Pensar ou refletir sobre o hipertexto supõe
contextualizá-lo, situá-lo no cenário
contemporâneo do qual faz parte e em que atua. Temos hoje
perfeita consciência de que a sociedade é regida por
novos comandos, por uma tecnociência computadorizada que
invade nosso espaço pessoal substituindo livros por
microcomputadores e, assistindo a tudo isto, não sabemos
onde vamos aportar. Falar ou escrever sobre o mundo contemporâneo
é verificar que, ao lado de um progresso material
impressionante, de descobertas e inovações
tecnológicas a que alguns chegam a atribuir poderes quase
mágicos, grande parte da população do globo
permanece no mais completo estado de subdesenvolvimento e
abandono, ao qual podemos adicionar os efeitos perversos da
globalização e da mundialização da
economia e do mercado, geradores de uma nova forma de exclusão
social, representada pela multidão de desempregados e
famintos. Esta constatação nos coloca numa situação
de angústia e perplexidade frente ao que vemos, podemos
descrever, tentamos compreender e talvez transformar.
Theodor Adorno explica este panorama de absoluto
paradoxo em que progresso material e injustiça social
estão juntos, sem que o primeiro elimine ou diminua a
segunda, pelo fato da sociedade contemporânea se reger pelo
sistema que ele qualifica como "capitalismo tardio",
cuja característica marcante é circunscrever um
sistema social fechado sobre si mesmo, o que impede toda e
qualquer ação individual ou coletiva para se
superar sua lógica perversa e injusta, a lógica do
sucesso ou do fracasso, que delega à razão somente
a tarefa de adequar tecnicamente os meios a fins que lhes são
alheios e impostos (Adorno, 1999).
A construção deste cenário,
com suas relações sociais absolutamente
características, onde estamos, bem ou mal, também
inseridos e que denominamos modernidade, tem suas origens, no
plano econômico, ligadas ao advento da máquina a
vapor que impulsionou o capitalismo e, no plano das idéias,
à Filosofia das Luzes que, difundida a partir do século
XVIII, pregava o desenvolvimento moral e material do homem pelo
conhecimento.
Para nos situarmos melhor, em relação
à reflexão a que nos propomos, voltemos um pouco
àquelas origens: Foucault em uma aula pronunciada em 1983
no Collège de France ousa mesmo datar o nascimento do
discurso filosófico da modernidade - 1784. Naquele ano
Kant tornou público seu ensaio "O que é o
Iluminismo" no qual apresentou a filosofia
interrogando-se sobre si mesma e sobre a atualidade. Até
a divulgação do texto kantiano, a cuja data Foucault recorre,
o presente era visto somente em suas relações
com o passado clássico. A partir daí a atualidade
se transforma em objeto de tematização autônoma,
permitindo-se à filosofia debruçar-se sobre o aqui
e agora abandonando as verdades eternas
(Rouanet, 1998, pág.
222).
Historicamente o projeto civilizatório
instaurado pelas Luzes afirmava a razão e o método
científico como as únicas fontes de conhecimento
válido, rejeitava qualquer concepção de
mundo derivada do dogma, da superstição e da
fantasia, sustentando-se em três ingredientes conceituais,
quais sejam: a universalidade, a individualidade e a autonomia. O
projeto visava todos os homens, enquanto pessoas concretas,
independentemente de fronteiras nacionais, étnicas ou
culturais, mas, ao mesmo tempo, tais pessoas deveriam agir por si
mesmas, participando ativamente de um projeto público e
adquirindo por seus próprios meios as condições
de subsistência (Souza,
1996, pág. 736). Em linhas gerais,
enquanto proposta emancipatória, estava condicionado à
determinação racional dos fins - no debate e na
efetivação de valores julgados belos, justos e
verdadeiros. Na medida em que saudava a criatividade humana, a
descoberta científica e a busca de excelência
individual em nome do progresso, acolhia o turbilhão das
mudanças, da transitoriedade e da fragmentação,
sem as quais a modernização não poderia se
realizar (Harvey, 1996, pág. 23).
A modernidade, tal como foi explicitada por
Weber, um guia seguro, segundo
Rouanet (1998), para conceituá-la,
se constitui, pois, no resultado daquele processo de
racionalização preconizado pelas Luzes - ligação
do conhecimento patrocinado pelas ciências com os valores
universais de progresso social e individual - que redundou em
enormes modificações não só na
sociedade como também na cultura.
Por modernização social podemos
entender, através de Weber, a diferenciação
da economia com o advento da economia capitalista, que supõe
a existência da força de trabalho formalmente livre,
a organização racional do trabalho e da produção,
o cálculo contábil e a utilização
técnica de conhecimentos científicos,
características a que se deve a expansão das nações
capitalistas dos séculos XIX e XX com suas metrópoles
industriais, meios de comunicação e fontes de
energia, bem como o estabelecimento do poder da burguesia
capitalista proprietária dos bens.
