Moradia estudantil

A pandemia da Covid-19  impôs a necessidade de mudanças na conduta individual e coletiva nos espaços do campi da Unicamp. Aqui você encontrará informações e orientações sobre uso do espaço físico, comportamento adequado e dicas pessoais nesse novo contexto. O vírus continua circulando. Assim, qualquer modificação abrupta no isolamento social conduzirá inevitavelmente ao correspondente aumento de novos casos. O momento exige consciência coletiva. Siga as orientações e contribua para a sua segurança e a dos outros.

 

Regras obrigatórias de convívio

  • Esteja sempre de máscara e use-a da maneira correta, cobrindo a boca e o nariz.
  • Higienize constantemente as mãos com água e sabão ou álcool gel a 70%.
  • Mantenha sempre a distância mínima de 1,50 metro das pessoas. 
  • Ao tossir ou espirrar, afaste-se das pessoas e cubra sua face com o antebraço. 
  • Use um lenço descartável, jogue-o fora imediatamente e depois lave as mãos.
  • Não abrace, aperte as mãos ou tenha contatos mais próximos com outras pessoas. 
  • Use sua própria garrafa d’água.
  • Não compartilhe objetos pessoais.
  • Se possível, tenha sempre um frasco com álcool gel a 70% no bolso ou bolsa.
  • Se usar máscaras de pano, traga algumas sobressalentes e tenha sempre um local para guardar as sujas enquanto não for possível lavá-las.

Formas de contágio

Contato direto: partículas virais infectantes emitidas por fala, espirro, tosse ou canto pairam no ar.

Contato indireto: disseminação pelo toque em superfícies contaminadas por partículas virais.

Após o contato com o vírus, pode demorar de 2 a 14 dias para os sintomas aparecerem.

 A maioria das pessoas transmite o vírus até 10 dias após o início dos sintomas.

Esteja atento aos sintomas

Se estiver com sintomas, não venha para o campus e procure atendimento médico.

Sintomas iniciais mais comuns:

  • Cansaço
  • Febre
  • Tosse seca

Outros sintomas iniciais:

  • Dor de cabeça e no corpo
  • Dor de garganta
  • Congestão nasal e coriza
  • Perda do olfato e paladar

Outros sintomas:

  • Diarreia
  • Conjuntivite
  • Erupções cutâneas

Sintomas de alerta para gravidade:

  • Falta de ar
  • Perda da fala
  • Dor no peito

Onde buscar ajuda

Sintomas iniciais: o Centro de Saúde da Comunidade (CECOM) disponibiliza, para membros da comunidade Unicamp (docentes, alunos e funcionários), atendimento médico nas situações de agravo agudo à saúde (Pronto Atendimento), sem necessidade de agendamento prévio.

Horário de atendimento: das 7:00 às 17:30 horas.

Telefones: 35219130  -  35219021  -  35219029

Use máscara e leve documento.

Sintomas de alerta para gravidade: Atendimento na UER-HC 24 horas – Rua Carlos Chagas 18-362 – Cidade Universitária – Campinas.

Tirar dúvidas

Alunos dos cursos de Medicina e Enfermagem da Unicamp tiram dúvidas da população pelo telefone (19) 3521-9130.

https://www.fcm.unicamp.br/fcm/telessaude

Uso da máscara

Antes de colocar a máscara, lave ou higienize suas mãos.

Coloque a máscara pelo elástico, sem encostar no tecido.

Não toque no pano da máscara e não a remova para falar.

A máscara deve cobrir o queixo e o nariz.

Tire a máscara pelas alças laterais.

Higienize as mãos após o uso.

Troque a máscara quando ela estiver úmida ou danificada.

Higienização

  • Chão: higienize o chão e as solas de calçados com água sanitária ou álcool a 70%. Receita: 4 colheres de água sanitária para 1 litro de água.
  • Superfícies: borrifar spray higienizador ou álcool a 70% em objetos, móveis e pontos de toque frequente. Receita: 2 colheres de sopa de água sanitária em 1 litro d’água.
  • Deixar secar naturalmente.
  • Não torcer nem reaproveitar os panos antes de lavar com água e sabão.

Receber entregas

  • Evitar contato físico com o entregador.
  • Verificar se a embalagem está bem vedada.
  • Preferir pagar com cartão ou por meios virtuais.
  • Higienizar as embalagens dos produtos antes de consumir (isopor, caixa de papel, garrafas de plástico e vidro, latas etc.).
  • Higienizar as mãos.
  • Transferir os alimentos para um recipiente limpo.
  • Descartar a embalagem original.

Higienizar compras

  • Latas, frutas, vidros e legumes: lavar com água e sabão e enxaguar em seguida.
  • Legumes, folhas e frutas: deixar de molho em solução com água sanitária (1 colher de sopa em 1 litro d’água) por 15 minutos. Enxaguar em água corrente após imersão.

Área de proteção

  • Delimitar com fita adesiva um espaço junto à porta de entrada para evitar contaminação domiciliar.
  • Mantenha junto à porta de entrada um pano de chão para higienizar solas de calçados. Se houver tapete, colocar o pano em cima dele.
  • O pano deve ser borrifado com solução de água sanitária (4 colheres de sopa para 1 litro).
  • Organize o local para os sapatos, separando aqueles de uso apenas residencial daqueles para uso externo.
  • Tenha uma superfície de apoio (cadeira, mesa, balcão ou prateleira) para higienização dos objetos e sacolas na entrada.
  • Providencie um frasco com válvula spray contendo álcool a 70% ou solução de água sanitária (2 colheres de sopa para 1 litro d’água), papel toalha ou pano limpo para desinfecção de objetos pequenos.
  • Providencia uma lixeira forrada com saco plástico para descarte, se possível com tampa acoplada a um pedal.

