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Os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia, em especial nesta sexta-feira, 20 de setembro quando inicia a Greve Global Pelo Clima. Protestos estão sendo realizados em vários países para chamar a atenção para as mudanças climáticas e os efeitos nocivos da ação humana sobre a natureza. Produzido pela TV Unicamp em parceria com a Editora e a CPV-Funcamp, o programa trata da questão ambiental com os professores Carlos Joly e Leila da Costa Ferreira.   

Por Everaldo Rodrigues (Editora da Unicamp / Especial para o JU)

Está no ar o programa “Café com conversa” gravado no dia 18 de setembro de 2019, produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV-Funcamp. O tema do debate foi “A questão ambiental”, com a participação de Carlos Alfredo Joly, professor do Instituto de Biologia da Unicamp e ex-coordenador do Programa Biota-Fapesp, e Leila da Costa Ferreira, professora do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da mesma universidade e organizadora do livro A questão ambiental na América Latina, lançado pela Editora da Unicamp em 2011.

A questão ecológica é pauta relevante e atual, em especial no Brasil, onde ganhou destaque ao longo do mês de agosto. As recentes queimadas na região amazônica se estenderam por vários dias e com uma intensidade inédita. Desde então, o caso tem sido assunto na mídia e na política internacional. Diversos países, que negociam comercialmente com o Brasil, emitiram declarações que foram desde ameaças de boicotes a produtos brasileiros até sugestões de intervenção administrativa na Amazônia, caso o governo não se posicionasse para combater a crise. As queimadas intensas estão sendo investigadas pela Polícia Federal, com forte suspeita de terem sido causadas por um movimento conjunto de produtores rurais.

Desde sua posse, o presidente Jair Bolsonaro tem assinado decretos que afrouxam a fiscalização em áreas florestais e propõem o perdão de multas ambientais. Somam-se a isso a forte influência da bancada ruralista na Câmara e os impactos negativos da administração de Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente, cuja atuação tem gerado mal-estar entre diversos órgãos, como o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que pedem sua demissão. Direta ou indiretamente, tais medidas soam como incentivo aos grandes produtores rurais e exploradores de minérios.

Dados de satélite divulgados no mês de julho pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, no decorrer de 2019, os focos de incêndio aumentaram 80% no Brasil, em relação ao mesmo período de 2018. A divulgação desses dados causou uma crise entre o governo e o ex-presidente do Inpe, Ricardo Galvão, que foi exonerado, em mais uma atitude polêmica de Bolsonaro. Para Leila da Costa Ferreira, que é membro, desde 2005, do Lead Faculty of the Earth System Governance Project, a resistência de alguns políticos a levar em consideração dados científicos de impacto tem a ver com estruturas sociais. “Não há a menor dúvida, do ponto de vista científico, sobre a questão das mudanças climáticas e sua relação com a ação humana. Mas os políticos menos sérios têm a necessidade de negar tais dados porque isso diz respeito ao nosso cotidiano, aos nossos processos de consumo, ao nosso processo de desenvolvimento, enfim, e mexe com estruturas sociais muito elementares para que os políticos saibam lidar com elas.” Fica evidente como políticas governamentais que deveriam ser consideradas “de Estado”, como planos de preservação ambiental ou de redução de gases do efeito estufa, são reavaliadas e às vezes até abandonadas, dependendo da mudança de comando da nação.

O desmatamento também repercute sobre a imagem do Brasil pelo mundo, não só politicamente como economicamente. “Um dado recente mostra que o mercado de exportação de carne é responsável por 13% do desmatamento atual. Isso vai ter uma repercussão imediata na Europa. Já há países europeus que vão dizer: ‘Não compramos mais carne do Brasil, porque não queremos ser indiretamente responsáveis pelo desmatamento que ocorre lá’”, diz o professor Carlos Alfredo Joly.