À modernização social
credita-se, também, a consolidação do estado
nacional como provedor de serviços e controle, baseado no
poder militar permanente, no monopólio da legislação,
no sistema tributário centralizado e, sobretudo, num
crescente processo de burocratização.
Por modernização cultural Weber
nos faz entender a dessacralização e a
racionalização das visões de mundo e sua
substituição por esferas axiológicas
diferenciadas, até então embutidas na religião:
a ciência, a moral e a arte.
Quanto ao homem, com o advento do mundo moderno,
ele mesmo foi separado dos outros homens e desmembrado no
exercício de três papéis diferentes e as
vezes contraditórios: o de cidadão, enquanto membro
da sociedade política, o de burguês, enquanto agente
econômico, e o de particular, enquanto indivíduo e
membro de uma família
(Rouanet, 1998, pág. 240).
O desenvolvimento da ciência possibilitou
o aumento do saber empírico, colocado a serviço das
forças produtivas. A moral, distanciando-se cada vez mais
da religião, deu origem a uma ética do trabalho,
para Weber ligada ao protestantismo e motivacional para o
desenvolvimento capitalista. Posteriormente, com o advento da
psicanálise, os mecanismos da repressão foram
desvelados invertendo-se a hierarquia tradicional entre a razão
e as paixões com a valorização da
espontaneidade e a supremacia do desejo em relação
à racionalidade.
A arte, também por sua vez distanciando-se
da religião, tornou-se mais e mais autônoma com o
aparecimento do mecenato secular e a produção
artística para o mercado.
Tais esferas atuando em espaços
institucionais próprios como: universidades e centros de
pesquisa, no caso das ciências, comunidade de fiéis
no caso da moral e sistemas de produção,
distribuição e consumo no caso das artes, se
constituem elementos funcionais em relação à
modernização social, o que não quer dizer
que, vez por outra, não exista entre elas e o próprio
sistema social, elementos de contradição
(Rouanet,
1998, pág. 229-231).
Foi através de Hegel e seus seguidores
que a filosofia, por um lado exerceu um papel bem definido, o de
refletir sobre a modernidade, seus impasses e contradições
e por outro buscou resolvê-los, através da prática
política como preconizou Marx, reafirmando sempre, porém,
sua confiança absoluta na razão como instrumento
adequado para instaurar a paz e a felicidade entre os homens.
Os princípios do Iluminismo foram, então,
denunciados como doutrina da burguesia e matriz do pensamento
liberal, fontes da ideologia profundamente arraigada no mundo ocidental -
apresentando-se como ciência objetiva das idéias, com
primado da razão, propunham os seus valores como
universais ao mesmo tempo em que mascaravam, atrás do
poder da objetividade, interesses subjetivos de classe, sexo,
raça e nação.
Estas críticas foram o móvel de
grandes embates que, na primeira metade deste século,
colocaram em confronto as duas classes antagônicas:
burguesia capitalista e forças produtivas dividindo, de
certa forma, o planeta em países capitalistas e
socialistas.
Com Nietzsche e, posteriormente, com Heidegger,
a crítica da modernidade se estendeu também à
crítica da razão. O primeiro opondo a ela a
renovação da tragédia dionisíaca e o
segundo buscando a origem do Ser. Para Nietzsche "todo
conjunto de imagens iluministas sobre a civilização,
a razão, os direitos universais e a moralidade de nada
valiam. A essência eterna e imutável da humanidade
encontrava a sua representação adequada na figura
mítica de Dionísio: Ser a um só e mesmo
tempo destrutivamente criativo." Para Heidegger
o homem é um movimento temporal que ele define como história.
Entretanto, este movimento não é uma soma de momentos
e sim uma extensão compreensiva do passado, do presente e do futuro.
O homem da moderna sociedade industrial,
indivíduo solitário, perdido entre a multidão
das grandes cidades, construções que Baudelaire,
segundo a interpretação benjaminiana
(Gagnebin,
1994, p. 58), definiu de maneira lúcida como
paradoxalmente triunfantes e frágeis, passou a ser fonte
de inspiração e tema das manifestações
do movimento cultural denominado "Modernismo",
expressão da modernidade na arte e no pensamento. Os
cânones da estética modernista, sinalizados por suas
vanguardas - futurismo, cubismo, expressionismo - conduziam
artistas, arquitetos, escritores a que buscassem exprimir o
mundo, cada vez mais confuso e fragmentado, através de
novas linguagens que, em meio ao caos vigente, traduzissem o
universal e o eterno nele contidos.
