O professor Luís Fernando Mercier Franco tomou posse, na última sexta-feira (8), como novo diretor da Faculdade de Engenharia Química (FEQ) da Unicamp, enquanto Raphael Soeiro Suppino assumiu a diretoria associada da unidade. Eles ocupam os postos para o quadriênio 2026-2030, no lugar dos colegas Dirceu Noriler e Leonardo Fregolente. A cerimônia foi realizada no Auditório Martin Aznar e contou com a presença do reitor, Paulo Cesar Montagner, além de docentes, estudantes, pesquisadores e representantes da comunidade acadêmica e do setor industrial.
O reitor destacou a relevância histórica da FEQ para o desenvolvimento científico, tecnológico e industrial do país e ressaltou o papel estratégico da unidade na projeção internacional da universidade. “Celebramos hoje a renovação e o reconhecimento. Essa troca de gestão representa não apenas a continuidade institucional da Universidade, mas também um momento de reafirmação dos compromissos da Unicamp com a excelência acadêmica, a ciência pública e a formação de qualidade”, afirmou.
Montagner também homenageou a gestão que se encerra, destacando a atuação de Noriler e Fregolente em um período marcado por desafios orçamentários, científicos e administrativos para as universidades públicas brasileiras. “Continuar produzindo ciência de qualidade no Brasil exige hoje coragem, criatividade e espírito coletivo”, comentou.


Diálogo
Ao tomar posse, Franco disse receber a missão “com humildade e grande senso de responsabilidade”. Professor da FEQ há nove anos, ele afirmou que pretende conduzir a gestão com base no diálogo e na construção coletiva. Também enfatizou a importância da atuação conjunta com o diretor associado Suppino, a quem classificou como um dos principais parceiros de sua trajetória dentro da faculdade. Ressaltou, ainda, que sua gestão será construída a partir da escuta de docentes, estudantes e servidores da unidade.
Ademais, Franco destacou a tradição da FEQ na formação de profissionais para a indústria e para a academia, além do papel da Faculdade na inovação tecnológica e na produção científica. Ele lembrou que a unidade se consolidou como referência nacional em engenharia química nas últimas décadas.


Diversidade
Outro ponto destacado foi o aumento da diversidade entre os estudantes da FEQ, impulsionado pelas mudanças recentes nos mecanismos de ingresso da Unicamp. Para Franco, a unidade precisa continuar avançando em políticas de acolhimento e adaptação às diferentes realidades presentes na comunidade acadêmica, fortalecendo sua capacidade de trabalhar com novas percepções e experiências de vida.

Franco também defendeu uma aproximação ainda maior entre universidade e setor produtivo. “A FEQ tem papel importante na construção de uma indústria nacional mais inovadora e resiliente”, disse.
Durante a cerimônia de transição, o agora ex-diretor Noriler destacou os principais resultados da gestão iniciada em 2022. De acordo com ele, a FEQ avançou em áreas como governança, transparência, desburocratização de processos e modernização administrativa.
Origem
Criada oficialmente entre o fim da década de 1980 e o início dos anos 1990, a FEQ teve origem em um curso implantado nos anos 1970. Ao longo de sua trajetória, a unidade consolidou tradição em áreas como energia, sustentabilidade, biotecnologia, materiais, processos industriais e inovação tecnológica, formando profissionais que hoje ocupam posições de liderança no Brasil e no exterior.
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