A crise coloca o Brasil no centro de um debate que envolve o mundo inteiro. A região amazônica é o maior bioma do planeta, responsável, entre outras coisas, pelos ciclos de chuva da região Sudeste, uma vez que grande parte do volume de precipitação que ali chega depende dos chamados “rios aéreos”, nuvens de vapores atmosféricos oriundas da Amazônia. Pesquisas recentes indicam, inclusive, que as crises de abastecimento hídrico, enfrentadas nos últimos anos pelos paulistas, estão diretamente ligadas ao desmatamento descontrolado da floresta amazônica. Os olhos do mundo estão voltados para a Amazônia, especialmente nesta sexta-feira (20), quando começa a Greve Global Pelo Clima, protestos que serão realizados em diversos países do mundo, com o objetivo de chamar a atenção para as mudanças climáticas e os efeitos nocivos da ação humana sobre a natureza. Leila da Costa Ferreira, neste caso, não titubeia: “Estarei lá, na rua, com os jovens”.

Assista ao programa

Café com conversa: convidados os professores Carlos Joly e Leila da Costa Ferreira

A série, produzida pela TV Unicamp, apresenta entrevistas com historiadores e tem como temas o voto feminino no Brasil, primeiras leis trabalhistas, movimento operário, expulsão de estrangeiros, entre outros. A coleção de documentos sobre o político e advogado da velha República está disponibilizada em uma plataforma digital do Centro de Memória da Unicamp.  

Adolpho Gordo (1858-1929) foi senador da velha República e desempenhou atividades parlamentares diversas, especialmente no estado de São Paulo. A coleção de documentos sobre o político e advogado foi digitalizada e disponibilizada em uma plataforma do Centro de Memória da Unicamp (CMU). O projeto, coordenado pela pesquisadora colaboradora Maria Alice Rosa Ribeiro, contou com apoio do edital do Programa de Incentivo à Cultura do Estado de São Paulo (PROAC-SP), voltados à área de arquivos permanentes. A TV Unicamp produziu seis vídeos sobre Adolpho Gordo.

Intitulada “Adolpho Gordo, memórias de um senador da República”, a série apresenta entrevistas com historiadores da Unicamp e de outras instituições sobre temas como voto feminino no Brasil, primeiras leis trabalhistas, movimento operário, expulsão de estrangeiros, entre outros. Há também um clip que conta o processo de desenvolvimento do projeto e diversas etapas até a inserção na plataforma de difusão e acesso AtoM: atom.cmu.unicamp.br.

Acesse todos os vídeos no canal da TV Unicamp

Clip do Projeto

O voto feminino no Brasil

Lei de Acidentes de Trabalho

Propaganda Republicana em Campinas

Lei de Expulsão de Estrangeiros e Repressão ao Anarquismo

Adolpho Gordo, por Alice Lang

Leia mais:

Centro de Memória da Unicamp promove seu IX Seminário Nacional

CMU é certificado no programa Memória do Mundo da Unesco

O político  desempenhou atividades parlamentares diversas, especialmente no estado de São Paulo

Está no ar o programa “Café com conversa”, gravado no dia 19 de junho e produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV Funcamp. O tema do debate foi “Trabalho no século XXI”, com os entrevistados Ricardo Antunes, professor do IFCH-Unicamp, e Silvio Beltramelli Neto, procurador e professor da PUC-Campinas.

Everaldo Rodrigues

Está no ar o programa “Café com conversa” gravado no dia 19 de junho e produzido pela TV Unicamp, em parceria com a Editora da Unicamp e a CPV Funcamp. O tema do debate foi “Trabalho no século XXI”, com os entrevistados Ricardo Antunes, professor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp, e Silvio Beltramelli Neto, professor da PUC-Campinas e procurador na Procuradoria Regional do Trabalho da 15ª Região.