 Chegando em casa (nessa ordem)

  1. Entrar na área de proteção.
  2. Trocar o calçado que usou na rua por um de uso exclusivo dentro de casa.
  3. Pendurar bolsa, mochila, chave, chapéu, viseira, guarda-chuva e sacola.
  4. Acomodar compras e objetos na área de desinfecção.
  5. Ir imediatamente para o banheiro.
  6. Lavar as mãos.
  7. Tirar primeiro as roupas sem sacudi-las, tirar a máscara e colocar tudo em saco plástico para lavar.
  8. Logo que possível, tirar óculos e acessórios e lavá-los com água e sabão.
  9. Tomar banho.
  10. Se saiu sem proteger o cabelo, lave-o.
  11. Retornar à área de proteção.
  12. Borrifar com solução de água sanitária bolsa, mochila, sacola de compras e tudo que usou na rua. 

Dicas para sair de casa

  • Evitar acessórios corporais, como anéis e relógios.
  • Usar cabelo coberto por chapéu, touca ou lenço se não for lavá-lo na volta.
  • Embrulhar celular em plástico filme na saída e descartar o plástico assim que chegar em casa.

Focos de contágio em casa

  • Pontos de toque frequentes (campainha, maçaneta, interruptor, puxadores)
  • Objetos de uso pessoal (celular, carteira, máscara, cinto, chaves)
  • Objetos de uso compartilhado (molho de chaves, cadeado)
  • Superfícies em geral (mesa, sofá, cadeira, chão)

ISOLAMENTO EM CASA

  • Recomendado: todos com sintomas respiratórios.
  • Obrigatórios: todos com diagnóstico confirmado de Covid-19 (para se isolar, faça uma consulta).
  • Usar máscara na casa se estiver em companhia de pessoa com suspeita ou diagnóstico confirmado.
  • Se estiver com suspeita ou confirmação de Covid-19, mantenha-se no quarto com a porta fechada, inclusive para as refeições.
  • Separe um calçado para usar no quarto e outro para usar na casa.
  • Ao sair do quarto, feche a porta.
  • Abrir a janela para entrada da luz solar e ventilação natural.

Procedimentos para o banheiro

  • Lixeira com tampa acionada por pedal e forrada com saco plástico.
  • Após cada uso por alguém com diagnóstico positivo, outra pessoa deve borrifar todo o ambiente com solução de água sanitária (2 colheres de sopa para 1 litro d’água).
  • Limpar diariamente o banheiro com solução de água sanitária.
  • Sempre usar máscara para limpar o banheiro.
  • Higienizar as mãos ao finalizar.
  • Não compartilhar papel higiênico, toalhas, creme dental e sabonetes.
  • Preferir sabonete líquido.
  • Acionar a descarga sempre com a tampa do vaso abaixada.

Cuidados com a roupa de cama e banho

  • Trocar no máximo a cada 5 dias.
  • Armazenar em um saco de plástico grosso por 24 horas antes de lavar.
  • Lave separadamente das outras peças, se possível.

Cuidados com resíduos

  • Disponha lenços de papel, sobras de alimentos, embalagens de alimentos, algodão, cotonetes em saco plástico.
  • Substitua os sacos do quarto e do banheiro diariamente.
  • Coloque ambos os sacos dentro de outro saco e feche bem.
  • Identifique como contaminado e com a data do dia.
  • Leve para o local de quarentena.
  • Resíduos de pessoas com diagnóstico positivo não devem se misturar com resíduos de outros moradores.
  • Fechar o saco de descarte com dois terços de sua capacidade máxima.

Informações complementares

1) Protocolo de retorno para estudantes que estão fora da Moradia Estudantil

  • Todos os estudantes receberão um formulário por e-mail institucional para informarem seu retorno à coordenação com no mínimo de 10 dias de antecedência. 
     
  • Todos os estudantes que retornarem devem dar ciência e concordância no formulário, com os protocolos de saúde e sanitários relacionados à Moradia Estudantil em todas as fases.

          Formulário destinado ao estudante da moradia que esta fora de Campinas e retornará para as atividades presenciais

  • A orientação é que os estudantes que estejam fora da Moradia regressem apenas a partir do retorno gradual dos cursos e das disciplinas que estiverem cursando de forma presencial.
     
  • Todos os estudantes devem ter consciência e cumprir com os protocolos  de vivência segura.
     
  • Todos os moradores receberão as informações dos protocolos por e mail  e redes sociais. Informativos específicos serão entregues nas casas.

2) Protocolo testagem e vigilância

  • Todos os casos sintomáticos respiratórios deverão comparecer ao CECOM em dias úteis, das 7h às 17h30, para avaliação clínica, coleta de exame de swab caso este seja indicado e notificação do caso.
     
  • Na consulta será orientado sobre o contato da equipe de vigilância do CECOM para comunicar o resultado, necessidade de isolamento, sintomas de agravamento da doença e retorno médico caso haja necessidade.
     
  • Os casos assintomáticos só terão exames colhidos, como forma de triagem de infecção, em ações de vigilância e controle de surtos, ou seja, quando tiverem contato com caso confirmado de COVID-19.
     
  • Com a liberação do resultado do exame no sistema do Laboratório, caberá ao CECOM:
     
  • Divulgar ao estudante ou funcionário o resultado do exame;
     
  1. Se o resultado do exame realizado for negativo, o estudante ou funcionário será reorientado sobre as medidas gerais preventivas para a infecção por coronavírus, liberado do isolamento e orientado a retornar com o médico caso os sintomas persistam ou ocorra agravamento do quadro.
     
  2. Se o resultado do exame realizado for positivo, informar o resultado ao estudante ou funcionário e reforçar os procedimentos de saúde padrão para isolamento obrigatório, monitoramento de sintomas e atendimento médico de retorno caso os sintomas persistam ou ocorra agravamento do quadro.
     
  3. Comunicar à Coordenação da Moradia enviando diariamente uma planilha contendo todos os dados necessários para que providenciem o isolamento adequado e outras questões relacionadas ao isolamento (reorganização das casas, higienização ambiental, manejo dos resíduos etc). Além disso, comunicar à Coordenação, em tempo real, os casos positivos.
     
  4. Identificar e convocar para testagem os contatos do caso positivo. A Coordenação da Moradia e os RDs poderão auxiliar a equipe do CECOM na identificação dos contatos.
     
  5. O isolamento dos sintomáticos positivos será de 14 dias a partir da data de início dos sintomas e para os assintomáticos positivos será de 14 dias a partir da data de coleta do exame.
     
