Entende-se o hipertexto
como um meio de informação que existe on-line
(disponível eletronicamente sob demanda) em um computador. Possuindo uma
estrutura composta por blocos de informação interligados, através de links
(interconexões ou nexos) eletrônicos, ele oferece ao usuário diferentes trajetos
para a leitura, provendo os recursos de informação de forma não linear. As
conexões, facilitadas pelo computador, ligam as informações umas às outras.
Assim, o hipertexto apresenta-se como sendo parcialmente criado pelo
autor que o organiza e parcialmente pelo leitor que escolhe as ligações de
sua preferência, conectando os dados informacionais que mais lhe interessam.
Tais dados podem estar contidos não só em textos escritos, mas também em
sons, imagens, animações bem como facilidades de interação e criações de
realidade virtual (Snyder, 1996, p. 9)
cuja complementariedade se torna mais clara
através do termo hiperdocumento que generaliza para todas as categorias de signos
os princípios da experiência hipertextual.
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A palavra virtual pode ser entendida, segundo Piere Lévy, em diferentes sentidos:
na acepção filosófica é virtual aquilo que existe apenas em potência e não em ato;
no uso corrente, a palavra virtual é empregada, muitas vezes, para significar a irrealidade,
enquanto a "realidade" pressupõe uma efetivação material, uma presença tangível.
A rigor, em termos filosóficos, o virtual não se opõe ao real, mas ao atual. É virtual,
então, para o autor toda entidade "desterritorializada" capaz de gerar diversas
manifestações concretas em diferentes momentos e locais determinados,
sem contudo estar ela mesma presa a algum lugar ou tempo em particular.
No centro das redes digitais, a informação certamente se encontra fisicamente
situada em algum lugar, em determinado suporte, mas ela também está
virtualmente presente em cada ponto da rede onde seja pedida
(Lévy,
1999, pág. 47,48).
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Castells em seu livro "A Sociedade em Rede"
(Castells,
1999, pág. 395) apresenta sua acepção para
o termo virtual: a partir da idéia de que todas as formas de comunicação são baseadas
na produção e consumo de sinais, conforme postulações teóricas de
Barthes e Bauldrillard, entende que
não há separação entre "realidade" e representação simbólica. Segundo
Castells, se de acordo com o dicionário o virtual existe na prática e o real existe
de fato, a realidade, como é vivida, sempre foi virtual por ser sempre percebida por
símbolos formadores de prática. Para ele o inédito do sistema de comunicação organizado
pela integração eletrônica de todos os modos de comunicação, do tipográfico ao
sensorial, não é a indução à realidade virtual, mas a construção da virtualidade
real em que "a própria realidade (ou seja, a experiência simbólica/material
das pessoas) é inteiramente captada, totalmente imersa em uma composição
de imagens virtuais no mundo do faz de conta, no qual as aparências não
apenas se encontram na tela comunicadora de experiência, mas se transformam
na experiência."
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Tecnicamente, um hipertexto é uma rede composta de nós ligados por conexões.
Os nós podem ser palavras, páginas, imagens ou partes de imagens,
seqüências sonoras, referência a documentos complexos que podem ser
eles mesmos hipertextos. Os nós não estão ligados linearmente, como em
uma corda ou como nos elos de uma corrente mas cada um deles, ou a maioria,
estende suas conexões em estrela, de modo reticular. Juntamente com o
visualizador (browser) representa um tipo de sistema para a organização
de conhecimentos ou dados, aquisição de informações e comunicação
(Lévy, 1993, p. 33).
Segundo os programadores do Intermedia, um dos mais avançados sistemas de
hipertexto da atualidade, este último, em termos funcionais, pode ser assim descrito:
"Ferramenta para o escritor e meio para o leitor, os documentos em hipertexto
permitem ao escritor ou a grupos de autores conectar dados entre si, criar trajetos em
um conjunto de material afim, anotar textos já existentes e criar notas que remetam
tanto a dados bibliográficos como ao corpo do texto em questão. O leitor pode navegar
pelos textos anotados, referidos e conectados de forma ordenada (no sentido
de que se ligam a um objetivo) mesmo que não
seqüencial" (Landow, 1995, p. 17).
O termo hipertexto foi usado pela primeira vez por Theodor H. Nelson nos anos
sessenta e se refere a este tipo de texto eletrônico, uma tecnologia informática
radicalmente nova que é, ao mesmo tempo, uma forma de "edição". Segundo o
próprio Nelson a expressão se refere a uma "escritura não seqüencial, a um texto
que bifurca, que permite ao leitor escolher e que se lê melhor em uma tela
interativa. De acordo com a noção popular, se trata de uma série de blocos de
textos conectados entre si por nexos, que formam diferentes trajetos
para o usuário" (Landow, 1995, p. 15, nota 5).