Como norte do debate, foram utilizados dois livros lançados pela Editora da Unicamp: Tempos modernos, jornadas antigas, de Pietro Basso, e A formação do cibertariado, de Ursula Huws. Os convidados discorreram sobre o impacto ocasionado pelas novas tecnologias de informação e comunicação, pelos processos de reestruturações pós-crises e pela mercadorização dos serviços públicos nas convenções empregatícias. Dois pontos cruciais foram abordados: a crescente sobrecarga de trabalho, acompanhada por altos índices de desemprego, e a formação de uma nova classe trabalhadora, que se valeu do desenvolvimento das telecomunicações, mas acabou se tornando refém de um sistema de trabalho cada vez menos humanizado.

Você talvez se pergunte: Mas como pode haver desemprego em massa quando, por outro lado, os trabalhadores empregados cada vez mais se encontram em jornadas de trabalho mais intensas? Não bastaria apenas contratar a mão de obra ociosa e diminuir as cargas horárias? Pois é esse aparente paradoxo que os debatedores procuram esclarecer. Já o segundo ponto se relaciona com o desenvolvimento do que a pesquisadora Ursula Huws chamou de “cibertariado”, conceito que une as palavras “cibernética” e “proletariado” para designar esse novo tipo de mão de obra, baseada no uso constante de tecnologias de informação, o qual corresponde a uma larga parcela dos trabalhadores atuais.

O professor Ricardo Antunes comentou o papel da tecnologia nessas novas formas de organização do trabalho, destacando o quanto ela foi apropriada negativamente pelas corporações: “Houve, nos anos 70, 80, mesmo no começo dos 90, uma certa ilusão de que a introdução da técnica pudesse trazer um alívio às condições de trabalho, uma redução da jornada de trabalho. […] Mas o problema crucial de nosso tempo é que a finalidade básica da tecnologia hoje não é atender às necessidades humano-sociais. A nossa tecnologia é plasmada por relações sociais desenhadas por um sistema em que é vital ela aumentar a produtividade e fortalecer grupos corporativos contra outros”.

A informalidade como uma das principais características do trabalho na atualidade também apareceu como um problema: “Essa questão informal oculta a questão de que o trabalho está sendo prestado em favor de um resultado que não é aproveitado diretamente por quem presta o trabalho”, diz Silvio Beltramelli, para quem é evidente que o trabalhador continua sendo o elo fraco na cadeia do capital, com direitos em constante ataque e precisando trabalhar muito mais.

Veja o programa:

 

Silvio Beltramelli Neto, professor da PUC-Campinas e Ricardo Antunes, professor do IFCH Unicamp

Alunos de Artes Cênicas da Unicamp interpretam a obra naturalista "O Cortiço", de Aluísio Azevedo, publicada no final do século XIX. O espetáculo, gravado e editado pela equipe técnica da TV Unicamp, foi dirigido pelos professores Grácia Navarro e Marcelo Lazzaratto dentro do Projeto Integrado de Criação Cênica para alunos de graduação.

 

 

 

 

Imagem: Reprodução

A TV Unicamp acompanhou e produziu uma série de vídeos sobre o VI FMCB, que teve Guinga e Ernani Aguiar como homenageados. Além das coletivas de imprensa, estão na playlist um musical com o Quinteto Paraíba, sendo que algumas peças foram tocadas junto com Guinga, bate-papo com o público e uma reportagem especial sobre as atividades na Unicamp.

Luiza Bragion Moretti

Valorizar a música contemporânea brasileira, por meio de homenagens a compositores vivos e atividades gratuitas e abertas a toda a comunidade. Esse é o objetivo do Festival de Música Contemporânea Brasileira (FMCB) que, em 2019, chegou à sexta edição. Produzido pela Grupo Sintonize, com apresentação da CPFL Energia e apoio de outras instituições, o festival aconteceu de 26 a 30 de março em vários espaços culturais da cidade. Em dois dias, o Instituto de Artes (IA) sediou apresentações orais, mesas-redondas e mostras de música e pesquisa sobre Guinga e Ernani Aguiar, compositores homenageados deste ano. O evento também tem apoio da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Unicamp.