  6. O Monitoramento dos casos será realizado conforme protocolo do Ministério da Saúde - grupo de risco a cada 24 horas e outros casos a cada 48 horas, exceto em finais de semana e feriados.

3) protocolo pós positivo (fase atual, 1 e 2)

  1) De posse das informações pelo CECOM de casos positivos na Moradia, caberá à Coordenação Executiva:

  • Informar imediatamente à DEA os nomes/RAs e as casas dos moradores isolados para recebimento de marmitas na Moradia, juntamente com o nome dos voluntários (conforme listagem construída pelo Voluntariado) que farão a retirada das mesmas na Portaria nos horários estabelecidos pelo RU no almoço e jantar.
     
  • Organizar a listagem fornecida e atualizada pelo Voluntariado, mantendo-se o controle de uma escala na qual devem constar suplentes. Os voluntários farão o transporte das marmitas da Portaria da Moradia até a casa dos moradores em isolamento.
  • Informar imediatamente à CADER-Indígena quando houver infectados pertencentes a etnias indígenas.
     
  • Intensificar orientações aos casos positivos sobre o protocolo de manejo do lixo da Moradia - tanto nas casas, como seu descarte para recolhimento no espaço coletivo.
     
  •  Intensificar as orientações de higiene pessoal e da casa.

  2. Caberá ao Voluntariado da Unicamp:

  • Realizar a prospecção de potenciais membros da comunidade universitária interessados em apoiar as ações emergenciais na moradia.

    Preparar uma lista de voluntários e seus suplentes que se responsabilizem pela distribuição das refeições, quando isso for necessário, respeitando os horários estabelecidos pela entrega das marmitas na Portaria, e fornecê-la à Coordenação Executiva da Moradia.
     
  • Acompanhar, junto à Coordenação Executiva da Moradia, as necessidades e possíveis contribuições e articulações com as quais possam contribuir.

  3. Caberá à CADER-Indígena, junto com a Assessoria da PRG-Indígenas:

  • Informar imediatamente à Coordenação Executiva da Moradia sobre ações alternativas necessárias para atendimento específico a pessoas pertencentes a etnias indígenas.
     
  • Realizar imediatamente ações específicas em apoio aos encaminhamentos necessários, informando a Coordenação Executiva da Moradia, com ajuda do Voluntariado.

  4. Caberá à DEA:

  • Informar ao RU as necessidades alimentares, após ser comunicada pela Coordenação Executiva da Moradia, para que o RU envie marmitas individuais apenas para os casos positivos CONFIRMADOS de moradores e seus contatos domiciliares da Moradia que também estiverem em isolamento, dentro do limite de sua capacidade de garantir a integridade dos alimentos.
     
  • O RU manterá registro com os nomes dos estudantes, com a data de início de seu isolamento, a fim de garantir o envio de marmitas dentro do período recomendado pelos protocolos de saúde. Esgotado este prazo, o estudante da Unicamp deverá buscar sua marmita no RU ou, se até esta data a pandemia tiver cessado, voltar a realizar suas refeições no próprio restaurante. Sobre isso, cada morador em isolamento ou visitante regular deve ser informado com antecedência.

 

4) Protocolo descarte resíduos (Fase atual, 1 e 2)

*As diretrizes referentes ao descarte do lixo devem ser seguidas por toda a Unicamp.

*As especificidades de cada campus deverão estar alinhadas aos procedimentos gerais aqui apresentados.

* As orientações técnicas relativas aos resíduos sólidos urbanos propostas para a Unicamp foram elaboradas com base nas diretrizes definidas no manual operacional do Observatório da Reciclagem Inclusiva e Solidária (ORIS) por ser o documento mais atual que trata a questão, além do manual elaborado pelo Laboratório Fluxus para o caso específico da Moradia Estudantil.

* A adoção do protocolo proposto contribui para a promoção da reciclagem como alternativa ambiental e social ao tratamento do lixo urbano. Promove o olhar para questões prementes que os catadores enfrentam para desenvolver a reciclagem solidária, de forma cuidadosa e empática, em especial na situação de Pandemia em que nos encontramos em que os riscos para esta população são grandes.

 

1.Classificação dos resíduos:

Considerando que os procedimentos a serem adotados são diferentes, dependendo do tipo resíduo, seguem os conceitos:

1.1.Resíduos recicláveis: papel, plástico, vidro, metal, madeira e especiais (lâmpadas de vapor de mercúrio, pilhas e baterias, cartuchos e toners) - deverão seguir o protocolo de quarentena, bem como as normativas já definidas pela Divisão de Meio Ambiente da Prefeitura do Campus (https://www.prefeitura.unicamp.br/legislacao/Instrucao_Prefeitura_002_20160817.pdf

1.2.Resíduos comuns: restos de alimentos, papel toalha, papel engordurado ou com sobras de alimentos.

1.3. Resíduos perigosos (gerados na área da saúde ou na Moradia por pessoa suspeita ou contaminada): lenço papel, luvas, lixo banheiro, papel toalha.

 

2.Identificação dos resíduos:

Será necessário identificar os resíduos gerados da Unicamp, em código por cores, conforme segue: 

Branco: resíduo infectante

Preto: resíduo comum

Azul: resíduos recicláveis

Vermelho ou outra cor: resíduo em quarentena

 

3. Procedimentos para resíduos COVID Moradia:

Será necessário orientar os moradores para:

  • Resíduos de pessoas com diagnóstico positivo ou suspeito não devem se misturar com resíduos de outros moradores.
  • Dispor lenços de papel, sobras de alimentos, embalagens de alimentos, algodão, cotonete, etc. em saco plástico.
  • Colocar o saco dentro de outro saco e fechar bem.
  • Colocar o saco identificado do lado de fora da residência.
  • Um representante da Comissão SOS COVID Moradia fará o recolhimento dos resíduos, acondicionará em um saco plástico e ficará responsável por etiquetar o material identificando-o como “CONTAMINADO XX/XX/XXX” e levará até a área de quarentena.
  • A baia menor, que existe no abrigo de alvenaria, será utilizada para quarentena dos resíduos perigosos. O local ficará trancado com cadeado.
  • O responsável por coletar o material e levá-lo até a área de quarentena, deverá lavar adequadamente as mãos após o manejo dos resíduos.
  • Deverá ser garantida a quarentena mínima de 07 (sete) dias para os resíduos COVID gerados pelos moradores.
  • Um funcionário da Moradia será responsável por depositar nos contêineres da calçada após o período de 7 dias da data de coleta do material.

