Para discutir a formalização de um convênio entre as duas instituições para o atendimento de estudantes estrangeiros, o reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, recebeu, na manhã da última sexta-feira (12), o chefe da Delegacia da Polícia Federal em Campinas, André Almeida de Azevedo Ribeiro. Segundo o reitor, um acordo com a PF poderá dar maior impulso à estratégia de internacionalização da Unicamp.
“Existe um esforço muito grande para divulgar a imagem da Unicamp no exterior e, na medida em que a Universidade passa a ficar mais conhecida, maior é o número de estudantes que nos procuram”, explica Montagner. A ideia, diz o reitor, é tornar mais ágil o processo de acolhimento desses estudantes.
Por conta disso, a Diretoria Executiva de Relações Internacionais (Deri) da Unicamp propôs à Polícia Federal em Campinas a criação de um mecanismo especial de atendimento aos estudantes estrangeiros que se habilitam para participar de programas de intercâmbio, especialização ou de projetos de pesquisa.

De acordo com o diretor da Deri, Rafael Dias, a Unicamp recebe em média 350 intercambistas por ano – cerca de metade em cada semestre –, vindos de todas as regiões do mundo. Um dos principais entraves, diz ele, é que chegam praticamente juntos. A sugestão é que se organizem plantões ou mutirões de atendimento, inclusive em espaços da Unicamp.
“Hoje temos uma estrutura bem montada para atendimento a estrangeiro, mas nada impede que possamos avaliar outras possibilidades”, afirmou o delegado. De acordo com ele, a PF está aberta para a realização de parcerias com a Unicamp.
Recentemente, a Deri instituiu o Conselho de Internacionalização da Unicamp – um órgão consultivo que terá como atribuições planejar, executar, monitorar e avaliar ações de internacionalização da Universidade. Segundo Dias, o novo conselho fornecerá aos dirigentes elementos que orientem a tomada de decisão no setor, além de promover o engajamento de professores, pesquisadores, estudantes e funcionários.
Hoje a Unicamp conta com 932 convênios vigentes com universidades e instituições de pesquisa de mais de 80 países. Do total, 203 foram firmados com instituições da América Latina e do Caribe. As instituições norte-americanas lideram o ranking de parcerias, com 105 acordos, seguidas da França, com 70, e da China, com 69.
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