Um hipertexto pode ser entendido como um conjunto de fragmentos de informação
(nós) e um conjunto de nexos eletrônicos que os conectam entre si.
O termo hiperdocumento simplesmente estende a noção hipertextual ao incluir
informações visuais, sonoras e animações. O hipertexto ao possibilitar a passagem
do discurso verbal a imagens, mapas, diagramas e sons ou outro fragmento textual
expande a noção de texto muito além do meramente verbal, caminhando ao encontro
das formulações pós-estruturalistas nos que diz respeito à ênfase na idéia de "texto".
Segundo Lévy
(1999, pág. 63) o termo multimídia, comumente empregado para designar os
CD-Roms é, de certa forma, enganador, pois significa em princípio "aquilo que emprega
diversos suportes ou diversos veículos de comunicação". No caso de informações
tratadas pelos computadores cada vez mais amplas do que os restritos dados numéricos
da década de 70, abrangendo hoje textos, sons e imagens, o mais correto seria
usar os termos: informações ou mensagens multimodais que colocam em jogo diversas
modalidades sensoriais. O mesmo autor define como "estratégia multimídia", por exemplo, o lançamento
de um filme com o simultâneo lançamento de: vídeo-games, camisetas, brinquedos, afirmando
como correta a aplicação do termo "multimídia" neste caso.
No caso particular da Internet, na atual conjuntura tecnológica, as diferentes categorias
de signos (textos, sons, imagens) de um hiperdocumento tendem mais a uma
justaposição do que a uma perfeita integração entre as mesmas, pois muitas
vezes a sua disponibilização síncrona não ocorre.
O hipertexto pode ser auto-contido, estar restrito a uma só máquina,
um computador não conectado à rede e, neste caso, suas conexões
fazem referência apenas a seus próprios nós (referências internas).
Tais hipertextos são aqueles geralmente encontrados em CD-Roms como
por exemplo o CD-Rom que contém a versão eletrônica do Dicionário Aurélio.
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Caso o computador esteja conectado à Internet terá acesso a fontes mais
variadas de informação que no seu conjunto são denominadas de espaço virtual.
Entende-se por espaço virtual o novo contexto interativo e provedor de informações criado
pela Internet. A Internet é uma rede de redes de computadores dispersas
a nível mundial que cooperam entre si. Esta cooperação baseia-se em protocolos
de comunicação, ou seja, "convenções de códigos de conversação" entre computadores
interligados em rede. Padrões de interação mais elementares permitem a utilização de
serviços simples como correio eletrônico e transferência de arquivos. Serviços mais
sofisticados vêm sendo criados e se utilizam de padrões de interação mais complexos,
baseados naqueles mais elementares.
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Segundo Lévy os criadores e usuários de redes digitais tomaram do romance de
ficção científica Neoromante, publicado em 1984 por William Gibson, o termo
"ciberespaço" que no livro designa o universo das redes digitais, campo de batalha
entre multinacionais, nova fronteira econômica e cultural. O próprio Lévy define o termo
ao qual atribui o mesmo sentido de rede como: "espaço de comunicação aberto
pela interconexão mundial dos computadores e das memórias dos computadores"
onde inclui o conjunto dos sistemas de comunicação eletrônicos na medida em que
transmitem informações provenientes de fontes digitais ou destinadas à digitalização
pois a codificação digital é que condiciona, no que diz respeito à informação, seu
caráter virtual, plástico, hipertextual, interativo e tratável em tempo real
(Lévy, 1999, pág. 92-93). O termo
ciberespaço, segundo o mesmo autor, é o novo meio de comunicação que surge
da interconexão mundial dos computadores e, para além da sua infra-estrutura
material (hardware), de comunicação digital abrange, também, o mundo de informações
que ela abriga e seus usuários (Lévy,
1999, pág. 17). Também os softwares ou
programas estão contidos no ciberespaço. Um programa é uma lista bastante
organizada de instruções codificadas (comandos de linguagens de programação)
cuja finalidade consiste em fazer com que um ou mais processadores executem
determinada tarefa (Lévy, 1999, pág. 41).
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Os serviços mais sofisticados existentes hoje têm geralmente uma arquitetura de
software conhecida como "cliente-servidor". Nesta arquitetura o usuário final da
Internet interage com um programa, cliente de um determinado serviço desejado
e, através dele, solicita o atendimento de requisições específicas. O cliente, por
sua vez, se comunica com um servidor, remoto ou não, a quem cabe o atendimento
das solicitações do usuário final, como a busca de um determinado documento.