Guinga é reconhecido no Brasil e no exterior pela qualidade de sua obra. Atuou como violonista com vários artistas como Clara Nunes, Beth Carvalho, João Nogueira e Cartola e teve músicas gravadas por Elis Regina, Cauby Peixoto, Chico Buarque, Ivan Lins e Leila Pinheiro. Ernani Aguiar é compositor, regente, professor e pesquisador. É reconhecido como personalidade da música erudita no Brasil e no mundo. Desde 1987 é professor de regência da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Instituto Villa-Lobos.

A TV Unicamp acompanhou e produziu uma série de vídeos sobre o VI FMCB, que teve Guinga e Ernani Aguiar como homenageados. Além das coletivas de imprensa completas com os músicos, estão na playlist um musical com o Quinteto Paraíba, sendo que algumas peças foram tocadas junto com Guinga, bate-papo com o público e uma reportagem especial sobre as atividades na Unicamp.

Assista aos vídeos:

Musical 


Bate-papo

 
Coletiva


Reportagem


 

 

 

 

 

Imagem: Reprodução

Meritocracia, políticas de acesso, cotas e autonomia foram alguns tópicos comentados pelos docentes José Alves de Freitas Neto, coordenador da Comvest e Renato Pedrosa, do Instituto de Geociências (IG).  

Imagem: Reprodução

Marinaldo Costa e o Anderson Arantes, alunos da Unicamp que pertencem à etnia Tukano, conversaram com o repórter Bruno Moraes sobre a importância e das dificuldades de estar na Universidade, e sobre a 1ª Semana dos Acadêmicos Indígenas da Unicamp.

Foto: Antoninho Perri

 

 

Jefferson Picanço, professor do Instituto de Geociências, e Ana Ávila, meteorologista do Cepagri, são os entrevistados da primeira edição de 2019 do #CafécomConversa, programa produzido pela #TVUnicamp, em parceria com a #EditoradaUnicamp e #CPVFuncamp.

Está no ar a primeira edição 2019 do programa #CafécomConversa, produzido pela #TVUnicamp, em parceria com a #EditoradaUnicamp e a #CPVFuncamp. A cada mês, um tema é abordado por especialistas, sempre em conexão com livros editados ou em lançamento pela Editora. Desta vez, os entrevistados são Jefferson Picanço, professor do IG (Instituto de Geociências), e Ana Ávila, meteorologista do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura). Iniciativas acadêmicas em prevenção, adaptação e mitigação de desastres estão na pauta do programa. A próxima gravação já tem data: será 17 de abril, com o tema “Meritocracia no Ensino Superior”, com os professores José Alves de Freitas Neto e Renato Pedrosa.

Assista ao vídeo:

 

 


Veja mais sobre o tema em outros vídeos da TV Unicamp:

Fórum Eventos Meteorológicos Extremos

Registro Geral – Grupo de Estudos sobre Brumadinho

 


 

Ana Ávila, do Cepagri e Jefferson Picanço, professor do Instituto de Geociências | Imagem: Reprodução

A cantora Izabel Padovani e o jornalista Jeverson Barbieri, da Rádio Unicamp, entrevistam o compositor Guinga (foto), homenageado na 6ª edição do Festival de Música Contemporânea Brasileira, que ocorre em Campinas até o dia 30 deste mês. Ex-aluna da Unicamp, Izabel gravou, com a Orquestra à Base de Sopro de Curitiba, o CD Passarinhadeira, com canções de Guinga. Ouça a entrevista no programa Conexão Cultura.

O compositor Guinga | Divulgação

 

 

Dia 11 de fevereiro é o Dia Mundial das Mulheres e Meninas na Ciência. Oxigênio conversou com pesquisadoras e alunas da Unicamp sobre a questão que ainda carece muita reflexão: menos de 30% das pesquisadoras do mundo são mulheres. 

Oxigênio edição especial mulheres e meninas na Ciência