Força-tarefa participa de mutirão da saúde no Terminal Ouro Verde

A Frente de Ações Sociais da Força-Tarefa Unicamp contra a Covid-19 participou de mais um mutirão para oferecer serviços de saúde gratuitos , desta vez no Terminal Ouro Verde de Campinas. A iniciativa foi da Secretaria Municipal de Assistência Social, Pessoa com Deficiência e Direitos Humanos de Campinas (SMASDH), em parceria com a Unicamp e a Faculdade Anhanguera.

Nos dias 18 e 19 de maio, houve pesquisa sorológica por meio de testes rápidos para detecção de anticorpos (IgG e IgM) e avaliação da situação vacinal dos participantes. No dia 18, foram feitos 106 testes rápidos, todos com resultados positivos. Quanto à vacinação, 106 pessoas haviam tomado pelo menos uma dose, sendo que apenas duas pessoas não haviam recebido sequer uma dose dos imunizantes. Dos 106, 72 completaram o esquema vacinal: 52 com 3 doses (60-), 18 com 4 doses (60+) e 2 com 1 dose de Janssen e 1 de reforço. Outros 34 relataram esquema incompleto: 17 com 1º reforço atrasado (60-) e 17 com 2º reforço atrasado (60+).

Equipe realizou, entre outras atividades, a testagem da população e uma pesquisa sobre situação vacinal
Equipe realizou, entre outras atividades, a testagem da população no Terminal Ouro Verde e uma pesquisa sobre situação vacinal

No dia 19, dos 118 testes rápidos realizados, 114 indicaram IgG positivo. A pesquisa sobre a situação vacinal indicou 116 pessoas com pelo menos uma dose e duas sem nenhuma dose. Do total de 66 pessoas com esquema vacinal completo, 37 tomaram três doses (60-), 27 tomaram quatro (60+) e 2 receberam uma dose de Janssen e um reforço. Quanto aos que não completaram o esquema, de 50 pessoas, três tomaram apenas uma dose (60+), 25 estavam com o primeiro reforço atrasado (60-) e 22 com atraso no segundo reforço (60+).

O esquema vacinal completo prevê três doses para menores de 60 anos e quatro para indivíduos com mais de 60 anos. Todas as pessoas que não estavam com as vacinas em dia foram orientadas a procurar um centro de saúde para regularizar a situação. Segundo Adilton Leite, voluntário da Frente de Ações Sociais e assessor da Diretoria Executiva da Área da Saúde, completar o esquema vacinal, com a possibilidade de tomar doses de reforço, é fundamental para garantir a proteção contra a doença causada pelo coronavírus.

Estatísticas sobre situação vacinal no Brasil 

Dados do Ministério da Saúde mostram que mais de 18 milhões de brasileiros estão com a segunda dose atrasada e que há pouca procura pela dose de reforço nos postos de saúde do país, com apenas 41,47% da população imunizada. “No Brasil, há diferença na proporção de população com doses aplicadas por grupos etários, de forma que as estratégias de busca ativa e orientação precisam utilizar abordagens específicas”, explica o assessor.   

No município de Campinas, os Centros de Saúde atendem por livre demanda, não havendo necessidade de agendamento. De acordo com Adilton Leite, a disponibilidade de vacina por postos volantes ajudaria a alcançar a população que não teve acesso oportuno às doses.

Segundo a Nota Técnica do Observatório Covid-19 da Fiocruz, o sucesso das medidas de enfrentamento contra a Covid-19 só existe quando uma delas potencializa as demais. “Não é uma escolha entre vacinar ou usar máscaras, ou entre usar máscaras ou estar exclusivamente em ambientes abertos. Todos os recursos disponíveis para impedir a circulação do vírus devem ser aplicados de forma concomitante. Portanto, estimular o aumento da cobertura vacinal não exclui as demais estratégias de proteção, individuais ou coletivas”, argumenta. 

Em nome da Força-Tarefa Adilton agradece a parceria firmada com a SMASDH e a Faculdade Anhanguera: “Que novas ações de saúde sejam realizadas no município, incorporando a possibilidade de oferecer mais uma opção para que a população regularize a situação”.