O servidor conectado eventualmente se comunica com outros servidores dispersos
geograficamente na tentativa de atender uma solicitação encaminhada pelo cliente.
Em caso de sucesso, o servidor retorna informações codificadas e cabe ao cliente
apresentá-las numa forma apropriada e compreensível ao usuário final. Se o servidor
não é capaz de obter o documento solicitado, o cliente é informado sobre o motivo que
impossibilitou tal atendimento e cabe ao mesmo cliente o tratamento dessa falha,
como notificá-la ao usuário e, em alguns casos, instruí-lo sobre como proceder para
alcançar um resultado positivo.
Um serviço integrador de diversos recursos denomina-se W3 (World-Wide Web).
Ele permite ao usuário final manipular hipertextos, também chamados
hiperdocumentos potencialmente distribuídos em computadores dispersos
geograficamente. Como já dissemos, é possível mesclar em nós de um hipertexto
(também conhecidos por "páginas" Web) textos, imagens individuais, seqüências
de imagens (vídeo clips) e fragmentos sonoros. Um elemento desta natureza, ou parte dele,
pode servir de âncora ("base" ou "origem" de um nexo (link) que, quando
selecionada, dispara a busca do documento referenciado) de outro. A seleção
de uma âncora por parte do usuário final provoca a busca do elemento referenciado
pelo nexo que tem sua origem em tal âncora. Este mecanismo permite criar diversas
formas de navegação pelo material contido em um hipertexto (texto para texto, texto
para imagem, imagem para texto, ...).
Uma âncora também pode referenciar um programa no servidor. Tal programa é
acionado quando o usuário seleciona a âncora em questão. Através deste
recurso é possível produzir informações personalizadas e atuais deduzidas
de dados mantidos no servidor no instante daquela seleção. Exemplificando,
um professor deseja saber exatamente quais e quantos são os alunos
matriculados na turma pela qual é responsável. Suponhamos que tais dados
se encontrem em uma base de dados mantida pelo registro acadêmico.
Neste caso, um nexo poderia apontar para um programa que, ao ser acionado,
consulta a base de dados e constrói um documento no formato adequado para ser
apresentado ao professor. Se tal professor fizer novamente uma consulta, como a
primeira, alguns dias depois e se, no intervalo entre a primeira e a segunda
consultas, alguns alunos cancelaram a sua matrícula, então o programa acionado
pela seleção do professor recupera a informação corrente na base de dados que é
a mais atual possível e a envia para o professor no formato adequado.
Recentes progressos na tecnologia do serviço W3 também permitem
agregar a "páginas" um programa a ser executado pelo cliente
(ou mesmo descrever movimento de textos - uma espécie
de coreografia textual) facilitando assim a incorporação de características
mais dinâmicas a um hipertexto.
Exemplificando: um recurso interessante em termos de aprendizagem é o
de simulação de fenômenos físicos (como um objeto em movimento).
Um programa pode simular um fenômeno e permitir que o usuário controle
em parte a simulação, através do fornecimento de parâmetros (como a
velocidade inicial do objeto em movimento e a aceleração sofrida pelo
objeto). Ao reexecutar o programa com parâmetros diferentes o usuário
vai adquirindo uma compreensão mais aprofundada do fenômeno. Em um
hiperdocumento poderíamos ter um texto explicativo sobre o fenômeno a
ser entendido e uma explicação sobre como fornecer os parâmetros e
acionar o simulador. Depois de tais informações poderíamos ter a "janela
de execução" do simulador (o programa de simulação) que recebe parâmetros
fornecidos pelo usuário e depois mostra como seria o fenômeno sob as
condições estabelecidas pelos parâmetros fornecidos. Ao ser selecionado
o texto sobre o fenômeno, o servidor W3 que retém as informações relevantes
envia ao cliente a descrição explicativa mais o código do simulador a ser
acionado pelo cliente. Neste instante o texto é apresentado e a "janela de
execução" do simulador é aberta aguardando valores de parâmetros.
A "página" Web é definida em termos de um texto "bruto" intercalado com marcas
(tags) que indicam, entre outros, a formatação do texto, a inclusão
de imagens ou áudio e a delimitação de âncoras. A linguagem de descrição de
"páginas" é chamada de html (Hypertext Markup
Language). O padrão html encontra-se em constante processo
de aperfeiçoamento sendo definido por um consórcio internacional independente. A título de ilustração
segue-se a descrição de uma página:
<html>
<head>
<title>Exemplo de página Web</title>
</head>
<body bgcolor="#ffffff">
<h2 align=center>A estrutura de uma página Web</h2>
<p align=justify>
Uma página Web, conforme definida pelo padrão
<b><a href="http://www.w3.org/MarkUp/">html</a></b>,
devide-se em duas partes: um preâmbulo (<tt>head</tt>) e
um corpo (<tt>body</tt>).
