O Conselho Universitário (Consu) definiu, nesta terça-feira (4), a composição da lista tríplice com os nomes indicados a representantes da Unicamp no Conselho Superior da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O primeiro nome da lista é o do professor Cláudio Francisco Tormena, do Departamento de Química Orgânica do Instituto de Química (IQ). Em seguida, a professora Iscia Teresinha Lopes Cendes, do Departamento de Genética Médica e Medicina Genômica da Faculdade de Ciências Médicas (FCM), e o professor Rodolfo Jardim de Azevedo, do Departamento de Sistemas de Computação do Instituto de Computação (IC). Os nomes serão encaminhados ao governador do estado, que fará a nomeação. Também concorreram à indicação os professores Carlos Alfredo Joly (Instituto de Biologia – IB) e Marisa Beppu (IQ).
O novo indicado ocupará a vaga aberta pelo ex-reitor da Unicamp, Antonio José de Almeida Meirelles, que foi eleito para exercer o cargo de Diretor Administrativo da Fundação. O novo mandato que se encerrará em dia 12 de julho de 2030.

Órgão máximo de deliberação da Fapesp, o Conselho Superior é responsável por definir a direção estratégica, científica, financeira e administrativa da instituição. Tem como tarefa determinar a orientação geral da Fundação e definir as prioridades de fomento científico e tecnológico. Além disso, é responsável por estabelecer diretrizes estruturantes, como políticas de integridade e boas práticas científicas, propriedade intelectual, transparência, governança de dados e gestão financeira.
Formado em Química em meados da década de 1990, Cláudio Tormena obteve o título de doutor em Ciências pela Unicamp em 2000. Antes disso, porém, realizou estágio sanduíche na Universidade de Liverpool, na Inglaterra. Ingressou no IQ-Unicamp como professor em abril de 2006 e recebeu o título de livre docente em 2012. Tormena é membro titular da Academia de Ciências do Estado de São Paulo.
“A representação da Unicamp no conselho da Fapesp requer uma visão abrangente do sistema paulista de ciência, tecnologia e inovação, construído pela experiência em pesquisa, formação, recursos humanos, gestão universitária e interação com os instrumentos de fomento à pesquisa”, afirmou o diretor do IQ, Ítalo Odone Mazali, que defendeu a indicação do colega junto ao Consu.
Iscia Teresinha Lopes Cendes, por sua vez, atua na área de neurogenética, concentrando-se no estudo de marcadores genéticos e fenotípicos em doenças neurológicas, com ênfase especial nas epilepsias. Seu principal interesse está na investigação dos mecanismos moleculares que contribuem para essas enfermidades. Coleciona diversos prêmios e distinções por contribuições científicas, incluindo a eleição como membro da Academia Brasileira de Ciências, o reconhecimento máximo para cientistas no Brasil.
“Trata-se de uma cientista com forte produção acadêmica, mas que também direcionou parte importante de sua carreira e de sua energia para um aspecto estratégico na ciência atual, que é a disponibilização dos dados genômicos de populações normalmente fora do circuito do norte global”, explicou o professor Erich Vinicius de Paula, do Departamento de Clínica Médica da FCM.
Diretor do Instituto de Computação (IC) entre 2017 e 2019, Rodolfo de Azevedo é membro do Conselho da Sociedade Brasileira de Computação (2015-2019). Foi presidente da Universidade Virtual do Estado de São Paulo – Univesp (2019-2023) e secretário Regional da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) entre 2023 e 2025. Foi membro do Conselho Técnico Científico do Instituto Eldorado (2021-2026) e hoje atua como coordenador geral de Tecnologias e Parcerias em Inovação da Fapesp.
“Uma fundação que financia a ciência em todas as áreas terá de decidir como pretende preservar a amplitude e a qualidade desse fomento diante da mudança da base de arrecadação e, com isso, decidir como o estado de São Paulo deverá formar sua próxima geração de pesquisadores”, considerou o diretor do IC, Leandro Villas.
Carreira Pq
O Consu também aprovou nesta terça-feira, a proposta que cria e regulamenta a Comissão Permanente de Dedicação Integral e Exclusiva à Pesquisa (CPDIEP) da Unicamp. O novo órgão será o responsável por analisar, fiscalizar e acompanhar o regime de trabalho de dedicação integral e exclusiva dos servidores pertencentes à Carreira de Pesquisador (Carreira Pq).
De acordo com a deliberação aprovada no conselho, caberá à comissão fiscalizar o cumprimento do regime de integralidade e exclusividade dos pesquisadores. Além disso, deve manifestar-se sobre ingresso, permanência e desligamentos dos profissionais.
Subordinada à reitoria, a comissão será composta por cinco membros, sendo três representantes da carreira de Pesquisador (Pq), das áreas biológicas, exatas e humanas/sociais, a partir de indicação da Câmara Interna de Desenvolvimento de Pesquisadores (CIDP). O mandato dos membros será de dois anos, sendo permitida a recondução.
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