 

OBS: Será avaliada a possibilidade de disponibilizar um totem com álcool gel na área de quarentena, para higienização das mãos.

 

4. Procedimentos para resíduos recicláveis da Moradia:

  • Os resíduos recicláveis deverão ser armazenados por um período de 07 dias.
  • Será disponibilizado apenas um container para o depósito dos resíduos recicláveis. Os resíduos serão levados até a área de quarentena.
  • As quatro baias maiores, que ficam no abrigo de alvenaria, serão utilizadas para a guarda dos os resíduos em quarentena. Cada baia será fechada com cadeado e permanecerá trancada por 7 dias, quando os resíduos coletados serão transportados para os containers na calçada.

 

OBS: Avaliar possibilidade de disponibilizar um totem com álcool gel na área de quarentena, para higienização das mãos.

 

5) Protocolo para uso de ônibus (Fases atual, 1 e 2).

* O transporte coletivo é um dos principais disseminadores do Covid-19. O ambiente propício às aglomerações; as superfícies de contato e apoio coletivo; e o grau de ventilação dos veículos podem representar maior ou menor risco de contágio.

* O protocolo estabelecido visa reduzir a possibilidade da disseminação do coronavírus e oferecer um deslocamento mais seguro aos alunos.

 

1.Distanciamento Físico e uso de Máscaras

  • Nos pontos de embarque: Manter distanciamento mínimo de 1,5 m entre as pessoas enquanto aguardam a chegada do ônibus. Será realizada demarcação no piso para orientação. A utilização de máscaras também é obrigatória
  • No interior dos ônibus:
  • A utilização de máscaras no interior do ônibus é obrigatória.
  • Os ônibus irão operar com capacidade máxima de 50% como forma de contribuir para o distanciamento entre os usuários. Na Linha Moradia Estudantil foi implantado o sistema de assentos alternados, entre corredor e janela, que é demarcado pela capa da cabeceira dos bancos.
  • Manter 1 usuário por lado da fileira de bancos, com alternância dos bancos, utilizando banco com capa na viagem de Ida (Moradia-Campus) e sem capa na viagem de Volta (Campus-Moradia).
  • Realizar programação para distribuição dos alunos em rodízio, em grupos predefinidos, para cada horário, de acordo com a capacidade máxima dos veículo. Também é importante que não haja troca entre os grupos/horários, para minimizar a chance de contaminação cruzada. Este planejamento visa evitar aglomerações, conflitos, dado que o aluno saberá qual horário deverá pegar o ônibus, mas essencialmente prevenção a riscos.
  • A Moradia Estudantil deverá apresentar à Prefeitura/Unitransp com, no mínimo, 15 (quinze) dias de antecedência, o número de alunos que utilizarão o transporte e os horários de utilização, para que sejam providenciados o número de viagens adequados para a demanda de usuários.

 

2. Segurança e higiene no interior dos ônibus

  • Uso de Máscaras no interior dos ônibus
  • Uso obrigatório de máscaras de proteção facial por motoristas e usuários dos serviços de transporte é determinado em legislações específicas e visa a proteção individual e coletiva de todos;
  • Caso o usuário não esteja utilizando esta proteção, o motorista não irá permitir o seu embarque, conforme previsto no Parágrafo único da Resolução GR;
  • Caso o usuário retire esta proteção durante o trajeto, o motorista e/ou o fiscal da Unitransp irá abordá-lo e orientá-lo sobre a obrigatoriedade do uso. Caso o problema persista, o motorista e/ou o fiscal da Unitransp irá registrar os dados pessoais e encaminhará ao SAE (alunos) para que seja feita a orientação ao usuário. A SVC deverá ser informada para registro de ocorrência em sistema, bem como para apoio pela segurança, se necessário;
  • Higienização do veículo após cada viagem
  • Nos pega-mãos, corrimãos e demais superfícies onde há o constante contato das mãos dos passageiros e do motorista, conforme recomendação da Agência Nacional de Transportes Terrestres - ANTT;
  • Orientar aos passageiros a não fazer ingestão de alimentos no interior do ônibus;
  • Esta ação será divulgada por meio cartazes nos pontos e no interior dos veículos;
  • Manutenção de janelas abertas durante a viagem:
  • Nos veículos convencionais, sem ar condicionado, o motorista deverá providenciar a abertura de todas as janelas do veículo antes do início de cada viagem, sempre que possível, para maior circulação de ar; 
  • Os passageiros devem colaborar mantendo as janelas abertas;
  • Caberá à Unitransp a fiscalização desta medida.
  • Identificação aos usuários que utilizam o transporte
  • Dentre as medidas importantes, a apresentação da identidade ao fiscal ou motorista é essencial. Trata de uma ação normatizada há tempos.
  • Caso o usuário não apresente documento, o fiscal poderá exigir seu desembarque.
  • Será solicitado reforço em campanhas de orientação para toda comunidade.

                                             

6) Protocolo orientação uso espaço externo e nas casas (Faz.es atual, 1 e 2)

  1. Organizar treinamento aos estudantes moradores para convivência segura nas casas da moradia e republicas.
  2. Obrigatoriedade dos espaços de convivência estarem fechados até a fase 2.
  3. Uso de máscara obrigatório nos espaços externos, enquanto houver recomendação da OMS.
  4. Doações de máscaras aos moradores por demanda.
  5. estão vedadas as aglomerações de pessoas em todos os espaços da moradia, enquanto houver recomendação da OMS para manutenção do distanciamento físico.
  6. Colocar álcool gel disponível nas portarias da moradia.
  7. Enviar 1 frasco de álcool gel para cada morador (801 moradores oficiais).
  8. Solicitar maior fiscalização na execução dos serviços de limpeza dos espaços incluindo corrimão, mesas, portões e maçanetas de espaços coletivos. 
  9. Verificar se a limpeza está sendo feita com hipoclorito. se necessário, solicitar aumento na frequência com que a limpeza é feita (contrato de limpeza predial).