<p align=justify>
O preâmbulo pode conter, além do título a ser utilizado na
composição do nome da janela do visualizador
(<em>browser</em>), meta-informações, isto é,
informações sobre o conteúdo no corpo da página
tais como: resumo e palavras chave para serem utilizados
por sistemas automáticos de indexação, como o da
<a href="http://www.altavista.com">Altavista</a>, restrições
que se aplicam à utilização da página (como proibição de
reprodução para fins comerciais), informação sobre os autores,
data da última atualização da página, validade das informações
nela contidas, ... As meta-informações só acompanham a
página a que se referem, mas não são apresentadas
pelo visualizador. Elas podem ser extraídas com auxílio
de um editor de texto convencional.
<p align=justify>
O corpo contém as informações a serem apresentadas pelo
visualidor ao usuário que solicitou a particular página. As
marcas são "resolvidas" pelo visualizador, isto é, em função
das marcas contidas no corpo e da dimensão da janela onde
a página vai ser apresentada o visualizador estabelece
a forma na qual a página é apresentada ao usuário.
</body>
</html>
|
A descrição do exemplo poderia estar contida em um arquivo de nome
exemplo.html armazenado em um disquete e, neste caso,
poderia ser visualizado da seguinte forma:
Uma outra alternativa seria armazenar o arquivo em questão em um computador remoto
ou não que desempenha a função de um servidor Web de tal forma que pudesse
ser localizado pelo servidor e entregue a clientes sob demanda. Neste segunda
alternativa a página pode ser recuperada não apenas pelo seu autor, mas por
qualquer interessado que conheça a sua localização.
As marcas html em uma descrição de página são delimitadas pelos
símbolos < e
>. Apenas algumas poucas
marcas foram utilizadas na página exemplo:
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<p>
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separador de parágrafos
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<b> </b>
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delimitadores de um trecho de texto a ser apresentado em negrito
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<em> </em>
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delimitadores de um trecho a ser enfatizado (usualmente apresentado em
itálico)
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<a> </a>
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delimitadores de âncoras com parâmetro que indica a localização do
documento referenciado
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Para o usuário comum existem algumas características, denominadas por Lévy
(1993, pág. 36) de princípios básicos de interação amigável, que tornam mais fácil
o acesso ao hipertexto, independentemente do conhecimento profundo
de suas bases tecnológicas:
-
representação figurada, diagramática ou icônica das estruturas de informação e
dos comandos (por oposição a representações codificadas ou abstratas);
-
uso do "mouse" que permite ao usuário agir sobre o que ocorre na tela de
forma intuitiva, sensoriomotora e não através do envio de uma seqüência de
caracteres alfanuméricos;
-
"menus" que mostram constantemente ao usuário as operações que pode realizar;
-
tela gráfica de alta resolução que possibilita melhor qualidade na apresentação das imagens.
Para o usuário se mover entre documentos na forma de hipertexto usa-se
a metáfora "navegar". Qualquer sistema que interliga um volume muito
vasto de conhecimentos pode tornar a navegação difícil pelo fato de sobrecarregar
o usuário com muitas opções de escolha. A acumulação de informações pode ser mais
estonteante que esclarecedora. Os usuários precisam deslocar-se de
um documento para outro sem se perder ao longo do trajeto. Para tanto, ao se
elaborar um documento hipertextual é necessário traçar "mapas", indicações
contidas no próprio documento, que o estruturem como um todo.
No que diz respeito à "escritura", propriamente dita, do hipertexto
Snyder (1996), em seu estudo,
faz menção a uma "retórica do silício" em que o texto resultante, embora rico,
supõe um processo de elaboração mais complicado.
Escrita tridimensional, ao invés de bidimensional como a folha impressa, o
hipertexto porque comporta imagens, sons e movimentos demanda de seu
"construtor e/ou construtores" preocupação não só com a retórica verbal,
mas sobretudo com a retórica visual para uma organização espacial
harmônica dos fragmentos e de suas interligações.
A estrutura global de um hipertexto supõe objetos discursivos ordenados, mas
autonomamente significativos que exijam, por parte do leitor/usuário, o mínimo de
esforço para anotar, anexar informações e criar seu próprio trajeto de leitura.
O apelo a metáforas e o caráter interdisciplinar do documento elaborado contemplam
os aspectos desta retórica cujo princípio básico é a dinamicidade.