A Diretoria Executiva de Relações Internacionais (Deri) instituiu, na tarde desta quinta-feira-feira (11), o Conselho de Internacionalização da Unicamp – um órgão consultivo que terá como atribuições planejar, executar, monitorar e avaliar ações de internacionalização da Universidade. De acordo com o diretor da Deri, professor Rafael Dias, o novo conselho fornecerá aos dirigentes elementos que orientem a tomada de decisão no setor, além de promover o engajamento de professores, pesquisadores, estudantes e funcionários.
Segundo Dias, o conselho terá representantes das unidades, colégios e órgãos numa indicação de sua vocação. “A internacionalização começa de dentro para fora. Queremos fazer uma internacionalização que não seja apenas para a Universidade, mas também com a Universidade”, explicou Dias na solenidade de lançamento do conselho, realizada no auditório da Educorp.
Hoje a Unicamp conta com 932 convênios vigentes com universidades e instituições de pesquisa de mais de 80 países. Do total, 203 foram firmados com instituições da América Latina e Caribe. As instituições norte-americanas lideram o ranking de parcerias, com 105 acordos, seguido da França, com 70, e da China, com 69.


De acordo com a Deri, o intercâmbio de estudantes tem crescido muito na Unicamp. O número de alunos estrangeiros que vieram estudar na Unicamp saltou de 194 em 2019 para 339 em 2025, um crescimento de 74,7%. Na comparação com o 1º semestre deste ano, o crescimento chegou a 85,5%, com 362 estudantes.
O reitor da Unicamp, Paulo Cesar Montagner, disse que o Conselho materializa uma aspiração antiga na Universidade. “A internacionalização está na nossa identidade. Temos um olhar de expansão para o mundo”, afirmou o reitor.
Para o coordenador-geral da Universidade, Fernando Coelho, a consolidação do Conselho “aumenta o grau de institucionalidade e amplia o grau de capilaridade das ações da Deri”.
Segundo ele, a Unicamp tem trabalhado para abrir novas possibilidades de interação e, por conta disso, tem buscado fortalecer as políticas de aproximação com países da América Latina e Caribe e com instituições africanas e asiáticas, sem perder o contato já consolidado com universidades norte-americanas e da Europa.
O chefe de Gabinete da reitoria, professor Osvaldir Taranto – que já dirigiu a Deri – disse que a formalização de um conselho é uma demanda de muitos anos na Universidade. “Não queríamos ser apenas receptivos, e foi pensando num conselho que constatamos que, para fazer uma internacionalização robusta, precisávamos das unidades”, concluiu.
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