Terry Eagleton, também nutrindo-se na fonte weberiana, afirma que
antes da ascensão do capitalismo as três grandes questões da
Filosofia: o que podemos saber?; o que devemos fazer?; e o que nos
atrai?; correspondentes aos aspectos cognitivo, ético-político, e
estético-libidinal estavam intimamente associadas. A partir da descrição
de quem somos nós era possível saber o que fazer ou em que nos
poderíamos transformar, a arte, por sua vez, podia ser vista como forma
de conhecimento social sendo regida por padrões éticos normativos.
A modernidade descolou, uma da outra, as três grandes áreas da vida
histórica: o conhecimento, a política e o desejo. O conhecimento se
libertou de suas restrições éticas e amarras teológicas paralisantes e
partiu em busca do que antes era considerado tabu, contando somente
com a autoridade de seus poderes críticos e céticos. Com o nome de
ciência desligou-se do ético e do estético, perdendo paulatinamente
contato com o valor.
A investigação ética, desatrelada do aparelho eclesiástico, viu-se livre
para levantar as questões da justiça e da dignidade sob perspectivas
muito mais abertas.
A arte, deixando de servir o poder político e libertando-se de suas funções
no interior da igreja, do tribunal e do estado passou a reger-se por suas
próprias leis. O seu significado tornou-se, então, meramente suplementar
ligado ao lado afetivo-instintivo-não instrumental da psique, uma espécie
de válvula de escape. Sua independência em relação ao ético e ao político,
porém, se deu de forma paradoxal na medida em que aconteceu em função
de sua integração ao mercado, sua transformação em mercadoria. A estética,
em contraposição, se propôs a reverter o processo de divisão das áreas da
história, estetizando a verdade e a moral: propondo a arte como uma
reconciliação ideal do sujeito com o objeto, do universal e do particular,
da liberdade e da necessidade, da teoria e da prática, do indivíduo e
da sociedade. Entretanto, incapaz de quebrar o sistema, legou-nos
formas de subversão secreta, de resistência silenciosa e recusa teimosa,
sendo o "Modernismo" uma de suas manifestações
(Eagleton,
1993, pág. 264-266).
"A modernidade", escreveu Baudelaire
em seu artigo, qualificado significativamente por Harvey de
seminal, "Sobre a Modernidade" (publicado em 1863), "é
o transitório, o efêmero, o contingente; é
uma metade da arte, sendo a outra o eterno e o imutável"
(Baudelaire,1996, p. 25).
As artes assim concebidas, em relação
à modernidade, deixam de ser representação e
passam a ser criação, no sentido estrito do termo.
Características significativas das novas linguagens são,
por exemplo, na pintura a incongruência, a assimetria, o
não figurativo; na arquitetura, o primado da realidade
funcional; na música, o uso de harmonias dissonantes, a
escritura atonal e na literatura, a quebra da sintaxe, a busca de
uma narrativa consciente da temporalidade, da transitoriedade da
vida e voltada para o registro da intensidade da experiência
interior.
House of the White Man (Bauhaus), Johannes Itten, 1920
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Guittar, Pablo Picasso
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Com Guimarães Rosa e Ciro dos Anjos,
pequenos fragmentos da narrativa modernista brasileira:
"Não me assente o senhor por beócio. Uma coisa é por
idéias arranjadas, outra é lidar com país de
pessoas, de carne e sangue, de mil-e-tantas misérias...
Tanta gente - dá susto se saber - e nenhum se sossega:
todos nascendo, crescendo, se casando, querendo colocação
de emprego, comida, saúde, riqueza, ser importante,
querendo chuva e bons negócios... De sorte que carece de
se escolher:ou a gente se tece de viver no safado comum, ou cuida
só de religião só" (Rosa, 1993, pág.
16).
Riobaldo, figura de estranha psicologia, vastas dimensões
humanas e inacreditável cosmovisão, exibe um saber
essencial, acessível ao homem de qualquer latitude ou
longitude. Através dele, de sua linguagem barroquizante e
artificiosa, o ficcionista como que logra um milagre da
Literatura narrativa, no dizer de Moisés: criar um mundo,
com suas leis próprias, à imagem e semelhança
do mundo físico, no qual este se espelha e se revela
(Moisés, 1971, p. 517).
"Pus-me a examinar colombinas fáceis,
do lado da Praça Sete, quando inesperadamente me vi
envolvido no fluxo de um cordão. Procurei desvencilhar-me,
como pude, mas a onda humana vinha imensa, crescendo em torno de
mim, por trás, pela frente e pelos flancos. Entreguei-me,
então, àquela humanidade que me pareceu mais
cansada que alegre. Os sambas eram tristes e homens pingavam
suor. Um máscara-de-macaco deu-me o braço e
mandou-me cantar. Respondi-lhe que, em rapaz, consumi a garganta
em serenatas e que esta, já agora, não ajudava.