7) Protocolo de segurança (Fases atual, 1 e 2)


* As diretrizes para a segurança nos campi, fluxos de pessoas, automóveis, controle de espaços de convivência durante a Pandemia da COVID-19, são comuns para toda a Universidade.

* Os protocolos estabelecidos pelos Grupos de Trabalho visam o planejamento seguro para a retomada das atividades presenciais na Unicamp. O descumprimento destes compromete a efetividade de todo planejamento, além de pôr em risco, não somente a saúde da comunidade Universitária, como também pode contribuir para o agravamento à saúde pública de maneira geral, dada a diversidade da população que frequenta os Campi da Unicamp se pensarmos nos locais de residência, deslocamentos, interações e convivência de toda comunidade fora do contexto Unicamp.

 

* A Moradia receberá toda a diretriz de segurança a ser adotada para a Universidade. Apresentamos neste documento duas diretrizes gerais e uma proposta específica.

 

1.Distanciamento Físico 

  • Estão vedadas as aglomerações de pessoas em todos os abertos da Unicamp, enquanto perdurar a medida de quarentena no âmbito do Estado de São Paulo e durante a vigência das medidas preventivas adotadas pela Universidade para frear o ritmo de contaminação da COVID-19.
  • A SVC foi designada a fiscalizar, registrar ocorrências e orientar a comunidade em situações de aglomerações que ocorrem nos espaços da Universidade.

2.Uso Obrigatório de Máscaras 

  • O uso de máscaras de proteção facial, preferencialmente de uso não profissional e reutilizável, é obrigatório em todos os espaços dos Campi da Unicamp, enquanto perdurar a medida de quarentena no âmbito do Estado de São Paulo e durante a vigência das medidas preventivas adotadas pela Universidade para frear o ritmo de contaminação da COVID-19.
  • A SVC foi designada a fiscalizar, registrar ocorrências e orientar a comunidade para faça a utilização deste equipamento de proteção individual nos espaços da Universidade.

3. Urbanismo Tático - Ruas Completas: circulação de veículos e fluxo de pessoas

  • Para evitar ao máximo o cruzamento e a proximidade das pessoas durante a circulação, é preciso promover praticidade, conforto e segurança. Para isso, as ruas e avenidas devem possuir calçadas, ciclovias ou espaços de circulação de pedestres e ciclistas que atendam ao protocolo básico de saúde pública: o distanciamento físico.
  • Neste sentido, foi identificado que a implementação de uma proposta de Ruas Completas viria a contribuir para as medidas preventivas na transmissão da COVID-19.
  • O conceito de rua completa traz o desenho urbano que visa segurança e conforto para os usuários de todos os meios de transporte. O objetivo é melhorar a qualidade no deslocamento dos usuários, projetando ruas que são espaços públicos seguros e que permitem redes de transporte sustentáveis e de alto desempenho. 
  • O urbanismo tático é o desenho urbano baseado em intervenções temporárias de baixo custo para teste e avaliação da eficácia e da aceitação da comunidade. Ele permite catalisar projetos de longo prazo criando espaços públicos de qualidade e com baixo investimento.
  • Para a Moradia Estudantil, os veículos particulares podem entrar para carga, descarga, embarque e desembarque de pessoas e o trânsito e estacionamento é livre para veículos oficiais, veículos de serviços de concessionárias autorizadas e veículos de pessoas com deficiência. Os veículos particulares devem ser estacionados nos bolsões de estacionamento interno ou externo a fim de liberar as faixas de estacionamento ao longo das ruas Ubaldo Marques e Paulo Freire para o deslocamento de pedestres e ciclistas de forma segura, considerando as necessidades de distanciamento físico durante a pandemia. Essa intervenção deve ser integrada entre o Plano Diretor Integrado da DEPI, o grupo de Apoio SOS COVID Moradia, a Coordenação Executiva da Moradia e representantes da Moradia para avaliação.
  • Esta proposta conta com o planejamento do Plano Diretor Integrado da Unicamp, a fiscalização da Secretaria de Vivência dos Campi e parceria com a Moradia Estudantil. 
  • As ações necessárias para a implantação dessa proposta serão discutidas, planejadas e colocadas em prática através de outro Grupo de Trabalho, a ser designado por Portaria GR.

DIRETRIZES TÉCNICAS PARA PREVENÇÃO DA COVID-19 EM ATIVIDADES DE CANTO E USO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS

I. INTRODUÇÃO

 A COVID-19, ou doença do coronavírus, é a doença causada pelo vírus SARS-Cov-2. Seus primeiros casos, apresentados como “uma pneumonia de origem desconhecida”, foram identificados em dezembro de 2019 em Wuhan, capital da província de Hubei, na China.1 No Brasil, a primeira notificação de um caso confirmado de COVID-19 recebida pelo Ministério da Saúde ocorreu no dia 26 de fevereiro de 2020, e em 11 de março de 2020, a OMS declarou estado de pandemia por Covid-19. Atualmente, existem quase vinte e oito milhões de casos confirmados e perto de noventas mil mortes causadas por esta doença, distribuídos em 216 países, áreas ou territórios.2    

A transmissão do SARS-CoV-2 parece ocorrer principalmente por gotículas e contato próximo com casos sintomáticos infectados 3; uma pessoa doente elimina gotículas respiratórias ou secreções contendo o vírus ao tossir, espirrar, falar ou cantar, e estas entram em contato direto ou indireto (através do toque de superfícies contaminadas) com pessoas saudáveis pelo nariz, olhos ou boca. 

Gotículas respiratórias com menos de 5 micrômetros de diâmetro, assim denominadas “aerossóis”, podem permanecer no ar por mais tempo e viajar por distâncias maiores, levando consigo partículas de vírus (o SARS-CoV-2 tem apenas 0,1 micrômetro de diâmetro, então há espaço para muitos vírus em aerossóis); elas são comprovadamente geradas em procedimentos de saúde como intubação endotraqueal, sucção das vias aéreas, ventilação com pressão positiva e tratamento com nebulizador 4.

