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HC inaugura instalações para a área de oncologia

Espaço contém salão de quimioterapia, jardim terapêutico e sino da vitória para os pacientes

O Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp inaugurou na sexta-feira (19), o novo salão de quimioterapia para o tratamento de pacientes com câncer. O novo espaço tem 190 metros quadrados e capacidade para acomodar 20 pacientes ao mesmo tempo. A nova área recebeu investimentos de mais de R$ 400 mil da Reitoria da Unicamp e de recursos próprios do hospital. O novo espaço proporcionará mais conforto, segurança e qualidade aos pacientes. Hoje, o HC realiza quase mil sessões de quimioterapia por mês. Com o novo salão será possível à área de Oncologia dobrar o número de sessões.

De acordo com a superintendente, Elaine Cristina de Ataíde, mais do que uma ampliação física, este espaço simboliza o compromisso da Unicamp e do HC com uma assistência cada vez mais humana, digna e centrada nas necessidades dos pacientes.

“Para os pacientes oncológicos, o tempo é algo vital. Hoje, temos na região uma fila represada de 800 pacientes que necessitam fazer quimioterapia. O novo salão de quimioterapia permitirá que mais pessoas tenham acesso ao cuidado especializado oferecido pelo HC. Essa entrega traz mais humanização ao tratamento oncológico. Nosso sonho é, num futuro, fazer um hospital do câncer”, revelou Ataíde, durante a inauguração do espaço, localizado no terceiro andar do HC.

A médica Nadia Sclearuc de Siqueira, coordenadora do Serviço de Oncologia do HC, concordou que a expansão da área de quimioterapia permitirá o atendimento de mais pacientes. A médica Carmen Silvia Passos Lima, chefe da disciplina de Oncologia da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, reforçou que a oncologia precisa ser ampliada para reduzir as filas de espera de quimioterapia e radioterapia.

O médico Luiz Carlos Zeferino, diretor da Diretoria Executiva da Área da Saúde (DEAS), disse que essa expansão é mais que merecida. “É um avanço importante para a assistência oncológica e para os pacientes, porém pouco para as necessidades de Campinas e região”, alertou.

José Barreto Campello Carvalheira, docente da disciplina de Oncologia da FCM, foi diretor do Departamento de Atenção ao Câncer (DECAN) na Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (SAES) do Ministério da Saúde por dois anos. Durante o tempo em que esteve à frente da formulação da Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, Barreto viajou o Brasil e viu de perto as necessidades da população que necessita de tratamento oncológico. “De todas as áreas, a oncológica é que tem mais sofrimento. Precisamos atender, atender e atender”, disse.

Seis pessoas em pé em um corredor de hospital ou instituição médica, com uma porta cinza ao fundo, estando três delas à esquerda (usando blazer preto, camisa branca com crachá, e blazer cinza claro com crachá) e três à direita (usando blazer preto, camisa azul clara, e blazer bege com estampa preta e branca), todas observando um painel branco na parede com placa cinza acima contendo texto em português sobre quimioterapia, enquanto uma fita vermelha é segurada por duas pessoas no centro, indicando um ato de inauguração.
O novo espaço teve investimentos da ordem de R$ 400 mil da Reitoria da Unicamp, além de recursos próprios do hospital

Jardim terapêutico e sino da vitória

Transformar o hospital em agente ativo de cura, não apenas de tratamento. Com essa proposta, Ataíde entregou, ainda na quinta-feira (18/6), o jardim terapêutico e o sino da vitória. Pacientes que concluem o tratamento tocam o sino como símbolo de vitória, superação e esperança para todos. Isso é uma tradição mundial em oncologia.

Sobre a laje do terceiro andar que leva ao setor de Oncologia, a paisagista Helena Overmeer criou um jardim de 150 metros quadrados com plantas nativas, arbustos e árvores de pequeno e médio porte, tudo com irrigação automatizada. As plantas do jardim foram doadas pela Dama Plantas, e a empresa ON Decor doou os vasos e plantas artificiais para os ambientes internos.

A área de atendimento da Oncologia do HC também recebeu tons de verde e os 30 metros de paredes do corredor foram adornados com um mural artístico com tema botânico de folhagens, feito pela muralista Gabriella Victorino. Estudos mostram que o uso de elementos naturais em hospitais reduz o estresse em 37%, a depressão em 21%, a dor física em 22%, e o tempo de internação hospitalar em 8%.

“A natureza é nossa primeira casa. As plantas trazem o que elas têm de melhor para as pessoas. O projeto foi pensado para remeter ao aconchego, ao bem-estar, e para acelerar a cura”, disse Overmeer.

Nove pessoas posicionadas em frente a uma parede com papel de parede estampado em tons de verde e bege, com texto parcialmente visível, sendo que oito pessoas estão em pé ao redor de uma pessoa sentada na frente, todas com as mãos unidas em gesto de coesão, vestindo roupas em cores variadas como branco, cinza, verde e tons neutros, em ambiente interior que parece ser um consultório ou espaço profissional com porta de vidro visível ao fundo.
Tereza, de 87 anos (ao centro, blusa bege), recebeu alta do ambulatório de oncologia após cinco anos de tratamento

Todo o projeto foi realizado em parceria com o Núcleo de Voluntários do HC (NUVOHC). O coordenador de Assistência do HC, Paulo Eduardo Neves Ferreira Velho, agradeceu a parceria que já dura 25 anos.  Fátima Franca, diretora tesoureira do NUVOHC, disse que todo o trabalho foi voluntário e feito por meio de doações. “Quando o Serviço Social do HC nos procurou com o projeto, logo abraçamos a causa. É importante o paciente sentir que tem alguém pensando nele”, disse Franca.

Carmen Silvia Passos Lima ressaltou que são muitas as pessoas que fazem do HC um hospital melhor e humanizado. Nadia Sclearuc de Siqueira disse que a excelência técnica e a humanização devem caminhar juntar, mas sem perder de vista aquilo que une e inspira todos que trabalham no hospital e na oncologia: cuidar das pessoas. “As paredes foram transformadas hoje. Mas o que realmente dá vida a este lugar são as pessoas que cuidam e as pessoas que aqui encontram esperança. Que esse espaço seja um espaço em que cada paciente se sinta visto, respeitado e acolhido em cada etapa da sua caminhada”, desejou Sclearuc.

“É importante que o paciente se sinta acolhido no momento de fragilidade. Trazer essa visão holística para o cuidado é pensar no bem-estar do paciente. Isso faz parte da proposta de humanização de nosso hospital. Temos que celebrar mais essa conquista e esse avanço no tratamento dos pacientes oncológicos”, concluiu Ataíde.

Matéria publicada originalmente no site do Hospital de Clínicas da Unicamp.

Foto de capa:

Interior de consultório ou clínica com piso em tons claros, iluminação de teto com painéis LED, paredes brancas, balcão de recepção em tons bege com superfície cinza, cadeiras estofadas em azul-marinho e bege dispostas na área de espera à esquerda, armários brancos e cinzas nas paredes, duas portas cinzas ao fundo, computadores sobre o balcão e elementos de mobiliário moderno em tons neutros.
O novo espaço tem 190 metros quadrados e capacidade para acomodar 20 pacientes ao mesmo tempo
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