Imagino a figura que fiz, de colarinho alto e pince-nez,
no meio daquela roda alegre, pois os foliões se engraçavam
comigo, e fui , por momentos, o atrativo do cordão. Tanto
fizeram que, sem perceber o disparate, me pus a entoar velha
canção de Vila Caraíbas"
(Anjos, 1957, p. 21-25).
"Que tenho eu com
os dias que a folhinha
assinala?", dirá Belmiro na frase inicial do romance
de memórias em que Ciro dos Anjos procura traduzir a
solidão de alguém que vive desligado da realidade
cotidiana e miúda, alheio à passagem administrativa
das horas, exclusivamente absorto na contemplação
de seu tempo interior (Moisés,
1971, p.501).
Jamais, como no modernismo, tantas correntes,
tantas escolas, tantos "ismos" nasceram, mutuamente se
influenciaram, de forma viva e complexa, no sentido, não
só de criar, mas de refletir sobre as próprias
condições da criação artística.
No caso específico da literatura houve uma consolidação
da crítica literária que passou a classificar e
julgar a produção literária a partir do
"código mestre" de um determinado gênero
em cujas fronteiras a obra estaria ou não localizada.
Pode-se dizer, salvo algumas manifestações
culturais peculiares, que o modernismo floresceu nas cidades. A
necessidade de enfrentar problemas psicológicos,
sociológicos, técnicos, organizacionais e políticos
advindos da urbanização crescente concorreu para
esse movimento que, mais que pioneiro na geração de
mudanças, foi uma forma de reação às
novas condições de produção, de
circulação e de consumo, na medida em que codificou
e refletiu as mesmas mudanças, sugerindo linhas de ação
capazes de explicitá-las (Harvey,
1996, pág. 89).
Ao desenvolvimento e progresso das metrópoles
industriais é possível atribuir, também, o
enorme crescimento das classes médias urbanas e, com elas,
o destaque da estrela e vilã de nosso século - a
cultura de massa, produção cultural destinada aos
grandes grupos de consumidores, simples e esteriotipada, com
objetivos claros e definidos: modificar alguns hábitos de
comportamento e conservar outros, evitando dificuldades
intelectuais e aplainando conflitos de ordem moral.
A partir dos fins da primeira metade do século,
com o término da segunda guerra mundial, de certa forma
ainda estupefata pela absorção de suas horríveis
seqüelas, a sociedade, mobilizada pela propaganda e pelo consumo,
pela tecnociência aplicada à informação,
pela intensa difusão da comunicação visual,
passou a assumir novas feições. Abriu-se, então,
espaço para a crítica de um ideal de racionalidade
institucionalizado. Esta crítica permite pensar em toda a
sua complexidade mecanismos sociais concretos em razão dos
quais se dá a gestão das consciências.
Estão aí situados os trabalhos da
Escola de Frankfurt em cujo contexto encontramos o célebre
conceito de "indústria cultural" cunhado por
Adorno e Horkheimer em 1947. Para eles não se trata apenas
de constatar a existência do capital atuando "na
indústria do entretenimento", mas do exercício
de controle do período de lazer - o controle do tempo
livre - em que "produtos culturais" são postos à
disposição dos "consumidores" para
mantê-los alerta e treinados. A arte, neste sentido, não
só se torna integralmente mercadoria, mas também
eficiente mecanismo de controle social.
É interessante verificar que os trabalhos da escola de Frankfurt foram
apresentados principalmente sobre a forma de ensaios, propondo-se como
inacabados, incompletos, colocando, de certa forma, em questão o "gesto
universal e acabado do livro" (História da Filosofia, pág. 460). Procedentes
de influência e origens diversas os intelectuais frankfurtianos têm como denominador
comum a crítica à noção de progresso, tanto em sua forma hegeliana quanto
marxista. Para os teóricos da escola de Frankfurt, em que pesem as suas
diferenças, toda filosofia que vê no progresso científico e técnico o progresso
da humanidade, ignora o homem singular e histórico. Para Adorno e Marcuse
há que se reconciliar, através da arte: Logos, Eros e Chronos, daí a importância
da dimensão estética. A arte, para a teoria crítica da escola de Frankfurt,
longe de ser ilusão, é a faculdade cognoscente que aponta para um princípio
de realidade diferente da lógica do lucro.
Para Eagleton (1993, pág. 266) o Modernismo
na arte, assim como a escola de Frankfurt e, posteriormente, o pós-estruturalismo
na teoria, só puderam alçar os vôos que alçaram porque a estética tradicional
de Schiller a Marx (e acrescentaríamos Boudelaire) que prescrevia a arte
como uma reconciliação ideal das diferentes esferas da vida histórica, não
logrou obter resultados. A estética em seu modo negativo, a arte vista como
o conhecimento negativo da realidade, conforme Adorno, é que propiciou
a tática de guerrilha secreta e resistência silenciosa inerente àqueles movimentos,
contrários a um capitalismo tardio, regime inteiramente racionalizado e
administrado.