SARS-COV-2 VS TCHAIKOVSKY 

Mais recentemente, tem despertado o interesse científico a emissão de aerossóis contendo o vírus da Covid-19 também no ato de falar, cantar e tocar instrumentos, em razão da ocorrência, no início da pandemia, de surtos entre participantes de corais ao redor do mundo, levando à suspensão destas atividades em muitas regiões. 5-6 

Stadnytskyi e cols., por exemplo, utilizando a dispersão de luz laser, estimaram para um minuto de fala alta a geração de pelo menos 1000 núcleos de gotículas contendo vírions, as quais permaneceram no ar por pelo menos oito minutos.7 Comprovou-se, assim, que cantar em volume alto emite partículas em maior número e concentração de massa, aumentando a chance de transmissão aérea desta doença. 7,8 

Da mesma forma, reconhecendo o risco de propagação do vírus através dos instrumentos de sopro, alguns pesquisadores propuseram sua categorização em níveis de risco baixo, intermediário e alto, tomando como base a comparação de suas concentrações de aerossol com aquelas emitidas durante a respiração e a fala normais.9 

Assim sendo, este documento estabelece diretrizes técnicas com o objetivo de orientar gestores e profissionais da música quanto à minimização dos riscos de infecção pelo novo coronavírus decorrente de suas práticas no ambiente universitário.     

II. FATORES QUE INFLUENCIAM A EMISSÃO DE AEROSSÓIS E A TRANSMISSIBILIDADE DA COVID-19 9-12

 Volume da voz - A concentração respiratória das partículas aumenta rapidamente em proporção com o volume da voz, e varia em mais de uma ordem de magnitude do volume mais baixo para o mais alto, seja falando ou cantando. Portanto,      falar alto, gritar ou cantar aumentam a chance de transmissão do SARS-CoV-2. Além disso, chamam atenção os “super emissores da fala”, indivíduos que exalam significativamente mais partículas de aerossol do que outros. 

Tipo de instrumento, comportamento respiratório individual, técnicas especiais - a quantidade de aerossol gerada pelos instrumentos de sopro parece variar de acordo com a mudança do nível dinâmico, do padrão de articulação, do comportamento respiratório normal dos indivíduos e até do uso de algumas técnicas especiais durante a sua execução; mesmo tais efeitos modificam-se muito conforme o tipo de instrumento, dependendo de técnicas de respiração específicas, bem como da estrutura do tubo e do design de entrada do instrumento. 

Neste sentido, os instrumentos de sopro podem ser categorizados por risco, quanto à sua emissão de aerossóis, em baixo (ex., tuba), intermediário (ex., flautim, flauta, clarinete baixo, trompa francesa e clarinete) e alto risco (ex., trompete, trombone baixo e oboé), quando comparados à emissão na faixa da respiração (~ 90 ± 65 partículas/L) e da fala (~ 230 ± 95 partículas/L). Ademais, observou-se que os instrumentos de metal produzem aerossóis na proporção inversa ao comprimento da sua câmara de ar. 

Contato pessoal próximo / direto com casos COVID-19 - altos níveis de transmissão ocorrem entre pessoas próximas através do toque direto ou de nuvens respiratórias. Quanto mais perto se estiver de alguém liberando aerossóis contendo vírus, maior será a probabilidade da inalação de grandes quantidades deste agente infeccioso. Curiosamente, nuvens respiratórias contendo aerossóis viajam mais longe para a frente do que para os lados

Estar por muito tempo em espaços internos e mal ventilados - quando se trata de COVID-19, estar ao ar livre é 20 vezes mais seguro do que estar dentro de casa (ao ar livre, há bastante ar no qual os aerossóis podem se diluir). Foram relatados surtos de COVID-19 em ambientes fechados, lotados e inadequadamente ventilados, como restaurantes, boates, locais de culto ou de trabalho onde as pessoas podem estar falando, gritando ou cantando.

Superfícies contaminadas - O vírus viaja pelo ar em gotículas respiratórias que caem sobre superfícies, onde elas evaporam, deixando para trás cargas viáveis de vírus ou partículas virais. O vírus permanece viável por diferentes períodos de tempo de acordo com o material da superfície - até 72 horas em alguns tipos de plástico. 

Uso insuficiente ou incorreto de equipamento de proteção individual (EPI)

III - MEDIDAS DE PROTEÇÃO E PREVENÇÃO À COVID-19 

1. MEDIDAS GERAIS: 

1.1 DISTANCIAMENTO FÍSICO - para facilitá-lo: 

- Sugere-se reduzir o número de cantores e músicos, realizando ensaios em pequenos grupos; para isso, será preciso calcular quantos caberão no mesmo ambiente; 

- Configurar cantores em linhas (lado a lado), evitando-se colocar um em frente ao outro, assim como a formação circular; 

- Posicionar os cantores e músicos tão distantes quanto possível na prática: idealmente 3.5 metros, e minimamente 2 metros. As distâncias mínimas específicas para cada instrumento devem ser adotadas rigorosamente durante as práticas de conjunto. No caso de cantores líricos, recomenda-se a distância de 3,5 metros. 

- Colocar marcadores de piso indicando o distanciamento seguro. - Barreira físicas: podem ser utilizadas lâminas de acrílico, caixas de plexiglass ou paredes de PVC ao redor de cantores e instrumentistas de sopro para tornar segura a redução da margem de distanciamento dos mesmos. Por exemplo, colocar uma proteção em plexiglass que exceda em altura a campana dos instrumentos de metal, para evitar que o aerossol se espalhe na área de trabalho das cordas ou dos outros músicos sentados à sua frente. De qualquer forma, muitas orquestras trabalham já com tais proteções, geralmente para proteger os músicos contra ruídos. Vale ressaltar que estas barreiras devem ser higienizadas a cada uso. 

