco (Vale/BHP). De joelhos, o homem lamenta a morte, a tragédia, sem esperança para se levantar não vê horizonte, só lama.

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Fonte: blog “Dodó Macedo”

Imagens são construções simbólicas que têm um papel retórico considerável para as relações humanas. A interpretação da charge, (...) não requer o tempo que o texto exige para a leitura, absorção e interpretação da informação. Trata-se de um discurso pictórico e, portanto, de quase imediata absorção. Esse imediatismo eleva o número dos “leitores” da charge, visto que tampouco a habilidade da leitura se faz necessária. Analfabetos e crianças também fazem parte do público consumidor das charges e, em certa medida, também são por elas influenciados na constituição de uma opinião própria sobre o assunto abordado (LIEBEL, 2005).

As interpretações buscam o exame do cenário de produção, os motivos que o ocasionaram e os recursos utilizados.

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Fonte: Zero Hora

Como fazia Arcimboldo (1527-1593), ícone do maneirismo, procedeu o chargista da figura 12: ao mesmo tempo em que o referencial da imagem no mundo é peixe, a uma certa distância, com outro olhar, aproximado, vê-se que no lugar de escamas e carne, o peixe é ilusório, se compõe realmente de metais, bem como sua isca – em alusão aos resíduos, no caso metais de mineração altamente poluentes como ferro, mercúrio e manganês misturados à lama da tragédia. O significado ou intenção comunicativa (representar metais da tabela periódica por meio de ferramentas metálicas) são percebidos quando participantes do contexto de interação compartilham formas de conhecimento mútuo – implícitas na produção (GIDDENS, 1999). No lugar do plano de fundo azul que corriqueiramente figurara como representação da água, o marrom tem como referencial a lama com aspecto de aquarela, pois está diluída nas águas do rio que fora Doce, que fora local de pesca, de modos de vida extintos pela tragédia.

A poesia se dá por identificações, livre atribuição de sentidos. O receptor é colaborador e participa criativamente da afirmação do poeta (GONZAGA, 2015), no caso o chargista. O artista busca vislumbres fornecidos pelo efêmero. Faz surgir afetos que tornam possível a sobrevivência da memória e evitam o esfacelamento da produção (REIS, 2015). As charges são capazes de elucidar lembranças, de afetar a ponto de gerar reflexões sobre o que é visto para em seguida tornar o conhecimento amplo, aguçar a sensibilidade. A imagem tem o potencial de manter a atenção sobre o desastre, a violência da tragédia, que longe de ser um raio em céu azul foi anunciada em 2013 pelo relatório do Ministério Público de Minas Gerais (Bento Rodrigues sob ameaça terrível). A comédia pode ser o meio mais persuasivo quando o assunto é tragédia.

As charges podem recuperar informações, têm essa função, de memória, fonte de estabelecimento de novas relações, de manter a atenção sobre a tragédia para a reconstrução e iluminação da falta de responsabilização, indenização e assimetria dessas com os modos de vida perdidos. Estando presente e extinguindo modos de vida, os rastros da catástrofe, para além do tsunami de lama tóxica por uma área seis vezes maior que São Paulo, seus desdobramentos precisam da charge e de tantas formas de expressão quantas forem possíveis para cumprir a função de meio de recuperar dos objetos culturais e informacionais, de introduzir novas mediações entre a cultura, a língua e a comunicação. Imagens, memórias, afetos e narrativas constroem-se a partir das experiências vividas e das visualidades.


REFERÊNCIAS

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Ricarda Canozo - Jornalista graduada pela PUC-Campinas (2011). Especialização em Artes Visuais, Intermeios e Educação (2013) Unicamp. É tutora Pronatec, promove a mediação acadêmica e tecnológica entre os estudantes, esclarecendo dúvidas sobre o curso, metodologia do processo de ensino e aprendizagem junto à Unip. Docente do curso de pós-graduação em cinema, vídeo e TV. Orientadora de trabalhos de conclusão de pós-graduação. Desenvolvimento de conteúdos para diversas áreas de ensino técnico (técnicas de fotografia, produção de imagem e som, mídia e comunicação em eventos, edição e finalização de imagem e som, Modelagem 2D). Experiência com edição de vídeo, orientação na execução de projetos audiovisuais, edição de vídeos educativos, captação, direção e edição de imagens para vídeos institucionais e reportagens. Foi bolsista do curso de extensão em Cinema de Animação e Direção de Fotografia pela University of the Arts London-Central Saint Martins (2010) e cursou Computação Gráfica no Senac Campinas (2014). e-mail: ricarda.canozo@gmail.com

 

 

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