Encontro reúne mais de 80 portadores de Crohn e Retocolite

04/06/2004 - 18:00

Rocranino: o dr. Ricardo salvou a minha vida4 de junho de 2004 (atualizado 5/6) - Durante quatro anos Rocranino Gerásio Lopes – ou Roque, como é conhecido na Associação de Ostomizados de Campinas e Região –, percorreu hospitais em busca de um diagnóstico para as diarréias e dores que sentia no intestino. "Foram anos difíceis", lembra. Quando procurou ajuda na Unicamp já estava quase sem esperanças de conseguir esclarecer as causas de seu problema. "Encontrei o dr. Ricardo e ele logo me encaminhou para tratamento e cirurgia. Ele salvou a minha vida", conta, emocionado. E foi justamente assim, com muita emoção que o 1º Encontro de pacientes do Ambulatório de Doença Inflamatória Intestinal do Hospital das Clínicas aconteceu no Anfiteatro do Gastrocentro na sexta-feira (4). Mais de 80 pacientes atendidos pelo Ambulatório, criado há 14 anos, se reuniram para trocar experiências e tirar dúvidas com relação às doenças crônicas intestinais denominadas Crohn e Retocolite ulcerativa. "O conhecimento é a maior arma terapêutica para se dominar a doença e não deixar que ela domine", justifica o médico Ricardo Góes, responsável pelo Serviço. Segundo Góes, o objetivo do encontro é a integração entre os pacientes atendidos. Ele explica que a condição emocional do portador é algo importante no tratamento. "Muitos acreditam que são os únicos a conviver com a doença e não tem noção do que outras pessoas passam. Por isso, é fundamental a promoção desses encontros", diz Ricardo. A idéia, explica o médico, é promover outros eventos ao longo do ano para divulgação dos avanços das pesquisas e novidades da área. Ricardo Góes, responsável pelo ambulatório e parte da platéia presente ao Gastrocentro Sintomas – A doença de Crohn e de Retocolite eram consideradas na década de 60 como doenças raras. Casos esporádicos eram registrados e, por isso tinha importância para a saúde pública. Com o passar dos anos, a realidade mudou e observou-se um aumento dos casos registrados. "Hoje se contabiliza perto de 80 portadores por ano", estima Góes. O principal sintoma das doenças é a diarréia, às vezes com a presença de muco e sangue. "Um dos agravantes é a descompensação no organismo, que causa a perda de peso e o enfraquecimento", explica o médico. Como a doença é crônica, a terapêutica se traduz no controle com medicamentos e em determinados casos, pode ser indicada a cirurgia. No Ambulatório da Unicamp são atendidos tanto por Góes quanto pelo médico Cláudio Coy, em média, 200 pacientes. Durante o encontro, tanto familiares quanto portadores da doença tiveram a oportunidade de ouvir as apresentações "Aspecto psicológico da doença inflamatória intestinal", da psicóloga Cristiana Correa Dias e "Orientação dietética e nutricional", com a nutricionista Luciane Sundfeld Giordano. Informações sobre o ambulatório pelo telefone 19- 3788-9450. (Raquel do Carmo Santos) Fotos digitais: Neldo Cantanti == * Comente esta notícia * Índice do Portal Unicamp

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