1.2 USO DE MÁSCARAS 

- Os instrumentistas e cantores devem sempre usar máscara de tecido enquanto não estiverem atuando, e não se deve falar sem máscara; - No canto lírico seu uso é desaconselhável, sendo necessária atenção 

redobrada às distâncias seguras e à ventilação; já para o canto popular de estilos mais suaves, o uso da máscara é possível, contando-se com o microfone para compensar a perda acústica; 

- Os cantores devem possuir máscaras reservas e trocá-las sempre que ficarem úmidas; 

- O uso frequente de máscaras durante as atividades requer maior cuidado com a alimentação e hidratação, pois o gasto energético será cada vez mais alto e a fadiga também poderá aparecer mais cedo; no entanto, o treino regular tende a fortalecer a capacidade respiratória; 

- Recomendam-se ainda as “tampas de sino” como "máscaras" para os instrumentos, podendo ser feitas de várias camadas de denier nylon

1.3 USO DE FACE SHIELDS - não é recomendado para atividades de canto ou de uso de instrumentos musicais. 

1.4 EVITAR O TOQUE 

- Dispensar hábitos de saudação como beijo, abraço ou aperto de mão; - Cantores não devem tocar o rosto como parte de um exercício de aquecimento ou método de instrução de canto (ou a qualquer hora desnecessariamente). 

1.5 ESPAÇO E VENTILAÇÃO 

- Ensaiar ou realizar apresentação, sempre que possível, ao ar livre. Em sua impossibilidade, escolher o maior espaço interno disponível;

- No caso de espaço interno, selecionar aqueles com ventilação adequada, tanto através do uso de sistemas mecânicos quanto pela manutenção de portas e janelas abertas. O uso de ventiladores deve ser evitado; 

- Fazer pausas frequentes entre os ensaios, desocupando-o por períodos longos o suficiente para permitir uma mudança completa de ar; 

- Uma opção para um espaço interno e mal ventilado pode ser uma barraca aberta (tenda); 

- É recomendado o uso do fluxo único: os músicos entram por uma porta e saem por outra. 

Ensaiar e se apresentar ao ar livre, com distanciamento físico e máscaras de tecido usadas de maneira adequada, pode ser o menos arriscado de todos os ambientes para grupos maiores. 

1.6 HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 

- Recomenda-se adotar a higiene das mãos (com água corrente e sabão, ou com álcool 70%) antes, durante e depois do ensaio/apresentação; 

- Além disso, realizar como parte das práticas do dia-a-dia: antes de comer, depois de usar o banheiro, depois de assoar o nariz, tossir ou espirrar, depois de tocar em superfícies frequentemente tocadas, como maçanetas, corrimãos e bebedouros, manusear lixo ou objetos compartilhados, e depois de colocar, tocar ou remover as máscaras faciais. 

1.7 HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE - deve acontecer sempre antes e após o seu uso, ou entre os usos para o caso de mais de uma turma ou equipe por dia;

1.8 HIGIENIZAÇÃO DAS SUPERFÍCIES 

- Cada indivíduo deve se responsabilizar pela higienização de itens como instrumentos musicais e estantes, antes e após cada prática musical; 

- As partituras devem ser de uso individual, evitando-se seu compartilhamento (assim como qualquer objeto) durante os ensaios. O músico deve ser responsável por trazer e levar a sua partitura; 

- Sugere-se, tanto quanto possível, remover do ambiente de ensaio as superfícies com chance de contaminação como cadeiras e suportes para partituras; 

1.9 DURAÇÃO DO ENSAIO / APRESENTAÇÃO - considerar tempos curtos, sempre que for possível; o tempo máximo de ensaio recomendado em ambientes fechados, mesmo em boas condições de ventilação, é de 1 hora. Após esse período, um intervalo de 20 minutos é necessário para que o aerossol acumulado seja eliminado ou depositado, quando ninguém deve permanecer na sala.       

 2. PARTICIPANTES         

Todos devem respeitar as medidas preventivas gerais. 

2.1 PÚBLICO - evitar ou limitar a presença de público durantes os ensaios e apresentações; 

2.2 MAESTRO E CONDUTOR - como estarão de frente para os cantores e instrumentistas, devem se posicionar a 3.5 metros de distância da primeira fila de cantores. Usar máscara de tecido o tempo todo. 

2.3 ARTISTAS DE UMA FORMA GERAL 

Deverão cumprir todas as normas sanitárias indicadas pela Universidade, incluindo o preenchimento diário, antes do início das atividades, do aplicativo AVISU (Aplicativo de Vigilância em Saúde da Unicamp) de inquérito

sintomatológico e rastreamento de contatos; 

- Não poderão comparecer presencialmente aos ensaios artistas que estejam portando qualquer sintoma sugestivo de Covid-19

- Deve-se avaliar com cautela a presença daqueles com condições de risco de agravamento da Covid-19 ;1 

- É importante manter um registro de presença de todos os ensaios, para facilitar a busca de contatos para o caso de adoecimento de alguém do grupo. 

1 Condições de risco para agravamento da Covid-19 (Ministério da Saúde. Guia de Vigilância Epidemiológica - Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional pela Doença pelo Coronavírus 2019 - 05 de agosto de 2020): Idade igual ou superior a 60 anos; Tabagismo; Obesidade; Miocardiopatias de diferentes etiologias (insuficiência cardíaca, miocardiopatia isquêmica etc.); Hipertensão arterial; Pneumopatias graves ou descompensados (asma moderada/grave, DPOC); Imunodepressão e imunossupressão; Doenças renais crônicas em estágio avançado (graus 3, 4 e 5); Diabetes melito, conforme juízo clínico; Doenças cromossômicas com estado de fragilidade imunológica; Neoplasia maligna (exceto câncer não melanótico de pele); Algumas doenças hematológicas (incluindo anemia falciforme e talassemia); Gestação.

2.4 CANTORES 

- Cantores líricos: sua distância segura é de pelo menos 3,5m, em todas as direções; usar máscaras de tecidos quando não estiverem cantando; 

- Cantores populares: usar máscara de tecido o tempo todo; se necessário, usar microfone para manter um baixo volume de conversação, lembrando-se de higienizá-lo antes e depois do uso; 

- Volume do canto / fala: considerar grupos menores e o tipo de música a ser cantada. Cantar baixinho tanto quanto possível, e falar calmamente. 

