O Instituto de Computação (IC) da Unicamp abriu, na quinta-feira (26), as comemorações pelos seus 30 anos de existência. O diretor da unidade, professor Leandro Villas, identifica dois grandes desafios para o futuro próximo: garantir uma base sólida de formação para o estudante, mesmo diante da grande velocidade na produção de conhecimento proporcionada pelas novas tecnologias, e assegurar o uso ético e consciente dessas ferramentas – em especial as de Inteligência Artificial.

“O Instituto tem feito um grande esforço nesse sentido. Inclusive, nossos coordenadores de graduação e de pós-graduação têm feito fóruns para que a comunidade possa discutir e definir diretrizes de uso de IA não apenas entre os estudantes, mas também entre nossos servidores”, disse.
Na cerimônia de abertura das comemorações, Villas fez uma avaliação positiva da posição do IC em relação aos institutos similares instalados no Brasil. “O IC é hoje, se não o maior, um dos maiores do Brasil. Na verdade, é uma referência na América Latina”, afirmou.
“Nossos egressos estão hoje ocupando posições em importantes instituições nacionais e estrangeiras. Muitos são empreendedores; alguns deles, donos de grandes empresas de tecnologia – que empregam milhares de pessoas, com impactos significativos na renda da região”, acrescentou. “O IC é referência pela qualidade do pessoal formado nas últimas décadas”, reforçou.
O IC foi criado em 1996, mas sua origem remonta a 1969, quando surgiu na Unicamp o curso de bacharelado em Ciência da Computação. Esse curso foi o primeiro do gênero no Brasil e serviu de modelo para inúmeros outros programas de graduação em todo país. Ainda naquele ano, foi criado o Departamento de Ciência da Computação (DCC) dentro do Instituto de Matemática, Estatística e Ciência da Computação (IMECC). Em março de 1996, o Departamento deixou de fazer parte do IMECC e tornou-se a 20ª Unidade de ensino e pesquisa da Unicamp.


A importância do IC para a Unicamp é enorme”, diz o reitor, Paulo Cesar Montagner. “O IC começou quando a computação estava entrando nas nossas vidas de maneira mais direta e, agora, quando olhamos essa linha do tempo, vemos que, naquele momento, diante de uma grande inquietação internacional, a Unicamp tomou a decisão de criar um Instituto para estudar isso tudo com mais profundidade. De lá para cá, os resultados são conhecidos”, acrescenta.
“Claro que temos desafios, sempre. Temos de nos manter cautelosos, atentos ao nosso progresso e à nossa missão, mas o IC já é uma referência e se tornou num orgulho para a Unicamp”, conclui.
Atualmente, o Instituto oferece cursos de graduação em Engenharia de Computação – conjuntamente com a Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação – e Bacharelado em Ciência da Computação. Conta, ainda, com um programa de pós-graduação e vários cursos de especialização e extensão universitária.
Os docentes do Instituto estão engajados em centenas de projetos de pesquisa, cobrindo quase todas as subáreas da Computação e com papel de destaque no desenvolvimento da Ciência da Computação no Brasil. O Instituto conta também com inúmeros convênios de consultoria e pesquisa com órgãos do governo e empresas privadas.
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