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Segunda edição da Semana da Acessibilidade Afetiva amplia debate sobre inclusão

Evento terá debates, oficinas, cursos e conversas abertas de 6 a 9 de abril nos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba

Entre percursos, salas de aula e experiências cotidianas, a acessibilidade se revela não apenas na infraestrutura, mas também na forma como a Universidade acolhe a diversidade de corpos, vozes e modos de participação na vida acadêmica. Com essa proposta, o Espaço de Apoio ao Ensino e Aprendizagem ([ea]²), órgão vinculado à Pró-Reitoria de Graduação (PRG), promove, entre 6 e 9 de abril, a 2ª Semana da Acessibilidade Afetiva, com apoio da Diretoria Executiva de Apoio e Permanência Estudantil (Deape), da Diretoria Executiva de Direitos Humanos (DeDH) e de outros órgãos.

A programação conta com debates, oficinas, cursos e conversas abertas sobre inclusão no ensino superior. Mais do que discutir adaptações arquitetônicas ou recursos físicos, o evento propõe ampliar o olhar sobre o que significa, na prática, construir uma universidade inclusiva.

O conceito de “acessibilidade afetiva”, que dá nome ao encontro, desloca a discussão para as relações humanas, as experiências de convivência e o sentimento de pertencimento no cotidiano acadêmico.

“Quando a gente fala de acessibilidade afetiva, vemos que não se trata apenas de uma classificação ou de uma sigla. Antes de qualquer definição, são pessoas, pessoas com deficiência, que devem ser olhadas com cuidado, ética e afetos. Trabalhar com afetividade é respeitar o direito humano à vida, à existência e ao pertencimento”, explica o coordenador do [ea]², professor Sílvio Roberto Consonni.

O coordenador do [ea]², professor Sílvio Roberto Consonni: demanda crescente
O coordenador do [ea]², professor Sílvio Roberto Consonni: demanda crescente por espaços de diálogo na Universidade

Nesta segunda edição, as atividades presenciais, pela primeira vez, estarão nos três campi da Unicamp (Campinas, Limeira e Piracicaba). “Respondemos a uma demanda crescente da comunidade acadêmica por espaços permanentes de diálogo sobre inclusão e equidade e consideramos muito importante levar essa conversa para os diferentes espaços da Universidade”, destaca.

A programação articula formação, debate e escuta, reunindo docentes, estudantes, pesquisadores, funcionários e trabalhadores terceirizados, convidados a refletir sobre práticas inclusivas, acessibilidade e acolhimento de pessoas com deficiência no ambiente universitário.

Olhar integrado

Na avaliação do coordenador, pensar a acessibilidade exige um olhar integrado, capaz de integrar infraestrutura, práticas pedagógicas e as singularidades da comunidade universitária. “É muito importante que existam trajetos acessíveis e recursos físicos, mas precisamos olhar para o conjunto”, observa.

A proposta, segundo ele, é justamente evitar que a inclusão seja pensada de forma fragmentada ou limitada a ações isoladas. Rampas, corredores acessíveis e sinalização são fundamentais, mas não esgotam a complexidade do tema. A reflexão passa também pelas dinâmicas de sala de aula, metodologias de ensino e a formação continuada de docentes e gestores.

É nesse sentido que a programação foi estruturada para dialogar com diferentes segmentos da Universidade. A abertura, na manhã do dia 6, será com um debate entre diretores e coordenadores de graduação sobre acessibilidade e processos institucionais. Ao longo da programação, as atividades se desdobram em conversas abertas com a comunidade, oficinas e cursos formativos.

Entre os destaques está a participação da professora Sônia Caldas Pessoa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pesquisadora e especialista em inclusão e acessibilidade no ensino superior. Dentre suas publicações, destaca-se o livro “Afetos de mãe: amor, morte e vida”, no qual ela aborda a gestação, o nascimento, a luta por uma educação inclusiva, o viver intensamente e o luto.

A presença da docente reforça o caráter formativo da iniciativa, que inclui ainda um curso sobre metodologias inclusivas para pessoas com deficiência no ensino superior e uma oficina prática voltada a adaptações inclusivas.

Palestra durante a primeira edição do evento realizada em 2025
Palestra durante a primeira edição do evento realizada em 2025; conceito de “acessibilidade afetiva” desloca a discussão para as relações humanas, as experiências de convivência e o sentimento de pertencimento no cotidiano acadêmico

Segundo Consonni, a construção desse debate vem sendo amadurecida pelo [ea]² desde 2024, quando o órgão passou a incorporar, de forma sistemática, a temática da educação inclusiva em oficinas, workshops e ações de formação docente. “Além de uma preocupação institucional, existe também uma obrigação legal prevista pela Lei Brasileira de Inclusão. Mais do que isso, trata-se de promover melhores experiências para nossos estudantes em sala de aula”, ressalta.

O coordenador destaca ainda que o crescimento da demanda por acolhimento e acessibilidade dentro da Universidade torna urgente a ampliação desses espaços de escuta e sensibilização. “Nós precisamos estar sensíveis à temática. Não significa que a gente não vai errar, não significa que nunca vai aprender. O fato de ouvir e estar atento já é excelente”, diz.

Para ele, o possível desconforto decorrente da pauta pode ser compreendido como parte do processo de transformação institucional. “Trata-se de uma temática que, muitas vezes, provoca incômodo e, consequentemente, movimento, o que evidencia sua relevância e a necessidade de reflexão”, afirma.

Ao reunir diferentes áreas e setores da Universidade, a expectativa é fortalecer redes e consolidar políticas de inclusão mais permanentes. “O convite é para que toda a comunidade participe e ajude a construir um espaço mais participativo e mais equitativo”, completa.

Programação

6/4 – 9h
Debate com diretores e coordenadores de graduação
Local: Sala Multiuso do [ea]² – CB55. Ciclo Básico 1
Tema: “Acessibilidade e processos institucionais”
Inscrições.

6/4 – 14h
Conversa aberta com a comunidade – edição Campinas
Local: Salão Nobre da Faculdade de Educação (FE)
Tema: “Acessibilidade afetiva e inclusão”
Inscrições.

7 e 8/4
Curso no [ea]² Unicamp – a partir das 9h
Local: Auditório Raízes, CB55, Ciclo Básico
Tema: “Metodologias inclusivas para pessoas com deficiência no ensino superior”
Inscrições.

8/4 – 14h30
Conversa aberta com a comunidade – edição Limeira
Local: Auditório da Faculdade de Tecnologia  (FT)
Tema: “Acessibilidade afetiva e inclusão”
Inscrições.

9/4 – 9h
Conversa aberta com a comunidade – edição Piracicaba
Local: Sala de Metodologias Ativas da Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP)
Tema: “Acessibilidade afetiva e inclusão”
Inscrições.

9/4 – 14h
Oficina aberta para a comunidade
Local: Sala Multiuso do [ea]² – CB55. Ciclo Básico 1
Tema: “Inclusão além do discurso: adaptações práticas
Inscrições.

Acesse o site do evento para mais informações.
Foto de capa:

A programação da Semana foi estruturada para dialogar com diferentes segmentos da Universidade
A programação da Semana foi estruturada para dialogar com diferentes segmentos da Universidade


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