3. INSTRUMENTISTAS E USO DE INSTRUMENTOS 

Realizar limpeza antes e após o uso de cada instrumento, e não compartilhá-los;

3.1 Instrumentos de corda, teclado e percussão - não há orientações específicas para os instrumentistas: seguir as recomendações gerais de distanciamento físico, uso de máscara e higienização. 

3.2 Instrumentos de sopro

- Os instrumentistas de sopro dispensarão o uso da máscara enquanto estiverem tocando; 

- Manter distância segura entre os instrumentistas de pelo menos 2 metros em todas as direções; as atividades que envolvem instrumentos de sopro de alto risco (trompete, trombone, oboé, etc.) requerem distanciamento físico adicional, maior atenção quanto à redução da ocupação do ambiente e melhorias na ventilação, em comparação com as que envolvem os instrumentos com níveis de risco mais baixos, já citados anteriormente; 

- As válvulas de saliva não devem ser esvaziadas no chão. Recomenda-se usar um dispositivo de coleta para o conteúdo da válvula de cuspe, a ser descartado posteriormente; 

- Deve-se limitar a entrada por vez nas áreas de armazenamento, que devem ter todas as suas superfícies limpas com álcool a 70% antes e depois do seu toque, descartando-se o lenço adequadamente na sequência. 

4. OUTRAS CONSIDERAÇÕES 

4.1 MUSICA ONLINE - Em tempos de pandemia, o uso criativo da tecnologia pode ser muito útil para melhorar a capacidade de se fazer música colaborativa. 

4.2 Finalmente, sugere-se a leitura das cartilhas de recomendação para o convívio seguro na Unicamp.17         

IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 

 1. Guan W, Ni Z, Hu Y. Clinical characteristics of coronavirus disease 2019 in China.N Engl J Med 2020; 382:1708-1720.   

2. WHO. Coronavirus disease (COVID-19) pandemic. Numbers at a glance. Disponível em: 

https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019?gclid=EAI aIQobChMI8OGI08XP6gIVBgiRCh3BxgUxEAAYASAAEgK7DPD_BwE. Acesso em 10/09/2020. 

3. WHO. Transmission of SARS-CoV-2: implications for infection prevention precautions: scientific brief, 09 July 2020. Disponível em: 

https://apps.who.int/iris/bitstream/handle/10665/333114/WHO-2019-nCoV-Sci _Brief-Transmission_modes-2020.3-eng.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em 10/09/2020. 

4. Tran K, Cimon K, Severn M, Pessoa-Silva CL, Conly J. Aerosol generating procedures and risk of transmission of acute respiratory infections to healthcare workers: a systematic review. PLoS One. 2012;7(4):e35797. doi:10.1371/journal.pone.0035797. 

5. Charlotte, N. High Rate of SARS-CoV-2 Transmission due to Choir Practice in France at theBeginning of the COVID-19 Pandemic. 1–8 (2020). MedRxiv doi:10.1101/2020.07.19.20145326. 

6. Miller, S. L. et al. Transmission of SARS-CoV-2 by inhalation of respiratory aerosol in the Skagit Valley Chorale superspreading event. MedRxiv doi:10.1101/2020.06.15.20132027. 

7. Stadnytskyi V, Bax CE, Bax A, Anfinrud P. The airborne lifetime of small speech droplets and their potential importance in SARS-CoV-2 transmission. Proceedings of the National Academy of Sciences. 2020; 117(22):11875– 359 11877. Disponível em: https://www.pnas.org/content/117/22/11875, doi: 10.1073/pnas.2006874117. Acesso em 11/09/2020.

8. Gregson FKA, Watson NA, Orton CM, Haddrell AE, McCarthy LP, Finnie TJR, et al. Comparing the Respirable Aerosol Concentrations and Particle Size Distributions Generated by Singing, Speaking and Breathing. 

9. He R, Gao L, Trifonov M, Hong J. Geração de aerossol de diferentes instrumentos de vento. Pré-impressão medRxiv. 

10.Asadi, S., Wexler, A. S., Cappa, C. D., Barreda, S., Bouvier, N. M., & Ristenpart, W. D. (2019). Aerosol emission and superemission during human speech increase with voice loudness. Sci Rep 9, 2348 (2019). 

11.Olsen SJ, Chang HL, Cheung TYY, Tang AFY, Fisk TL, Ooi SPL, et al. Transmission of the Severe Acute Respiratory Syndrome on Aircraft. N. Engl. J. Med. 2003; 349 : 2416–2422. 

12.WHO.Q&A: How is COVID-19 transmitted?. Disponível em: https://www.who.int/news-room/q-a-detail/q-a-how-is-covid-19-transmitted. Acesso em 15/09/2020. 

13.European Centre For Disease Prevention - ECDC. Transmission of COVID-19. Disponível em: 

https://www.ecdc.europa.eu/en/covid-19/latest-evidence/transmission. Acesso em 15/09/2020. 

14.Practical guidelines for conductors and choirs 8 September 2020. Disponível em: 

https://www.abcd.org.uk/storage/COVID19_resources/ABCD_Risk_managem ent_guidance_for_choirs_September_2020.pdf. Acesso em 15/09/2020. 15.Naunheim MR, Bock J, Doucette PA, et al. Safer Singing During the SARS-CoV-2 Pandemic: What We Know and What We Don't. [publicado online antes da impressão, 2 de julho de 2020]. J Voice . 2020; S0892-1997 (20) 30245-9. doi: 10.1016 / j.jvoice.2020.06.028. 

16.Fórum Brasileiro de Ópera, Dança & Música de Concerto. Protocolos de Segurança Sanitária para a Prática Musical em ambiente público em tempos de pandemia de Covid-19. Disponível em: 

http://musica.ufmg.br/orquestra/wp-content/uploads/2020/06/PSS-Pr%C3%A1 tica-Musical-FBODMC-5-de-junho-de-2020.pdf. Acesso em 17/09/2020.

17.Universidade Estadual de Campinas. UNICAMP. Orientações para o convívio seguro. Disponível em: https://www.unicamp.br/unicamp/cartilha-covid-19. Acesso em 17/09/2020.